{"id":16287,"date":"2020-12-06T10:00:14","date_gmt":"2020-12-06T13:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=16287"},"modified":"2020-12-05T21:02:36","modified_gmt":"2020-12-06T00:02:36","slug":"kubanacan-por-que-novela-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/kubanacan-por-que-novela-sucesso\/","title":{"rendered":"Kubanacan vem a\u00ed! Por que os f\u00e3s da novela aguardavam uma reprise h\u00e1 anos"},"content":{"rendered":"<h3>Novela de Carlos Lombardi lan\u00e7ada em 2003, Kubanacan estreia na segunda-feira (7\/12) no Globoplay. Disponibiliza\u00e7\u00e3o da trama, nunca reprisada, animou os f\u00e3s do folhetim<\/h3>\n<p>Dezessete anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento de<em> Kubanacan<\/em>, a novela volta ao ar. N\u00e3o em uma reprise televisiva, como o p\u00fablico aguardava h\u00e1 anos, mas no cat\u00e1logo do Globoplay, que, ao longo de 2020, tem incorporado atra\u00e7\u00f5es antigas para que os noveleiros possam assistir quando quiserem, sem depender das reexibi\u00e7\u00f5es do <em>Vale a pena ver de novo<\/em> ou do canal Viva.<\/p>\n<p>De Carlos Lombardi, <em>Kubanacan<\/em> dividiu opini\u00f5es. Longe de ser uma obra-prima, a produ\u00e7\u00e3o caiu nas gra\u00e7as do p\u00fablico jovem por misturar g\u00eaneros, sendo uma narrativa de \u00e9poca que se passa na d\u00e9cada de 1950 ambientada numa ilha fict\u00edcia no meio do Caribe, batizada de Kubanacan. Com um certo romantismo dos folhetins do estilo, a trama mistura a\u00e7\u00e3o, sensualidade, musicalidade e um \u201cqu\u00ea\u201d de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Tudo isso combinado numa trama completamente absurda, com personagens carism\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O folhetim foi exibido entre 5 de maio de 2003 e 24 de janeiro de 2004 na faixa das 19h para substituir outra trama ousada da faixa, <em>O beijo do vampiro<\/em>, e teve 227 cap\u00edtulos. A inspira\u00e7\u00e3o para a narrativa passa por <em>Que rei sou eu?<\/em> (1989), de Cassiano Gabus Mendes, quando faz uma s\u00e1tira pol\u00edtica aos problemas sociais; e pelo filme <em>A identidade Bourne<\/em> (2002), que serviu para criar o perfil do personagem principal, um homem que \u00e9 perseguido, mas sem entender os motivos e precisa lutar, assim como Jason Bourne, personagem de Matt Damon na franquia de a\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o t\u00edtulo da novela e o nome do pa\u00eds fict\u00edcio v\u00eam da m\u00fasica, que integra a abertura, <em>Coubanakan<\/em>, lan\u00e7ada no disco\u00a0<em>\u00c1gua do c\u00e9u \u2014 P\u00e1ssaro, de Ney Matogrosso<\/em>, em 1975.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2ZxblGcX72o<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o traz Marcos Pasquim como o protagonista Esteban Maroto, homem que aparece misteriosamente e sem mem\u00f3ria alguma em Santiago, uma das cidades da ilha de Kubanacan, pa\u00eds conhecido como rep\u00fablica das bananas, tanto pela exporta\u00e7\u00e3o do fruto, quanto pela situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica. Ao mesmo tempo, ocorre um golpe militar na regi\u00e3o, o que leva o general Carlos Camacho (Humberto Martins) ao comando. Na cidade, Esteban, que recebe esse nome dos moradores, apaixona-se por Marisol (Danielle Winits). Tudo est\u00e1 indo bem, at\u00e9 que a amada o abandona em busca de uma vida melhor e ele segue para La Bendita, onde os dramas do passado come\u00e7am a vir \u00e0 tona e o atormentar.<\/p>\n<h3>Elenco de peso<\/h3>\n<p>O elenco \u00e9 repleto de estrelas. No n\u00facleo principal Vladimir Brictha vive Enrico, uma esp\u00e9cie de rival de Esteban; Adriana Esteves d\u00e1 vida a Lola, que vive um tri\u00e2ngulo amoroso com Enrico e Esteban; Carolina Ferraz \u00e9 a int\u00e9rprete de Rubi, irm\u00e3 de Lola; Nair Belo, a matriarca Dolores; e Betty Lago, a primeira-dama Dona Mercedes. Completam a novela atores como Angela Vieira (Perla Per\u00f3n), Bruno Garcia (Amaro Medellin), Fran\u00e7oise Fourton (Concheta), Lolita Rodrigues (Dona Isabelita), Daniel Boaventura (Johnny) e Rafaela Mandelli (Caridad).<\/p>\n<p>Vale lembrar, ainda, que v\u00e1rios atores do elenco viveram mais de um papel. Ao longo da narrativa, <em>Kubanacan<\/em> trazia novos personagens. Marcos Pasquim, por exemplo, interpretou cinco. Al\u00e9m dele, Danielle Winits deu vida a dois pap\u00e9is, assim como Bruno Garcia. A novela tamb\u00e9m pode ter sido a produ\u00e7\u00e3o que deu origem ao casamento de Vladimir Britcha e Adriana Esteves na vida real.<\/p>\n<h3>Trilha sonora<\/h3>\n<p>A parte musical de <em>Kubanacan<\/em> era uma atra\u00e7\u00e3o a mais. Tanto no disco nacional quanto no internacional, a predomin\u00e2ncia eram can\u00e7\u00f5es em espanhol. No setlist sucessos como <em>Carnavalera<\/em>, de Havana Del\u00edrio;<em> No me platiques m\u00e1s<\/em>, de Cristian Castro; <em>Contigo en la distancia<\/em>, na voz de Nana Caymmi; <em>Capullito de Aleli<\/em>, com Caetano Veloso; e <em>Coubanakan<\/em>, com Ney Matogrosso. Mas tamb\u00e9m havia espa\u00e7o para m\u00fasicas em portugu\u00eas e em ingl\u00eas. O folhetim tem faixas de Elza Soares (<em>Eu s\u00f3 me ligo em voc\u00ea<\/em>), Sidney Magal (<em>Mulher<\/em>) e Ivete Sangalo (<em>Somente eu e voc\u00ea<\/em>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novela de Carlos Lombardi lan\u00e7ada em 2003, Kubanacan estreia na segunda-feira (7\/12) no Globoplay. 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