{"id":12982,"date":"2020-02-20T08:48:57","date_gmt":"2020-02-20T11:48:57","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=12982"},"modified":"2020-02-19T15:57:43","modified_gmt":"2020-02-19T18:57:43","slug":"izak-dahora-e-a-contemporaneidade-de-eramos-seis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/izak-dahora-e-a-contemporaneidade-de-eramos-seis\/","title":{"rendered":"Izak Dahora e a contemporaneidade de \u00c9ramos seis"},"content":{"rendered":"<h3>Int\u00e9rprete do mec\u00e2nico Ti\u00e3o de<em> \u00c9ramos seis<\/em>, Izak Dahora fala ao Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo sobre a novela, racismo, pol\u00edtica e carnaval. Confira a entrevista!<\/h3>\n<p>&#8220;Penso que toda obra, por mais que se trate de uma nova vers\u00e3o de algo pr\u00e9-criado, precisa manter um di\u00e1logo com o seu tempo&#8221;. A frase do ator Izak Dahora se encaixa perfeitamente em <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/cinco-motivos-para-voce-nao-desgrudar-de-eramos-seis\/\"><strong><em>\u00c9ramos seis<\/em>, novela na qual ele vive o mec\u00e2nico Ti\u00e3o<\/strong><\/a>. &#8220;No in\u00edcio dos anos de 1930 parte da sociedade lutava por direitos que, curiosamente, estamos vendo serem eliminados agora: direitos trabalhistas, especialmente&#8221;, continua o ator, em entrevista ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>.<\/p>\n<p>Ti\u00e3o \u00e9 o melhor amigo de Alfredo (Nicolas Prattes) e acompanha o filho de Lola (Gloria Pires) no movimento pol\u00edtico. &#8220;A amizade transcende o la\u00e7o consangu\u00edneo e \u00e9 livre de qualquer interesse. Ti\u00e3o representa na trama o homem do povo, trabalhador, que apresenta o mundo do trabalho a Alfredo. Nisso \u00e9 descortinada toda uma realidade de opress\u00e3o, desigualdades e luta pela transforma\u00e7\u00e3o da sociedade paulista e brasileira. A d\u00e9cada de 1930 nos ajuda a entender muito bem a din\u00e2mica da sociedade e da pol\u00edtica brasileira&#8221;, comenta Izak.<\/p>\n<p>O ator conta que, quando era crian\u00e7a, assistiu \u00e0 vers\u00e3o de <em>\u00c9ramos seis<\/em> do SBT, mas que n\u00e3o se lembra tanto. E ressalta que o fato de a novela das 18h ser a quarta vers\u00e3o televisiva do livro n\u00e3o o assustou. &#8220;At\u00e9 pelo fato de ser originalmente uma obra liter\u00e1ria, \u00e9 uma trama pela qual as pessoas t\u00eam um carinho, que est\u00e1, portanto, na mem\u00f3ria afetiva de muita gente. Por ser uma obra com a densidade, \u00e9 daquele tipo que a gente rev\u00ea mas sempre se emociona&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Per\u00edodo considerado por muitos somente de folia, o carnaval \u00e9 coisa s\u00e9ria para Izak Dahora, autor do livro Arte total brasileira: A teatralidade do maior show da terra (ed. C\u00e2ndido) e um dos enredistas da escola de samba carioca Grande Rio em 2019. Para o desfile deste ano, Izak espera ver escolas cr\u00edticas na Sapuca\u00ed.<\/p>\n<p>&#8220;As escolas, sem patroc\u00ednio, ca\u00edram na realidade de ter de se reaproximar de suas comunidades e refer\u00eancias originais e est\u00e3o tocando em temas mais sens\u00edveis a si pr\u00f3prias, refletindo a si mesmas, arriscando mais. Espero muita criatividade, discursos cr\u00edticos afiados e supera\u00e7\u00e3o como forma de superar a crise financeira pela qual as agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas passam&#8221;, finaliza.<\/p>\n<h2>Entrevista \/\/ Izak Dahora<\/h2>\n<figure id=\"attachment_12988\" aria-describedby=\"caption-attachment-12988\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12988\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2.jpg\" alt=\"Foto: Jo\u00e3o Miguel Junior. Izak Dahora e Nicolas Prattes contracenam em \u00c9ramos seis\" width=\"1200\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2.jpg 1200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2-768x416.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2-550x298.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/02\/izak_dahora2-230x125.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12988\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Jo\u00e3o Miguel Junior. Izak Dahora e Nicolas Prattes contracenam em \u00c9ramos seis<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Ti\u00e3o \u00e9 pr\u00f3ximo do Alfredo (Nicolas Prattes) e acaba sendo usado para discutir temas atuais, mesmo sendo uma novela de \u00e9poca. Como voc\u00ea v\u00ea essa interlocu\u00e7\u00e3o entre as \u00e9pocas?<\/strong><br \/>\nPenso que toda obra, por mais que se trate de uma nova vers\u00e3o de algo pr\u00e9-criado, precisa manter um di\u00e1logo com o seu tempo, se n\u00e3o qual o motivo da cria\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o for a reflex\u00e3o sobre o seu tempo, certo? Ent\u00e3o vejo de maneira muito rica e oportuna essa interlocu\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio dos anos de 1930 parte da sociedade lutava por direitos que, curiosamente, estamos vendo serem eliminados agora: direitos trabalhistas, especialmente. At\u00e9 ent\u00e3o o voto feminino n\u00e3o existia, hoje existe, mas h\u00e1 uma camada da sociedade que contesta ou v\u00ea com maus olhos a emancipa\u00e7\u00e3o feminina, negra e de demais minorias pol\u00edticas. Ti\u00e3o representa na trama o homem do povo, trabalhador, que apresenta o mundo do trabalho a Alfredo. Nisso \u00e9 descortinada toda uma realidade de opress\u00e3o, desigualdades e luta pela transforma\u00e7\u00e3o da sociedade paulista e brasileira. A d\u00e9cada de 1930 nos ajuda a entender muito bem a din\u00e2mica da sociedade e da pol\u00edtica brasileira.<\/p>\n<p><strong>A amizade entre eles dois \u00e9 muito forte. Qual \u00e9 o valor da amizade para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nVin\u00edcius de Moraes dizia que um amigo n\u00e3o se conquista, se reconhece. \u00c9 muito importante termos essas pessoas pr\u00f3ximas em quem a gente confie. O elo que Alfredo e Ti\u00e3o t\u00eam chega a ser mais constante do que entre Alfredo e Carlos, seu irm\u00e3o. A amizade transcende o la\u00e7o consangu\u00edneo e \u00e9 livre de qualquer interesse.<\/p>\n<p><strong>Ti\u00e3o \u00e9 um mec\u00e2nico. o universo automobil\u00edstico te interessava antes?<\/strong><br \/>\nEmbora dirija &#8211; e seja um bom motorista -, nunca foi meu forte (risos). Busquei fazer um laborat\u00f3rio na oficina mec\u00e2nica do &#8220;paulista&#8221;, um mec\u00e2nico de Jacarepagu\u00e1. Ele foi muito gentil comigo. Botei a m\u00e3o na graxa, conversamos sobre esse universo.<\/p>\n<p><strong><em>\u00c9ramos seis<\/em> \u00e9 uma novela que teve outras vers\u00f5es. Isso atrapalha a atual vers\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPenso que n\u00e3o. At\u00e9 pelo fato de ser originalmente uma obra liter\u00e1ria, \u00e9 uma trama pela qual as pessoas t\u00eam um carinho, que est\u00e1, portanto, na mem\u00f3ria afetiva de muita gente. Por ser uma obra com a densidade, \u00e9 daquele tipo que a gente rev\u00ea mas sempre se emociona. Lembro de algumas coisas da vers\u00e3o do SBT. Eu era bem crian\u00e7a quando esta vers\u00e3o passou.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 mais f\u00e1cil compor o personagem de uma novela que j\u00e1 foi exibida?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Pode ser at\u00e9 um problema, por conta do registro que j\u00e1 est\u00e1 na mente e no cora\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Mas eu confio sempre na minha leitura do personagem e busco fazer com paix\u00e3o. Ent\u00e3o, tenho respeito pelo atores das outras vers\u00f5es, mas procuro fazer o meu, com a minha interpreta\u00e7\u00e3o e assinatura.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea \u00e9 professor de teatro. Essa profiss\u00e3o de ensinar precisava ser mais bem valorizada no pa\u00eds, n\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida. Todo mundo para exercer seu of\u00edcio precisa aprend\u00ea-lo com algu\u00e9m. Nem \u00e9 preciso dizer mais, ent\u00e3o, sobre a import\u00e2ncia do mestre na sociedade. A gente pode entender uma sociedade pelo valor que \u00e9 dado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao professor(a). No Brasil essa valoriza\u00e7\u00e3o beira a indignidade. Sou professor universit\u00e1rio. Leciono na licenciatura em teatro da universidade Est\u00e1cio de S\u00e1. Lido, portanto, com a forma\u00e7\u00e3o de novos formadores em artes. Como professor de artes e como artista, \u00e0s vezes me sinto numa esp\u00e9cie de contram\u00e3o ao pragmatismo vigente no mundo, mas sou profundamente grato a esses dons e realizado pelas minhas escolhas.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea teve destaque como o Saci de O S\u00edtio do Pica-pau Amarelo durante cinco anos. Tem saudades do p\u00fablico infantil?<\/strong><br \/>\nCostumo dizer que j\u00e1 trabalhei e trabalho muito pra crian\u00e7a, e o &#8220;S\u00edtio&#8221; foi fundamental nisso para mim at\u00e9 hoje. Nesse momento estou no ar no Now da net com a s\u00e9rie Irm\u00e3os Bazuca, de Alex Tietre. Fa\u00e7o o pai adotivo de tr\u00eas crian\u00e7as, um professor de hist\u00f3ria divertido que explica para seus alunos e para os filhos as trajet\u00f3rias de personagens negligenciados pela hist\u00f3ria oficial, como Zumbi dos Palmares, Carolina Maria de Jesus e outros.<\/p>\n<p><strong>O S\u00edtio vem da obra do Monteiro Lobato, autor que vem sendo apontado ultimamente como racista. Voc\u00ea acha que obras de autores racistas do passado devem ser retiradas de circula\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. A menos que se trate de um escritor de ideias francamente fascistas, nazistas. Embora reconhecido hoje como intelectual influenciado por ideias eug\u00eanicas, Lobato revela em sua obra tra\u00e7os de uma \u00e9poca que permite que n\u00f3s, atrav\u00e9s da leitura, adentremos no pensamento racista de um tempo e fa\u00e7amos a nossa (necess\u00e1ria) cr\u00edtica sobre ele. Promover novas edi\u00e7\u00f5es que tragam notas explicativas de rodap\u00e9, textos introdut\u00f3rios, finais que apresentem ao leitor uma pondera\u00e7\u00e3o sobre determinadas passagens ou as rodas de debates que hoje marcam feiras e encontros liter\u00e1rios, acho extremamente v\u00e1lido. Cortar o texto, trocar palavras ou censur\u00e1-lo, n\u00e3o acho.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea est\u00e1 no filme <em>De perto ela n\u00e3o \u00e9 normal<\/em>. O que pode adiantar do projeto?<\/strong><br \/>\nInterpreto JP, amigo de inf\u00e2ncia da protagonista. JP, ao contr\u00e1rio dos amigos, ficou riqu\u00edssimo, \u00e9 dono de uma empresa, \u00e9 casado com Rebecca, personagem da Ang\u00e9lica, com quem vive em uma mans\u00e3o. Com Rebecca forma um casal de apar\u00eancias, uma fam\u00edlia disfuncional, mas como se trata de um filme de com\u00e9dia, essas quest\u00f5es s\u00e3o tratadas com leveza e humor &#8211; e exatamente por isso tem um poder de fazer as pessoas pensarem, al\u00e9m de se entreterem. Fui convidado para o filme pela Cininha de Paula, diretora com quem j\u00e1 trabalhei muito na TV. Toco violino em cena a pedido da Cininha! Os diretores gostam de saber que eu toco, sempre aproveitam em cena; e eu adoro unir atua\u00e7\u00e3o e m\u00fasica!<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea \u00e9 um estudioso do carnaval. Qual \u00e9 a sua expectativa para o desfile deste ano?<\/strong><br \/>\nPubliquei em 2019 o livro <em>Arte total brasileira: A teatralidade do maior show da terra<\/em> (ed. C\u00e2ndido), que \u00e9 desdobramento da minha pesquisa e disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida em 2014, pela UERJ. A proposta do livro \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o da teatralidade inerente aos desfiles das escolas de samba, percebendo particularmente como elas articulam, em simult\u00e2neo, todas as formas de arte poss\u00edveis (teatro, dan\u00e7a, m\u00fasica, performance, artes pl\u00e1sticas, literatura, arquitetura&#8230;). A cr\u00edtica, mais uma vez, parece dar o tom dos desfiles de forma geral. As escolas, sem patroc\u00ednio, ca\u00edram na realidade de ter de se reaproximar de suas comunidades e refer\u00eancias originais e est\u00e3o tocando em temas mais sens\u00edveis a si pr\u00f3prias, refletindo a si mesmas, arriscando mais. Espero muita criatividade, discursos cr\u00edticos afiados e supera\u00e7\u00e3o como forma de superar a crise financeira pela qual as agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas passam.<\/p>\n<p><strong>Ano passado voc\u00ea foi um dos autores do samba enredo da Grande Rio. Qual \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de ver a avenida cantando uma m\u00fasica sua?<\/strong><br \/>\nNa verdade fui enredista: escrevi a sinopse do enredo e o roteiro oficial do desfile. \u00c9 tudo muito emocionante! Fui convidado para o projeto pelos carnavalescos Renato Lage e M\u00e1rcia Lage no final da entrevista que fiz com eles para o meu livro. Criou-se, de imediato, uma empatia entre n\u00f3s &#8211; a emo\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a\u00ed. Eles foram muito generosos, me permitiram opinar em pontos importantes da proposta de enredo deles &#8211; o subt\u00edtulo, inclusive, foi uma proposta minha: &#8220;Quem nunca &#8211; que atire a primeira pedra&#8221;. Saber que cada alegoria, cada ala e cada elemento do desfile (representado por milhares de componentes) passou por mim para que eu desenvolvesse o seu texto de descri\u00e7\u00e3o e de defesa \u00e9 uma alegria &#8211; e uma responsabilidade. Procurei traduzir em palavras toda a concep\u00e7\u00e3o e o estilo de Renato e M\u00e1rcia, e, sempre que poss\u00edvel, colocando meu olhar tamb\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Int\u00e9rprete do mec\u00e2nico Ti\u00e3o de \u00c9ramos seis, Izak Dahora fala ao Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo sobre a novela, racismo, pol\u00edtica e carnaval. Confira a entrevista!<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":12989,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[2953,22,3170,87],"class_list":["post-12982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","tag-eramos-seis","tag-globo","tag-izak-dahora","tag-novela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12982"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12982\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12990,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12982\/revisions\/12990"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}