{"id":12784,"date":"2020-01-23T10:10:14","date_gmt":"2020-01-23T13:10:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=12784"},"modified":"2020-01-22T15:22:14","modified_gmt":"2020-01-22T18:22:14","slug":"caca-ottoni-de-amor-de-mae-nada-e-mais-importante-do-que-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/caca-ottoni-de-amor-de-mae-nada-e-mais-importante-do-que-a-educacao\/","title":{"rendered":"Cac\u00e1 Ottoni, de Amor de m\u00e3e: \u201cNada \u00e9 mais importante do que a educa\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<h3>Int\u00e9rprete de Joana em Amor de m\u00e3e, a atriz Cac\u00e1 Ottoni fala sobre a realidade mostrada na novela das 21h pelo n\u00facleo de sua personagem.<\/h3>\n<p>O n\u00facleo da escola prestes a ser fechada vem roubando a cena em <em>Amor de m\u00e3e<\/em>. Liderados pela professora Camila (<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/jessica-ellen-a-gente-precisa-ocupar-mais-esse-espaco-na-tv\/\"><strong>Jessica Ellen, leia entrevista com a atriz, que est\u00e1 \u00f3tima no papel<\/strong><\/a>), alunos e outros professores ocuparam um col\u00e9gio p\u00fablico para evitar que ele seja demolido para dar lugar a um empreendimento.<\/p>\n<p>Entre esses alunos est\u00e1 Joana, personagem defendida por Cac\u00e1 Ottoni. A menina \u00e9 uma das l\u00edderes do movimento dos alunos e desenvolveu um programa para ajudar uma colega a amamentar sem ser constrangida. \u201cEntre as v\u00e1rias qualidades dessa novela, refletir corajosamente a realidade do pa\u00eds \u00e9 a mais importante. Com certeza, o Brasil tem uma vasta popula\u00e7\u00e3o de jovens divididos entre estudo e trabalho que acabam naturalmente abandonando os estudos. Acredito muito na luta que retratamos na novela\u201d, reflete Cac\u00e1, em entrevista ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cAcho que o futuro est\u00e1 nas m\u00e3os da organiza\u00e7\u00e3o de secundaristas de escola p\u00fablica e de professores, dispostos a lutar sem medo e sem arrego. Sei que \u00e9 c\u00f4modo falar isso quando a pol\u00edcia n\u00e3o est\u00e1 invadindo seu ambiente de trabalho com bala de borracha e g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, mas me coloco tamb\u00e9m dentro dessa luta como apoiadora\u201d, completa.<\/p>\n<p>M\u00e3e da pequena Malu, Cac\u00e1 entende bem os perrengues passados pelas protagonistas de Amor de m\u00e3e, Lurdes (Regina Cas\u00e9), Thelma (Adriana Esteves) e Vit\u00f3ria (Ta\u00eds Araujo). \u201cA maternidade \u00e9 cheia de contradi\u00e7\u00f5es: ao mesmo tempo em que me considero mais forte depois do nascimento da Malu, tamb\u00e9m percebo que fiquei mais vulner\u00e1vel, mais suscet\u00edvel \u00e0 emo\u00e7\u00e3o\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Na entrevista abaixo, Cac\u00e1 fala sobre feminismo, projetos infantis e no cinema e sobre a carreira de diretora. Confira!<\/p>\n<h2>Entrevista \/\/ Cac\u00e1 Ottoni<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_12786\" aria-describedby=\"caption-attachment-12786\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12786\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2.jpg\" alt=\"Cac\u00e1 Ottoni vive Joana em Amor de m\u00e3e\" width=\"1200\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2.jpg 1200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2-768x416.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2-550x298.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/caca2-230x125.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12786\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Karen Gadret\/Divulga\u00e7\u00e3o. Cac\u00e1 Ottoni vive Joana em Amor de m\u00e3e<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A Joana mostra a dificuldade que alguns alunos da rede p\u00fablica enfrentam por ter que trabalhar para ajudar no sustento da fam\u00edlia. Acha que isso reflete a realidade do pa\u00eds? Como se preparou para esse lado da personagem?<\/strong><br \/>\nEntre as v\u00e1rias qualidades dessa novela, refletir corajosamente a realidade do pa\u00eds \u00e9 a mais importante. Com certeza, o Brasil tem uma vasta popula\u00e7\u00e3o de jovens divididos entre estudo e trabalho que acabam naturalmente abandonando os estudos. Quase todos saem perdendo com essa matem\u00e1tica perversa, em que o filho do juiz vira juiz ou algo equivalente de seu interesse e o filho do pedreiro tem que pintar para ajudar na economia familiar. Inclusive economicamente n\u00e3o \u00e9 positivo para o pa\u00eds bater recorde de taxa de subemprego, de analfabetismo funcional, pelo simples fato de tantos brasileiros n\u00e3o conseguirem se formar no segundo grau. Mas acredito muito na luta que retratamos na novela. Sempre fui bolsista de escola particular, exceto na faculdade que estudei numa federal, para qual passei justamente por ter sido preparada na escola para isso. Tive que trabalhar e estudar s\u00f3 durante a faculdade porque n\u00e3o tinha como meus pais me sustentarem aqui no Rio, o que j\u00e1 foi suficiente para fazer da minha formatura um parto literalmente. Demorei 6 anos e meio e me formei gr\u00e1vida de 8 meses. Fico pensando nessa dificuldade vezes 100 quando se trata de uma aluna de ensino m\u00e9dio e escola p\u00fablica, como \u00e9 o caso da Joana.<\/p>\n<p><strong>A novela acaba mostrando a luta da Joana para ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Como m\u00e3e de uma crian\u00e7a, como voc\u00ea v\u00ea o poder de transforma\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o na vida de uma pessoa? Tem medo de educar um cidad\u00e3o para o Brasil de hoje, marcado pela polariza\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPara mim, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 alicerce, \u00e9 base, \u00e9 a \u00fanica forma de se construir qualquer coisa, seja uma pessoa, um pa\u00eds ou um planeta. Nesse ponto ter uma filha no Brasil \u00e9 desesperador. Vivemos em um pa\u00eds que optou por \u201cdesinvestir\u201d no setor p\u00fablico que j\u00e1 se encontrava extremamente prejudicado. Somos governados por pessoas que prop\u00f5em Emenda Constitucional de congelamento de investimento por 20 anos em educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, votam e ganham. \u00c9 um filme de terror. Preciso me convencer todos os dias que uma grande transforma\u00e7\u00e3o acontecer\u00e1 num futuro bem pr\u00f3ximo para que nosso destino n\u00e3o seja t\u00e3o terr\u00edvel quanto o que enxergo no horizonte. Toda a minha esperan\u00e7a est\u00e1 no tipo de mobiliza\u00e7\u00e3o que retratamos na novela. Acho que o futuro est\u00e1 nas m\u00e3os da organiza\u00e7\u00e3o de secundaristas de escola p\u00fablica e de professores, dispostos a lutar sem medo e sem arrego. Sei que \u00e9 c\u00f4modo falar isso quando a pol\u00edcia n\u00e3o est\u00e1 invadindo seu ambiente de trabalho com bala de borracha e g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, mas me coloco tamb\u00e9m dentro dessa luta como apoiadora. A lideran\u00e7a dessas grandes revolu\u00e7\u00f5es sempre ter\u00e1 que partir do oprimido diretamente. Mas \u00e9 nosso dever dar as m\u00e3os a todo manifesto em prol da educa\u00e7\u00e3o. Nunca tive tanta admira\u00e7\u00e3o por um movimento pol\u00edtico-social como tive pela primavera secundarista em S\u00e3o Paulo, que depois se estendeu por todo o territ\u00f3rio nacional em 2015 e 2016. Fazer men\u00e7\u00e3o a esses jovens organizados em luta \u00e9 uma honra.<\/p>\n<p><strong>Com a ajuda da Camila, a Joana vai desenvolver um aplicativo para ajudar uma colega a amamentar na escola. A mulher ainda passa por muitos preconceitos ao amamentar? N\u00e3o estamos caminhando para uma melhora nesse sentido?<\/strong><br \/>\nEstamos caminhando a passos muito mais curtos do que eu gostaria nesse sentido. Particularmente nunca me senti coagida, mas a quantidade de amigas que relatam situa\u00e7\u00f5es constrangedoras simplesmente por alimentarem seus filhos no metr\u00f4 ou num banco de pra\u00e7a \u00e9 preocupante. O que n\u00e3o podemos fazer \u00e9 nos esconder por conta disso. Eu amamentava a Malu em qualquer lugar com muito orgulho de poder viver esse momento t\u00e3o especial com ela. Acho que esse tipo de situa\u00e7\u00e3o revela o quanto corpos femininos s\u00e3o vulgarizados e o quanto isso nos oprime e enfraquece. Por isso apoio todos os movimentos de combate a objetifica\u00e7\u00e3o de nossos corpos. O simples fato de n\u00e3o podermos tirar a camisa, enquanto os homens podem parece m\u00ednimo, mas \u00e9 imenso, a ponto de parecer fazer sentido pra maior parte das pessoas. Qu\u00e3o mais donas dos nossos corpos e livres pra fazermos o que quisermos com eles formos, mais avan\u00e7aremos nessas mudan\u00e7as t\u00e3o necess\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Ser m\u00e3e mudou de alguma forma sua maneira de atuar?<\/strong><br \/>\nSer m\u00e3e mudou minha forma de olhar o mundo. Agora sem d\u00favida existe uma urg\u00eancia muito maior em tudo o que fa\u00e7o. A maternidade \u00e9 cheia de contradi\u00e7\u00f5es: ao mesmo tempo em que me considero mais forte depois do nascimento da Malu, tamb\u00e9m percebo que fiquei mais vulner\u00e1vel, mais suscet\u00edvel \u00e0 emo\u00e7\u00e3o. Depois do nascimento da Malu todos os momentos que comp\u00f5em a minha individualidade ganharam uma import\u00e2ncia muito maior tamb\u00e9m. Meu ambiente de trabalho passou a ser o \u00fanico lugar em que de fato me permito desligar a fun\u00e7\u00e3o \u201cm\u00e3e\u201d. Ou pelo menos deixar em modo avi\u00e3o, para depois reencontrar com a Malu com a energia renovada.<\/p>\n<p><strong>Seu n\u00facleo de Amor de m\u00e3e, a s\u00e9rie Segunda chamada e outras produ\u00e7\u00f5es est\u00e3o falando sobre educa\u00e7\u00e3o na televis\u00e3o aberta. Qual a import\u00e2ncia de levarmos essa discuss\u00e3o ao p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nA maior import\u00e2ncia de todas. Nada \u00e9 mais importante do que a educa\u00e7\u00e3o. No entanto vivemos num pa\u00eds em que o professor \u00e9 desvalorizado, mal remunerado, as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas se encontram em situa\u00e7\u00e3o de precariedade m\u00e1xima e o corte de verba pro setor s\u00f3 aumenta. Essa discuss\u00e3o nunca foi t\u00e3o importante como agora. Nenhum pa\u00eds evolui sem investimento em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea fez <em>Flicts<\/em>, inspirado no universo de Ziraldo, e agora est\u00e1 em cartaz com <em>Ana Fuma\u00e7a Maria Mem\u00f3ria<\/em>, outra pe\u00e7a infantil. Fazer teatro dedicado a crian\u00e7as e, portanto, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de plateia, \u00e9 um ato pol\u00edtico por si s\u00f3?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida. Fazer teatro \u00e9 um ato pol\u00edtico. Principalmente no atual momento. O mais interessante para mim de trabalhar com teatro infantil \u00e9 poder unir cultura a educa\u00e7\u00e3o. Formar plateias dentro desse contexto de descaso absoluto do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura \u00e9 quase revolucion\u00e1rio. Fizemos algumas apresenta\u00e7\u00f5es de <em>Ana Fuma\u00e7a Maria Mem\u00f3ria<\/em> para turmas de escolas p\u00fablicas. \u00c0s vezes pequenas a\u00e7\u00f5es funcionam tal qual um boicote para esse projeto de governo que propositalmente sucateia a educa\u00e7\u00e3o a fim de manter m\u00e3o de obra barata e privil\u00e9gios pros poderosos.<\/p>\n<p><strong>A maneira como a plateia infantil reage \u00e9 diferente da que a adulta reage. O que mais te encanta em cada uma delas?<\/strong><br \/>\nAcho o p\u00fablico infantil o melhor do mundo. A sinceridade e a espontaneidade da inf\u00e2ncia s\u00e3o encantadoras. O infantil que estou fazendo, <em>Ana Fuma\u00e7a Maria Mem\u00f3ria<\/em>, aborda temas profundos, como a perda. Ent\u00e3o \u00e9 interessante observar como as crian\u00e7as saem euf\u00f3ricas e os adultos arrasados. Acredito que a crian\u00e7a tenha uma capacidade maior de lidar de forma l\u00fadica com a morte.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea faz parte do projeto Enfermaria do riso. Conte um pouco mais sobre esse trabalho como palha\u00e7a&#8230; A arte pode curar?<\/strong><br \/>\nO programa Enfermaria do riso faz parte dos projetos de extens\u00e3o da UniRio. Algumas pessoas pensam que por ser um programa de forma\u00e7\u00e3o de palha\u00e7o de hospital \u00e9 tudo uma grande brincadeira, no entanto \u00e9 necess\u00e1rio muita seriedade, muita disciplina e o triplo de sensibilidade para atuar no hospital. A come\u00e7ar por todas as regras de assepsia e a gravidade de determinados casos. Acredito que a arte provoca o c\u00e9rebro pra pensar, o cora\u00e7\u00e3o para sentir, d\u00e1 uma sacudidela na alma e enche os olhos de brilho. Mas o trabalho do palha\u00e7o de hospital \u00e9 menos rom\u00e2ntico. \u00c0s vezes o valor de nossa atua\u00e7\u00e3o estava justamente em aceitar o \u201cn\u00e3o\u201d de um paciente. Ou em convencer uma crian\u00e7a em estado grave de que existe algu\u00e9m no mundo em situa\u00e7\u00e3o pior do que a dela: o palha\u00e7o. Ningu\u00e9m \u00e9 mais torto, mais inadequado, mais suscet\u00edvel ao fracasso do que o palha\u00e7o. Por isso eu acho que o valor desse trabalho n\u00e3o est\u00e1 em buscar curar pessoas, mas torn\u00e1-las capazes de realizar a cura em voc\u00ea, sempre envolvido at\u00e9 o \u00faltimo fio de cabelo em confus\u00e3o e com o nariz vermelho de tanto bater com a cara na porta.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea estar\u00e1 no filme <em>O auto da mentira<\/em>, do Jos\u00e9 Eduardo Belmonte. O que pode adiantar sobre esse projeto?<\/strong><br \/>\nO filme \u00e9 composto por cinco hist\u00f3rias paralelas, todas baseadas em casos que o Ariano Suassuna contava em suas palestras. A minha hist\u00f3ria \u00e9 a \u00faltima, intitulada Disney. A Lorena, minha personagem, \u00e9 uma jovem estagi\u00e1ria de uma ag\u00eancia de publicidade. Ela tenta se incluir a qualquer custo, mas s\u00f3 d\u00e1 bola fora. Sempre inadequada, Lorena \u00e9 convidada para o Natal da firma e l\u00e1 acaba mentindo pra tentar fazer amigos. S\u00f3 que ela n\u00e3o imaginava a confus\u00e3o que sua mentira causaria e tudo vai desabando em efeito domin\u00f3 at\u00e9 que&#8230; acho que j\u00e1 falei demais.<\/p>\n<p><strong>Como est\u00e1 o projeto de <em>Syd<\/em>, espet\u00e1culo que deve marcar sua estreia como diretora no teatro? O caminho para a dire\u00e7\u00e3o foi natural para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nO caminho da dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi nem um pouco natural pra mim. Foi um apelo do Guilherme Prates que \u00e9 meu amigo\/irm\u00e3o\/confidente\/psic\u00f3logo\/parceiro art\u00edstico. Ele voltou de S\u00e3o Paulo com essa ideia e eu fui me acostumando aos poucos com a possibilidade de dirigir. Depois, conforme o projeto foi tomando forma, comecei a me encantar pelas nossas provoca\u00e7\u00f5es. Mas confesso que estou ainda insegura, acho que s\u00f3 depois da estreia voltarei a dormir tranquila.<\/p>\n<p><strong>A pe\u00e7a \u00e9 sobre Syd Barrett, do Pink Floyd. Como chegou ao projeto?<\/strong><br \/>\nFui recrutada pelo Gui Prates, que come\u00e7ou seus apelos narrando a hist\u00f3ria do Syd, que de cara j\u00e1 me despertou curiosidade. Depois emburacamos na biografia Crazy diamond: Syd Barrett e o surgimento do Pink Floyd e comecei a perceber assuntos que permeavam a vida do Syd e que me interessava falar. Al\u00e9m de conhecer mais a fundo esse guitarrista fantasma fundador do Pink Floyd, compositor, talentos\u00edssimo \u00e9 muito doido que foi o Syd Barrett.<\/p>\n<p><strong>O rock esteve sempre presente em sua vida? De que maneira?<\/strong><br \/>\nO rock esteve pouco presente na minha vida. Eu obviamente conhecia o Pink Floyd, mas n\u00e3o fazia ideia da hist\u00f3ria do Syd Barrett por exemplo, at\u00e9 a chegada desse projeto na minha vida. O que eu mais ou\u00e7o \u00e9 samba. Mas o projeto abriu meu cora\u00e7\u00e3o para o rock, tenho me interessado por esse universo cada vez mais, embora troque qualquer batida de cabe\u00e7a por um samba no p\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Int\u00e9rprete de Joana em Amor de m\u00e3e, a atriz Cac\u00e1 Ottoni fala sobre a realidade mostrada na novela das 21h pelo n\u00facleo de sua personagem.<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":12785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[3028,3132,87],"class_list":["post-12784","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","tag-amor-de-mae","tag-joana-de-amor-de-mae","tag-novela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12784","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12784"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12784\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12787,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12784\/revisions\/12787"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12784"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}