{"id":1739,"date":"2017-05-09T12:00:23","date_gmt":"2017-05-09T15:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=1739"},"modified":"2017-05-09T12:55:38","modified_gmt":"2017-05-09T15:55:38","slug":"dear-white-people-motivos-para-assistir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/dear-white-people-motivos-para-assistir\/","title":{"rendered":"Dear white people: 5 motivos para assistir"},"content":{"rendered":"<h3>Sim, a nova s\u00e9rie da Netflix, Dear white people (ou Cara gente branca, na tradu\u00e7\u00e3o) \u00e9 para todo mundo. Por que assistir? A gente te explica (sem spoilers):<\/h3>\n<p>Dear white people \u00e9 uma s\u00e9rie original da Netflix que acompanha a hist\u00f3ria de um grupo de negros que estuda na faculdade de Winchester, um ambiente majoritariamente branco. O nome do seriado vem de um programa de r\u00e1dio apresentado pela protagonista, que visa abrir os olhos dos estudantes e denunciar casos de racismo no campus.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ac6X4EYIH9Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2>Protagonismo<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A s\u00e9rie j\u00e1 come\u00e7a mandando muito bem porque, ao se propor a discutir o racismo, d\u00e1 voz a quem deve ter voz: os negros. Da cria\u00e7\u00e3o, a dire\u00e7\u00e3o e a atua\u00e7\u00e3o, a mensagem \u00e9 pensada e produzida por quem vive na pele o preconceito. De fato, uma aula para as \u201cqueridas pessoas brancas\u201d.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Subjetividade<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro ponto positivo, est\u00e1 na pluralidade de vis\u00f5es e discursos. Cada epis\u00f3dio gira em torno de um personagem diferente. Desta forma, vemos diferentes viv\u00eancias. Como cada um se enxerga, foi marcado pela experi\u00eancias de vida (e n\u00e3o apenas de preconceito) e a forma particular de cada um se envolver com a causa negra, combater o racismo e lutar pelo seu espa\u00e7o e seus direitos.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Elenco de primeira<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A s\u00e9rie tem seu ponto alto no quinto epis\u00f3dio, e n\u00e3o poderia ser diferente. Al\u00e9m de um roteiro que concentra um mix alt\u00edssimo de emo\u00e7\u00f5es em trinta minutos, h\u00e1 tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o de Barry Jenkins, o mesmo que comandou <em>Moonlight<\/em>, vencedor do Oscar de melhor filme deste ano. Mas nesse quesito, temos que dar parab\u00e9ns para todo o elenco de atores, principalmente <\/span><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/name\/nm2503064\/?ref_=tt_cl_t1\"><span style=\"font-weight: 400\">Logan Browning<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e <\/span><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/name\/nm2544884\/?ref_=tt_cl_t8\"><span style=\"font-weight: 400\">Marque Richardson<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que para mim roubaram todas as cenas.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/giphy.com\/gifs\/netflix-season-1-episode-7-l4FGE4exa1Jx0341G\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.giphy.com\/media\/l4FGE4exa1Jx0341G\/giphy.gif\" alt=\"Netflix GIF - Find &amp; Share on GIPHY\" width=\"480\" height=\"247\" \/><\/a><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Ritmo amig\u00e1vel<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A tem\u00e1tica \u00e9 s\u00e9ria, \u00e9 importante, mas o seriado entrega a mensagem de uma forma leve (pelo menos no in\u00edcio), em p\u00edlulas de trinta minutos: a cara de uma s\u00e9rie\u00a0que foi feita para maratonar. L\u00e1 pelo quarto, quinto epis\u00f3dio, a trama come\u00e7a a ficar um pouco mais densa, mas a tens\u00e3o cresce aos poucos, sem espantar o telespectador. H\u00e1 humor, mas n\u00e3o um humor besteirol de Sess\u00e3o da Tarde. \u00c9 um humor afiado, cheio de sarcasmo, para deixar voc\u00ea rindo e se sentindo incomodado, quase sem gra\u00e7a. <\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">O tema precisa ser discutido<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o adianta dar chilique e repetir pela milion\u00e9sima vez que voc\u00ea est\u00e1 cansado de ouvir sobre racismo, porque n\u00e3o est\u00e1. Eu sei disso porque consigo contar em uma m\u00e3o o n\u00famero de produ\u00e7\u00f5es que vi este ano sobre esse assunto. E porque se, realmente, a gente ouvisse o suficiente sobre isso, as coisas seriam muito diferentes. Se voc\u00ea est\u00e1 perguntando: \u201cque coisas?\u201d, ent\u00e3o voc\u00ea realmente precisa assistir ao seriado.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/giphy.com\/gifs\/netflix-season-1-episode-6-3ohzdZeApac6rWWymQ\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.giphy.com\/media\/3ohzdZeApac6rWWymQ\/giphy.gif\" alt=\"Netflix GIF - Find &amp; Share on GIPHY\" width=\"480\" height=\"247\" \/><\/a><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">B\u00f4nus<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outros dois seriados que estrearam este ano e tratam, de alguma forma, sobre quest\u00f5es raciais s\u00e3o <em>The good fight<\/em>, um drama de tribunal que j\u00e1 indicamos <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/the-good-fight-um-comeco-altura-do-legado-de-the-good-wife\/\">neste post,<\/a> e <em>Superior Donuts<\/em>, uma com\u00e9dia leve e superficial, mas que pontualmente trata sobre racismo, j\u00e1 que o personagem principal \u00e9 um jovem negro universit\u00e1rio pobre, que mora em Chicago e convive com imigrantes.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sim, a nova s\u00e9rie da Netflix, Dear white people (ou Cara gente branca, na tradu\u00e7\u00e3o) \u00e9 para todo mundo. 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