{"id":16429,"date":"2020-12-22T06:03:02","date_gmt":"2020-12-22T09:03:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=16429"},"modified":"2020-12-18T18:01:58","modified_gmt":"2020-12-18T21:01:58","slug":"george-clooney-aponta-semelhancas-entre-o-ceu-da-meia-noite-e-o-mundo-atual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/george-clooney-aponta-semelhancas-entre-o-ceu-da-meia-noite-e-o-mundo-atual\/","title":{"rendered":"George Clooney aponta semelhan\u00e7as entre O c\u00e9u da meia-noite e o mundo atual"},"content":{"rendered":"<h3>Fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Netflix, filme <em>O c\u00e9u da meia-noite<\/em> aborda os sentimentos humanos em meio a uma Terra p\u00f3s-apocal\u00edptica. O lan\u00e7amento na plataforma \u00e9 em 23 de dezembro, mas longa j\u00e1 est\u00e1 em cartaz nos cinemas<\/h3>\n<p>\u201cCom a raiva, o \u00f3dio e tudo que estamos vendo n\u00e3o s\u00f3 nos Estados Unidos, mas no mundo, com o negacionismo da ci\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 impens\u00e1vel que a gente estrague tudo\u201d. A frase dita por George Clooney na coletiva de imprensa do filme <em>O c\u00e9u da meia-noite<\/em> da Netflix destaca que mesmo uma fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que imagina uma vers\u00e3o da Terra destru\u00edda por uma cat\u00e1strofe que dizima parte da popula\u00e7\u00e3o mundial pode estar cada vez mais pr\u00f3xima da realidade, levando em considera\u00e7\u00e3o a forma como a sociedade trata o meio ambiente e as quest\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Em <em>O c\u00e9u da meia-noite<\/em>, filme que estreia na plataforma em 23 de dezembro ap\u00f3s passar por algumas salas de cinema, George Clooney (diretor e produtor do longa-metragem) \u00e9 Augustine, um cientista que est\u00e1 no \u00c1rtico depois um incidente no planeta. Lutando contra uma doen\u00e7a terminal, ele tenta avisar a tripula\u00e7\u00e3o de uma nave espacial que est\u00e1 voltando \u00e0 Terra depois de uma miss\u00e3o de que \u00e9 melhor nem retornar.<\/p>\n<p>No filme, o espectador acompanha duas narrativas que se passam tr\u00eas semanas depois do incidente, que n\u00e3o tem os detalhes revelados. A primeira \u00e9 ambientada na Terra com Augustine solit\u00e1rio tendo que lidar, no que seria a proximidade do fim, com os erros cometidos ao longo da vida. Essa vontade de contato com o mundo externo \u00e9, inclusive, vista como uma forma de se redimir. O que ganha mais for\u00e7a quando ele se depara com a presen\u00e7a da pequena e misteriosa Iris (Caoillin Springall), personagem que passa a estar sempre com ele.<\/p>\n<h2>Mais relacion\u00e1vel na pandemia<\/h2>\n<p>A solid\u00e3o de Augustine \u00e9 vista por Clooney como outro ponto de proximidade da hist\u00f3ria com a realidade. Mesmo que tenha sido uma obra pensada antes de pandemia (ela \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o do livro de Lily Brooks-Dalton de 2016), ela dialoga com o momento atual, em que muitos viveram o isolamento social ou continuam em quarentena, com restri\u00e7\u00f5es ao contato com outras pessoas, por causa da covid-19. \u201cA ideia era levantar essa conversa sobre o que somos capazes de fazer quando estamos s\u00f3. Veio essa pandemia e o nosso desespero de estar em casa, de estar longe de quem se ama, e de como tudo isso \u00e9 dif\u00edcil\u201d, comenta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_16431\" aria-describedby=\"caption-attachment-16431\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16431 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028.jpg 1200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028-800x533.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/12\/fs000_0810_marketingStill_tiff_v022_CMYK.1028-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16431\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Netflix\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 do outro n\u00facleo narrativo de<em> O c\u00e9u da meia-noite<\/em> est\u00e1 no espa\u00e7o. A hist\u00f3ria traz o cotidiano de cinco astronautas que descobrem uma lua poss\u00edvel de ser habitada por humanos. Dentro da nave, Sully (Felicity Jones), Gordon (David Oyelowo), Maya (Tiffany Boone), Sanchez (Demi\u00e1n Bichir) e Mitchel (Kyle Chandler) s\u00f3 querem retornar para casa e levar essa boa not\u00edcia \u00e0 Terra. O que eles n\u00e3o sabem \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 mais humanos para essa nova col\u00f4nia. Esse desejo de voltar para casa ainda perpassa por alguns contratempos, que mudam os rumos da espa\u00e7onave.<\/p>\n<p>\u201cO que eu amo sobre o filme \u00e9 como ele traz questionamentos essenciais. Por que estamos aqui? O que realmente vale a pena? Isso \u00e9 interessante porque s\u00e3o perguntas que estamos nos fazendo agora. Foi extraordin\u00e1rio como o filme passou de um mero entretenimento para quase algo documental\u201d, comenta Felicity Jones tamb\u00e9m durante a coletiva de imprensa.<\/p>\n<h2>O livro que inspirou <em>O c\u00e9u da meia-noite<\/em><\/h2>\n<p>A obra que inspirou o filme \u00e9 <em>Good morning, midnight<\/em> da norte-americana Lily Brooks-Dalton. O livro foi lan\u00e7ado originalmente nos Estados Unidos em 2016. Por\u00e9m, s\u00f3 chegar\u00e1 ao Brasil no primeiro semestre de 2021 sob o mesmo t\u00edtulo da adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica da Netflix, <em>O c\u00e9u da meia-noite<\/em>. Os direitos da publica\u00e7\u00e3o foram adquiridos pela editora Morro Branco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Netflix, filme O c\u00e9u da meia-noite aborda os sentimentos humanos em meio a uma Terra p\u00f3s-apocal\u00edptica. 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