{"id":19501,"date":"2021-11-11T05:16:41","date_gmt":"2021-11-11T08:16:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=19501"},"modified":"2021-11-10T18:28:44","modified_gmt":"2021-11-10T21:28:44","slug":"ator-bruno-rocha-fala-sobre-os-sonhos-destruidos-no-filme-7-prisioneiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/ator-bruno-rocha-fala-sobre-os-sonhos-destruidos-no-filme-7-prisioneiros\/","title":{"rendered":"Ator Bruno Rocha fala sobre os sonhos destru\u00eddos no filme 7 prisioneiros"},"content":{"rendered":"<h3>Com Rodrigo Santoro \u00e0 frente do elenco, <em>7 prisioneiros<\/em> estreia na Netflix falando sobre trabalho escravo<\/h3>\n<p>O trabalho escravo de meninos num ferro-velho \u00e9 o grande tema de <em>7 prisioneiros<\/em>, filme de Alexandre Moratto que rodou importantes festivais do mundo e chega hoje ao cat\u00e1logo da Netflix. Na trama, Luca (Rodrigo Santoro) comanda um esquema de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, explorando jovens como Mateus (<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/christian-malheiros-mescla-a-ficcao-e-o-real-em-sessao-de-terapia\/\"><strong>Christian Malheiros<\/strong><\/a>) e Samuel (Bruno Rocha).<\/p>\n<p>Bruno conta que, apesar de o tema central do longa ser muito triste, Moratto achou \u201cuma forma sens\u00edvel\u201d de condu\u00e7\u00e3o e conseguiu \u201ctranspor a dor desses meninos de uma forma quase documental\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSamuel \u00e9 um garoto que tem facilidade em acreditar nas pessoas. Ele beira a ingenuidade. Ele vem de uma cidade do interior, onde trabalhava na ro\u00e7a junto com Mateus e tem o sonho de conseguir juntar dinheiro para voltar e construir uma fam\u00edlia. Mas quando ele chega a S\u00e3o Paulo vai entendendo que n\u00e3o d\u00e1 pra confiar em todo mundo. Que os sonhos podem ser destru\u00eddos, e que a realidade esmaga. Samuel, que antes acreditava tanto na honestidade, no trabalho e no amor, v\u00ea tudo se desmanchando na frente dele\u201d, comenta Bruno, em entrevista ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>.<\/p>\n<p>O ator chama a aten\u00e7\u00e3o para a carga pol\u00edtico social muito forte que<em> 7 prisioneiros<\/em> carrega. \u201cO filme escancara uma realidade que acontece o tempo todo a nossa volta e ignoramos. Penso que, com <em>7 prisioneiros<\/em>, as pessoas podem ficar mais atentas no que acontece ao redor delas, repensar as formas de consumo. H\u00e1 tantas lojas enormes, vendendo roupas car\u00edssimas que s\u00e3o produzidas por trabalho escravo. Eu acredito no poder de conscientiza\u00e7\u00e3o da arte, de dar a oportunidade de refletir e mudar atitudes\u201d, afirma.<\/p>\n<p><em>7 prisioneiros<\/em> n\u00e3o \u00e9 o primeiro trabalho de Bruno no streaming. Ele esteve tamb\u00e9m em <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/ultima-temporada-de-3-estreia-na-netflix\/\"><strong><em>3%<\/em> (Netflix)<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/treze-dias-longe-do-sol\/\"><strong><em>13 dias longe do sol<\/em> (Globoplay)<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/paranoia-quarta-temporada-de-psi\/\"><strong>Psi (HBO Max)<\/strong><\/a> e comemora esse novo meio para atores poderem trabalhar.<\/p>\n<p>\u201cAssim como disse Wagner Moura, \u2018o audiovisual no Brasil acabou\u2019. Estamos vivendo um momento ca\u00f3tico no nosso governo atual. A arte e a cultura est\u00e3o sendo banalizadas, tratadas sem import\u00e2ncia, sendo que \u00e9 fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade cr\u00edtica, com voz, com express\u00e3o e com liberdade. Os streamings vieram com essa for\u00e7a, de movimentar novamente o mercado audiovisual, trazendo mais empregos. Mas, ainda assim, falta. Poder\u00edamos produzir cada vez mais, ter o nosso cinema. O audiovisual gera muito emprego e devemos nos empenhar para que ele volte com for\u00e7a total\u201d, afirma.<\/p>\n<h2>Duas perguntas \/\/ Bruno Rocha<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2021\/11\/bruno_rocha2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19502 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2021\/11\/bruno_rocha2-275x300.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2021\/11\/bruno_rocha2-275x300.jpg 275w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2021\/11\/bruno_rocha2-550x600.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2021\/11\/bruno_rocha2-230x251.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2021\/11\/bruno_rocha2.jpg 596w\" sizes=\"auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>A diversidade do streaming se reflete tamb\u00e9m em ter mais espa\u00e7o para atores negros desempenharem pap\u00e9is de destaque e com hist\u00f3rias pr\u00f3prias?<\/strong><br \/>\nQuero ver cada vez mais pessoas pretas ocupando telas, teatros, museus. Somos contadores de hist\u00f3rias, nossas hist\u00f3rias s\u00e3o valiosas. Eu amo quando vejo um preto ou uma preta, representando um papel complexo, com aprofundamento e n\u00e3o personagens mastigados por uma sociedade inventada. \u00c9 muito complicado falar de inclus\u00e3o no mercado porque n\u00e3o adianta colocar uma pessoa preta em todo trabalho pra falar sobre racismo, sofrimento. Claro que isso existe, ainda mais na realidade que vivemos, e \u00e9 incr\u00edvel quando o filme funciona como den\u00fancia, igual a <em>7 prisioneiros<\/em>. Mas quando a trama \u00e9 vazia, onde existem v\u00e1rios atores e atrizes brancos em n\u00facleos riqu\u00edssimos e cinco negros numa comunidade ilus\u00f3ria, eu acho problem\u00e1tico. Sabemos falar de amor, amizade, fam\u00edlia, dinheiro, sucesso. Somos plurais, n\u00e3o nos coloque todos dentro de uma caixinha.<\/p>\n<p><strong>Muitos chegaram a decretar a morte do teatro no in\u00edcio da pandemia, o que n\u00e3o aconteceu. O que ainda faz o teatro resistir?<\/strong><br \/>\nO teatro n\u00e3o morre nunca, se reinventa. Agora estamos voltando a ocupar nossos teatros, mas no meio da pandemia nossas casas se tornaram palcos. Eu mesmo participei de uma montagem on-line chamada <em>(IN) Confessav\u00e9is<\/em>, dirigida por Marcelo V\u00e1rzea, e conseguia sentir o frio na barriga antes de entrar em cena. N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa, mas ver artistas se unindo para produzir teatro nas pr\u00f3prias casas foi emocionante. Enquanto existir artistas querendo se expressar, o teatro n\u00e3o vai acabar. Enquanto tiver hist\u00f3rias precisando ser contadas, pessoas querendo ser ouvidas, pessoas querendo escutar n\u00e3o vai acabar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com Rodrigo Santoro \u00e0 frente do elenco, 7 prisioneiros estreia na Netflix falando sobre trabalho escravo. 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