{"id":15754,"date":"2020-10-23T07:58:10","date_gmt":"2020-10-23T10:58:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=15754"},"modified":"2020-10-22T19:06:31","modified_gmt":"2020-10-22T22:06:31","slug":"guato-uma-remada-no-tempo-no-canal-off-registra-o-encontro-de-duas-culturas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/guato-uma-remada-no-tempo-no-canal-off-registra-o-encontro-de-duas-culturas\/","title":{"rendered":"Guat\u00f3: uma remada no tempo, no canal Off, registra o encontro de duas culturas"},"content":{"rendered":"<h3>S\u00e9rie documental <em>Guat\u00f3: uma remada no tempo<\/em> leva o stand up paddle para o Pantanal e prop\u00f5e uma verdadeira jornada cultural pela aldeia ind\u00edgena<\/h3>\n<p>Amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1970, os \u00edndios Guat\u00f3 se locomovem pelas \u00e1guas do Pantanal remando em p\u00e9, sobre uma esp\u00e9cie de prancha, feita a partir da madeira de uma \u00e1rvore. Quando o treinador de stand up paddle Am\u00e9rico Pinheiro contou isso ao documentarista Ricardo Faissol a hist\u00f3ria nunca mais saiu da cabe\u00e7a dele.<\/p>\n<p>Agora, ela d\u00e1 origem a <em>Guat\u00f3: uma remada no tempo<\/em>, s\u00e9rie documental em oito cap\u00edtulos que o canal Off exibe a partir de hoje, \u00e0s 21h30. Na atra\u00e7\u00e3o, Ricardo registra o encontro entre os Guat\u00f3 e a campe\u00e3 pan-americana de stand up paddle (SUP), Lena Ribeiro, al\u00e9m do treinador dela, Am\u00e9rico Pinheiro.<\/p>\n<p>\u201cA s\u00e9rie \u00e9 muito do mais que uma travessia de stand up paddle no Pantanal. \u00c9 uma parte da hist\u00f3ria do Brasil que os brasileiros n\u00e3o conhecem. \u00c9 uma s\u00e9rie documental e \u00e9 muito interessante observar os choques culturais entre os atletas de ponta da remada em p\u00e9 e os ind\u00edgenas que a usam para as tarefas cotidianas\u201d, define Ricardo, em entrevista ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>.<\/p>\n<p>Ricardo ressalta que a s\u00e9rie trata tamb\u00e9m do respeito \u00e0s diferen\u00e7as, do n\u00e3o julgar \u00e0 primeira vista, como quando voc\u00ea \u00e9 recebido num dia de frio e chuva por um cacique vestindo botas e casacos. \u201cO conv\u00edvio me fez ver que a cultura est\u00e1 viva, que eles preservam muito as tradi\u00e7\u00f5es, as heran\u00e7as dos seus antepassados, ainda que s\u00f3 usem seus trajes em dias de festa. Ao conversar com o antrop\u00f3logo sobre isso, ele disse: \u2018se um japon\u00eas vai ao Rio e pede uma caipirinha vestido com a camisa do Flamengo, ele deixou de ser japon\u00eas? O mesmo acontece com o ind\u00edgena\u2019\u201d, lembra.<\/p>\n<p>O encontro entre Lena e os ind\u00edgenas tamb\u00e9m \u00e9 um ponto alto da s\u00e9rie, repleto de descobertas dos dois lados. \u201cA s\u00e9rie mostra o impacto e as reflex\u00f5es que esse encontro causaram e tamb\u00e9m eles aprendendo a remar nas canoas uns dos outros. Um dos impactos foi quando entramos na mata atr\u00e1s da \u00e1rvore ideal para a confec\u00e7\u00e3o da canoa. Andamos muito e, ao chegar l\u00e1, a \u00e1rvore ainda era pequena. Soubemos que iam esperar mais cinco anos para voltar e ver se era a hora certa de cort\u00e1-la\u201d, comenta Ricardo.<\/p>\n<h2>Entrevista \/\/ Ricardo Faissol<\/h2>\n<figure id=\"attachment_15756\" aria-describedby=\"caption-attachment-15756\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15756 size-large\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1-1024x555.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1-768x416.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1-550x298.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1-230x125.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15756\" class=\"wp-caption-text\">Lena Ribeiro \u00e9 campe\u00e3 de SUP e conheceu a cultura ind\u00edgena no document\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode adiantar de <em>Guat\u00f3: uma remada no tempo<\/em>? A s\u00e9rie segue uma dramaturgia?<\/strong><br \/>\nA s\u00e9rie \u00e9 muito do mais que uma travessia de stand up paddle no Pantanal. \u00c9 uma parte da hist\u00f3ria do Brasil que os brasileiros n\u00e3o conhecem. \u00c9 uma s\u00e9rie documental e \u00e9 muito interessante observar os choques culturais entre os atletas de ponta da remada em p\u00e9 e os ind\u00edgenas que a usam para as tarefas cotidianas. A partir da intera\u00e7\u00e3o com os atletas, passamos a conhecer cada um dos personagens, incluindo os Guat\u00f3, o ribeirinho, o militar, o fazendeiro\u2026 Outro ponto alto s\u00e3o as reconstitui\u00e7\u00f5es em artes gr\u00e1ficas hiper-realistas de eventos resgatados a partir dos estudos do arque\u00f3logo Jos\u00e9 Luis Peixoto e da historiadora Ariane Arruda. E foi curioso perceber que, mesmo com toda a tecnologia dispon\u00edvel hoje, n\u00f3s enfrent\u00e1vamos os mesmos desafios de expedi\u00e7\u00f5es que se aventuraram por l\u00e1 h\u00e1 centenas de anos. N\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea de f\u00e1cil locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea tirou de li\u00e7\u00e3o com essa s\u00e9rie?<\/strong><br \/>\nO tempo que passei l\u00e1 refor\u00e7ou que nunca devemos julgar pelas apar\u00eancias. Chegamos \u00e0 aldeia em um dia muito frio. O cacique nos recebeu de bota e casaco de couro. N\u00e3o era o que esper\u00e1vamos. Depois, vimos um garotinho de cal\u00e7a jeans, mas ele estava ca\u00e7ando com arco e flecha. O conv\u00edvio me fez ver que a cultura est\u00e1 viva, que eles preservam muito as tradi\u00e7\u00f5es, as heran\u00e7as dos seus antepassados, ainda que s\u00f3 usem seus trajes em dias de festa. Ao conversar com o antrop\u00f3logo sobre isso, ele disse: \u201cse um japon\u00eas vai ao Rio e pede uma caipirinha vestido com a camisa do Flamengo, ele deixou de ser japon\u00eas? O mesmo acontece com o ind\u00edgena\u201d. Tamb\u00e9m fiquei encantado com a preocupa\u00e7\u00e3o deles com a renova\u00e7\u00e3o dos recursos naturais.<\/p>\n<p><strong>O roteiro tamb\u00e9m \u00e9 seu?<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 meu. Mas, por ser uma obra documental, fiz tr\u00eas roteiros. O primeiro, durante a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, estudando principalmente o verbete do portal Povos Ind\u00edgenas do Brasil sobre os Guat\u00f3, coletando informa\u00e7\u00f5es com pessoas locais e pesquisando sobre como poderia amarrar essa hist\u00f3ria a nossa proposta de cruzar esporte e cultura. No Pantanal, conforme fui vivendo a experi\u00eancia, percebi que a realidade era bem diferente e a\u00ed foi preciso adaptar o roteiro original reagindo aos eventos em tempo real. Depois, a visita \u00e0 UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) mudou a perspectiva da s\u00e9rie, que ganhou um aspecto hist\u00f3rico muito s\u00f3lido. Ent\u00e3o, com tudo captado, o desafio foi balancear o conte\u00fado hist\u00f3rico com a aventura e o esporte. E a\u00ed senti a necessidade de ter a assessoria de algu\u00e9m. Passei a trabalhar com a roteirista Helena Dias, que j\u00e1 tinha experi\u00eancia com ind\u00edgenas. Sua participa\u00e7\u00e3o tornou a s\u00e9rie mais madura e o arco dos epis\u00f3dios ainda mais s\u00f3lido. Foi incr\u00edvel perceber a obra amadurecendo a cada camada de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Como chegou a essa ideia?<\/strong><br \/>\nA ideia surgiu anos atr\u00e1s quando o Am\u00e9rico (Pinheiro, treinador da Lena) voltou de uma viagem ao Pantanal e contou para mim ter visto um remo que, pelo tamanho, s\u00f3 poderia ser para remar em p\u00e9. Ele me disse ainda que soube por l\u00e1 que o remo pertencia aos Guat\u00f3. Essa hist\u00f3ria nunca saiu da minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Como foi o encontro dos Guat\u00f3 com a Lena Ribeiro?<\/strong><br \/>\nA Lena e o Am\u00e9rico (Pinheiro), treinador dela, s\u00e3o competidores de alta performance, t\u00eam equipamentos de ponta, n\u00e3o sabiam muito sobre os Guat\u00f3, assim como os Guat\u00f3 n\u00e3o sabiam sobre eles. Todos reagiram com muita surpresa a todas as descobertas. A s\u00e9rie mostra o impacto e as reflex\u00f5es que esse encontro causaram e tamb\u00e9m eles aprendendo a remar nas canoas uns dos outros. Um dos impactos foi quando entramos na mata com os Guat\u00f3 atr\u00e1s de uma ximbuva, \u00e1rvore ideal para a confec\u00e7\u00e3o da \u201ccanoa de um pau s\u00f3\u201d, que tinha sido vista por um ind\u00edgena h\u00e1 uns tr\u00eas anos. Andamos muito e ao chegar l\u00e1 a \u00e1rvore ainda era pequena. Ent\u00e3o, n\u00e3o foi cortada. Soubemos que iam esperar mais cinco anos para voltar ao local e ver se era a hora certa de cort\u00e1-la. Isso fez com que a Lena, o Am\u00e9rico e eu entend\u00eassemos a real preocupa\u00e7\u00e3o que eles t\u00eam com a natureza.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15758\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3-1024x555.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3-768x416.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3-550x298.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3-230x125.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/10\/guaito3.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 filmou em v\u00e1rios pa\u00edses. Tem algum que tenha te encantado mais. Porque?<\/strong><br \/>\n\u00cdndia, Jap\u00e3o, Haiti, Israel e Marrocos, por exemplo, marcaram muito pelas pessoas e pelo contraste com a cultura brasileira. Outros me marcaram muito pelas paisagens ex\u00f3ticas, cen\u00e1rios por vezes inacredit\u00e1veis como os que vi nas Maldivas, na Nova Zel\u00e2ndia, Micron\u00e9sia, Irlanda, Hong Kong, Canad\u00e1 e nas diferentes regi\u00f5es da Patag\u00f4nia onde estive.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea vai filmar em outro pa\u00eds d\u00e1 tempo de conhecer o lugar ou tem que voltar depois, de f\u00e9rias, para aproveitar melhor?<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio da carreira, ficava com um gosto amargo de ter aproveitado apenas atrav\u00e9s do visor da c\u00e2mera. Eu amo fotografar, mas muitas vezes faltava tempo para curtir. Ent\u00e3o, comecei a estender algumas viagens e tive experi\u00eancias incr\u00edveis. Em Portugal, fiquei por mais um m\u00eas, depois voltei e morei por dois meses. A\u00ed, tive a chance de conhecer a maravilhosa Serra do Geres, o Alto D\u2019Ouro, o Alentejo e praticamente toda a costa at\u00e9 o Algarve. Estendi a viagem tamb\u00e9m no arquip\u00e9lago das Maldivas, onde fiquei uns 20 dias ap\u00f3s o t\u00e9rmino de um trabalho. Tive a oportunidade de viajar de barco at\u00e9 at\u00f3is remotos e ficar em ilhas de locais, experi\u00eancias muito diferentes dos resorts tradicionais.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea foi premiado no Venice TV Award com Ver\u00e3o de boa. Como foi a experi\u00eancia de rodar essa s\u00e9rie?<\/strong><br \/>\nFoi muito corrido! Come\u00e7amos a buscar personagens pelo Brasil apenas 20 dias antes de come\u00e7ar a rodar. Nosso objetivo era encontrar, ao menos, 10 personagens nas 5 capitais escolhidas e que curtissem o ver\u00e3o sem precisar de muito. Tivemos que fugir das chuvas de ver\u00e3o, que consertar a kombi pelo caminho, mas a experi\u00eancia de ter convivido e trabalhado t\u00e3o intensamente com toda essa diversidade de pessoas do Sul ao Norte do pa\u00eds foi uma experi\u00eancia transformadora. Fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o que aqueles 2 meses entre as primeiras grava\u00e7\u00f5es e a exibi\u00e7\u00e3o valeram por anos de experi\u00eancia no audiovisual e tamb\u00e9m como ser humano.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 tem algum projeto engatilhado para o futuro?<\/strong><br \/>\n\u00c9 muito prov\u00e1vel que eu fa\u00e7a o filme dos Guat\u00f3. Quero espalhar mundo afora essa fant\u00e1stica hist\u00f3ria deles e dos povos origin\u00e1rios do Pantanal. J\u00e1 fico pensando nos festivais&#8230; Tamb\u00e9m tenho outros projetos autorais de s\u00e9ries e filmes na gaveta, mas preciso de mais tempo para desenvolver. Gosto de me dedicar 100%.<\/p>\n<p><strong>Como escolhe os projetos de que participa?<\/strong><br \/>\nTenho especial interesse por conte\u00fados \u00e9tnicos, por hist\u00f3ria e tamb\u00e9m por esporte, que oferece casos de supera\u00e7\u00e3o e de pessoas fora da curva. Mas acho que, na maioria das vezes, os projetos acabam me escolhendo. Foi assim com a s\u00e9rie dos Guat\u00f3. Acho que as pessoas sabem dessa minha compuls\u00e3o por contar boas hist\u00f3rias e a\u00ed trazem conte\u00fado para mim. O canal Off, onde fa\u00e7o v\u00e1rios projetos, tamb\u00e9m costuma pedir que eu desenvolva uma ideia. Mas sou criterioso porque j\u00e1 desenvolvi muita coisa que morreu na praia. Agora, se acho que tem potencial de verdade para ser viabilizado, a\u00ed vou em frente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rie documental Guat\u00f3: uma remada no tempo leva o stand up paddle para o Pantanal e prop\u00f5e uma verdadeira jornada cultural pela aldeia ind\u00edgena<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":15759,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[3611,593,3716,3715],"class_list":["post-15754","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-series","tag-canal-off","tag-documentario","tag-guato","tag-ricardo-faissol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15754"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15754\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15760,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15754\/revisions\/15760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15759"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}