{"id":13845,"date":"2020-05-17T08:02:34","date_gmt":"2020-05-17T11:02:34","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=13845"},"modified":"2020-05-17T08:02:34","modified_gmt":"2020-05-17T11:02:34","slug":"entrevista-carla-diaz-khadija-de-o-clone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/entrevista-carla-diaz-khadija-de-o-clone\/","title":{"rendered":"&#8220;Foi uma personagem que amei muito fazer&#8221;, diz Carla Diaz sobre Khadija de O clone"},"content":{"rendered":"<h3>No ano em que completa 30 anos, Carla Diaz celebra retorno \u00e0 telinha com a reprise de <em>O clone<\/em><\/h3>\n<p>Aos 2 anos, <strong>Carla Diaz<\/strong> come\u00e7ou o trabalho como atriz. Passou por tramas como <em>\u00c9ramos seis<\/em> (1994), <em>Chiquititas<\/em> (1997 a 1999) e <em>La\u00e7os de fam\u00edlia<\/em> (2000) at\u00e9 chegar ao papel mais marcante da carreira, o da jovem mu\u00e7ulmana Khadija, quando tinha apenas 11 anos, que, neste ano, voltou a ser reprisado com a reexibi\u00e7\u00e3o de <em>O clone<\/em>, no canal Viva, no ano em que a artista completa 30 de idade e 28 de carreira. \u201c\u00c9 uma novela muito marcante. At\u00e9 hoje escuto o Inshallah da Khadija. Ali\u00e1s, para voc\u00ea ter no\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia desse trabalho, tenho tatuada na costela essa express\u00e3o que a Khadija usava\u201d, conta em entrevista ao <strong>Correio<\/strong>.<\/p>\n<p>Antes da pandemia, Carla Diaz poderia ser vista tamb\u00e9m nas telonas no papel de Suzane Von Richtofen nos filmes<em> A menina que matou os pais<\/em> e<em> O menino que matou meus pais<\/em>. O longa-metragem tinha previs\u00e3o de lan\u00e7amento para 2 de abril, mas foi adiado por conta do novo coronav\u00edrus. \u201cQuando tudo isso passar, n\u00f3s vamos para o cinema. At\u00e9 l\u00e1, quem pode fica em casa\u201d, afirma.<\/p>\n<h2>Entrevista \/\/ Carla Diaz<\/h2>\n<p><strong>Neste ano, voc\u00ea voltou ao ar por conta da reprise de <em>O clone<\/em>. Para voc\u00ea, qual \u00e9 a import\u00e2ncia dessa novela na sua trajet\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nNossa, eu amo ver a Khadija. Aqui em casa, eu e minha m\u00e3e estamos sempre assistindo. E \u00e9 muito legal, porque me v\u00eam muitas lembran\u00e7as dos bastidores. Foi uma personagem que amei muito fazer. J\u00e1 trabalhava desde cedo, j\u00e1 tinha feito outras novelas, mas foi em<em> O clone<\/em> que aprendi o que era fazer um laborat\u00f3rio para construir uma personagem. E isso mudou a minha vida, porque entendi ainda mais sobre aquele of\u00edcio que eu amava. Estudei a cultura mu\u00e7ulmana, aprendi a dan\u00e7a do ventre, vocabul\u00e1rio espec\u00edfico para as cenas&#8230; E ainda apareci com o cabelo escuro pela primeira vez. Usamos um produto especial, porque eu era muito pequena. E eu me amei morena (risos). \u00c9 uma novela muito marcante. At\u00e9 hoje escuto o Inshallah da Khadija. Ali\u00e1s, para voc\u00ea ter no\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia desse trabalho, tenho tatuada na costela essa express\u00e3o que a Khadija usava.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13847\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/05\/khadija-o-clone.jpeg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea completa 30 anos em novembro. Que balan\u00e7o tem feito da vida e da sua carreira em si?<\/strong><br \/>\nNem me fale! (risos) Vou trintar! E \u00e9 engra\u00e7ado porque, quando falo a minha idade, todo mundo leva um susto. E eu entendo. As pessoas me acompanham na TV desde que eu tinha 2 anos. \u00c9 uma vida inteira em frente \u00e0s c\u00e2meras. P\u00fablico me viu crian\u00e7a, adolescente, menina e mulher. Entendo o susto. A Khadija tem 30 anos? \u00c9, meu povo, ela vai fazer (gargalhadas). Gosto muito do caminho que trilhei at\u00e9 aqui. Descobri muito cedo a minha voca\u00e7\u00e3o, aquilo que queria fazer para a minha vida. Desde pequena, tive personagens muito legais. E tantas outras importantes vieram. Agora estou com esse projeto no cinema, que era algo que queria fazer. S\u00e3o 28 anos de carreira, mais de 20 obras na TV. \u00c9 muita coisa. Aprendi com cada uma delas. Comecei nisso como uma brincadeira e, quando vi, me tornou uma adulta com uma profiss\u00e3o que amo.<\/p>\n<p><strong>Antes da pandemia, voc\u00ea estava prestes a estrear as telonas nos longas<em> A menina que matou os pais<\/em> e <em>O menino que matou meus pais<\/em>. Como foi participar dessa produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEntramos em isolamento uma semana antes de nossa pr\u00e9-estreia. Mas foi a decis\u00e3o mais respons\u00e1vel. Quando tudo isso passar, n\u00f3s vamos para o cinema. At\u00e9 l\u00e1, quem pode fica em casa. Fui chamada para fazer o teste para o filme. Comecei ali a pesquisar j\u00e1 alguma coisa, para levar alguma informa\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o para o teste. No dia seguinte, recebi um telefonema do nosso produtor me falando que eu faria a personagem. Ent\u00e3o come\u00e7ou um dos maiores desafios da minha carreira!<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea se preparou para viver Suzane Von Richtofen?<\/strong><br \/>\nO filme \u00e9 baseado nos autos do processo. Escutei todos os depoimentos dispon\u00edveis, li sobre tudo o que saiu na \u00e9poca e mais um material que produ\u00e7\u00e3o do filme preparou. Assisti a muitos filmes tamb\u00e9m. Mais de 30! Sobre tudo quanto \u00e9 tipo de assunto. Coisas que achava que tinham, de certa forma, a ver com o universo. Tivemos tamb\u00e9m uma preparadora, Larissa Bracher, que fez um trabalho incr\u00edvel com a gente. Foi uma personagem que exigiu bastante de mim, da minha aten\u00e7\u00e3o e entrega.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13848\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/05\/2950141.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/p>\n<p><strong>Como foi esse processo de gravar dois filmes sob dois pontos de vistas?<\/strong><br \/>\nFoi um ritmo muito intenso. Tivemos uns tr\u00eas meses de prepara\u00e7\u00e3o e n\u00f3s rodamos os dois filmes em 33 dias, tempo recorde. Grav\u00e1vamos uma cena e depois repet\u00edamos com o outro ponto de vista. Tinha que virar uma \u201cchavinha\u201d e trocar a inten\u00e7\u00e3o da fala, da emo\u00e7\u00e3o e a personalidade da personagem. Foi um exerc\u00edcio como atriz esse trabalho, porque ele foi permeado por muitas nuances, cheguei a estados emocionais que nunca tinha vivido em cena. Fa\u00e7o praticamente tr\u00eas personagens bem diferentes nos filmes, pois uma \u00e9 contada a partir do ponto de vista dela, outra na vers\u00e3o dele e tamb\u00e9m da forma que ela se apresentou no tribunal quatro anos depois do crime.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea tem feito nesse tempo de quarentena?<\/strong><br \/>\nIsolamento total. Eu e minha m\u00e3e em casa. E nosso cachorrinho, que faz companhia para a gente. N\u00e3o tem muito o que fazer. J\u00e1 vi v\u00e1rias s\u00e9ries e filmes. Li livros&#8230; E tem dias que n\u00e3o quero fazer nada tamb\u00e9m. Ah, tem a arruma\u00e7\u00e3o da casa, do meu quarto, esses cuidados, tarefas que eu e minha m\u00e3e dividimos. Estou torcendo muito para isso tudo passar, principalmente pelas pessoas mais vulner\u00e1veis. Vivemos um cen\u00e1rio de muita desigualdade social.<\/p>\n<p><strong>Sabemos que est\u00e1 tudo parado, mas quais eram e s\u00e3o os seus projetos futuros?<\/strong><br \/>\nEu tinha os dois filmes para lan\u00e7ar: <em>A menina que matou os pais<\/em> e <em>O menino que matou os pais<\/em>. Tinha tamb\u00e9m j\u00e1 algumas conversas sobre um novo trabalho, mas, por enquanto, elas est\u00e3o paradas tamb\u00e9m. Assim que a vida retomar a normalidade, conto todas as novidades. Prometo para voc\u00eas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano em que completa 30 anos, Carla Diaz celebra retorno \u00e0 telinha com a reprise de O clone<\/p>\n","protected":false},"author":58,"featured_media":13846,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[335,3337,384,269],"class_list":["post-13845","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","tag-atriz","tag-carla-diaz","tag-entrevista","tag-o-clone"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13845","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/58"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13845"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13845\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}