{"id":20704,"date":"2022-04-24T09:30:02","date_gmt":"2022-04-24T12:30:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=20704"},"modified":"2022-04-22T18:56:39","modified_gmt":"2022-04-22T21:56:39","slug":"longa-da-pixar-red-crescer-e-uma-fera-tem-duas-mulheres-brasileiras-na-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/longa-da-pixar-red-crescer-e-uma-fera-tem-duas-mulheres-brasileiras-na-producao\/","title":{"rendered":"Longa da Pixar, Red: crescer \u00e9 uma fera tem duas mulheres brasileiras na produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h3>Raquel Bordin e Priscila Vertamatti, brasileiras da produ\u00e7\u00e3o, falam sobre o filme e como os desenhos podem ser mais diversos<\/h3>\n<p><strong>Por Pedro Ibarra<\/strong><\/p>\n<p>Uma estreia fora dos cinemas chamou aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico no in\u00edcio de 2022. O longa Red: crescer \u00e9 uma fera, produ\u00e7\u00e3o da Pixar, foi disponibilizado no cat\u00e1logo da <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/conheca-cavaleiro-da-lua-a-nova-serie-da-marvel-na-disney-que-estreia-esta-quarta-30-3\/\"><strong>Disney+<\/strong><\/a> e, por conta de um visual arrojado, inovador e uma hist\u00f3ria cativante, conquistou o p\u00fablico em todo o mundo.<\/p>\n<p>O longa \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o que conta a hist\u00f3ria de Meilin, uma menina que aos 13 anos descobre que sofre com uma maldi\u00e7\u00e3o familiar em que se torna um panda vermelho toda vez que tem que experienciar qualquer sentimento muito intenso. Em uma jornada que envolve, principalmente, a rela\u00e7\u00e3o dela com a m\u00e3e e o pr\u00f3prio corpo, o filme carrega o espectador em uma aventura que vai muito al\u00e9m do amadurecimento feminino.<\/p>\n<p>&#8220;Estou na Pixar h\u00e1 10 anos e esse foi um dos filmes mais diferentes em que trabalhei, tanto a quest\u00e3o de como ele foi constru\u00eddo at\u00e9 os personagens, que s\u00e3o mais fofinhos, com uma linguagem mais \u00fanica&#8221;, afirma Priscila Vertamatti, animadora que trabalhou com o design de personagens do longa. A brasileira \u00e9 muito grata por estar na equipe do filme. &#8220;Foi uma produ\u00e7\u00e3o toda muito gostosa. Apesar de ter sido em casa, a gente se sentiu super acolhido e envolvido. Gostei muito de participar desse filme&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Raquel Bordin, outra brasileira envolvida na produ\u00e7\u00e3o, na parte de altera\u00e7\u00f5es de talhes para o mercado internacional e confec\u00e7\u00e3o de trailers, lembra que via o potencial do filme desde as primeiras imagens a que teve acesso. &#8220;Me recordo da primeira vez que vi o filme, ele ainda estava desenhado, nada em 3D tinha sido feito, mas lembro que amei desde a primeira vez que o vi. Pensei: &#8216;Esse vai ser um dos melhores filmes que a gente j\u00e1 fez'&#8221;, fala a profissional. &#8220;Depois, quando fui vendo a sequ\u00eancia, tinha certeza que o filme ia ser \u00f3timo&#8221;, completa.<\/p>\n<p>As duas se sentiram parte do longa, n\u00e3o s\u00f3 por ser o trabalho delas, mas porque se passa no in\u00edcio dos anos 2000. &#8220;A gente cresceu mais ou menos nessa \u00e9poca, anos 1990 e anos 2000&#8221;, conta Vertamatti. &#8220;Eu me identifiquei completamente com esse filme: tive um grupo de quatro amigas, tamagotchi e brincava na escola como elas&#8221;, recorda.<\/p>\n<p>O fato revela a representatividade como um ponto importante do longa. &#8220;Estamos tentando fazer coisas novas que tragam espa\u00e7o agora. Queremos representa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o s\u00f3 para meninas que assistem, mas at\u00e9 aqui dentro do est\u00fadio. Tivemos nossa primeira diretora de um longa, um grupo executivo todo formado por mulheres, as cabe\u00e7as s\u00e3o mulheres&#8221;, comenta Bordin. &#8220;Quem est\u00e1 assistindo se v\u00ea na tela, mas quem est\u00e1 trabalhando v\u00ea que pode um dia alcan\u00e7ar lugares mais altos. \u00c9 um leque de possibilidades n\u00e3o s\u00f3 para vender, mas para representar e criar novas audi\u00eancias&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>As duas veem Red com a cara do futuro n\u00e3o s\u00f3 da Pixar como da anima\u00e7\u00e3o. &#8220;Eu gosto de dizer que \u00e9 um futuro ecl\u00e9tico, n\u00e3o convencional. A beleza de ser quem somos, de uma maneira geral, \u00e9 a diversidade&#8221;, explica. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um grupo que tem o direito de fazer coisas e pensar sobre as coisas. Todo mundo tem coisas a agregar. Se eu pensar no futuro, eu acho que ele teria que ser assim: mais diversos&#8221;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raquel Bordin e Priscila Vertamatti, brasileiras da produ\u00e7\u00e3o, falam sobre o filme e como os desenhos podem ser mais diversos Por Pedro Ibarra Uma estreia fora dos cinemas chamou aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico no in\u00edcio de 2022. 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