{"id":21371,"date":"2022-07-24T10:30:08","date_gmt":"2022-07-24T13:30:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=21371"},"modified":"2022-07-24T11:06:46","modified_gmt":"2022-07-24T14:06:46","slug":"tudo-e-possivel-e-um-filme-necessario-com-mensagem-potente-sobre-a-comunidade-transsexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/tudo-e-possivel-e-um-filme-necessario-com-mensagem-potente-sobre-a-comunidade-transsexual\/","title":{"rendered":"&#8216;Tudo \u00e9 poss\u00edvel&#8217; \u00e9 um filme necess\u00e1rio com mensagem potente sobre a comunidade transexual"},"content":{"rendered":"<h3>O longa dirigido por Billy Porter n\u00e3o inova, mas ganha ao conversar com um p\u00fablico muito pouco representado no audiovisual, leia a coluna<\/h3>\n<h3>Por Pedro Ibarra<\/h3>\n<p>Esta coluna come\u00e7a com uma pergunta: quantos filmes voc\u00ea j\u00e1 assistiu que tratam do crescimento e amadurecimento de uma pessoa trans? D\u00e1 para pensar em um ou outro t\u00edtulo, mas a verdade \u00e9 que poucas s\u00e3o as produ\u00e7\u00f5es que tocam no tema e muito dificilmente alcan\u00e7am a popularidade ou um p\u00fablico al\u00e9m dos nichos.<\/p>\n<p>O longa Tudo \u00e9 poss\u00edvel estreou na \u00faltima sexta-feira na <strong><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/tag\/amazon-prime-video\/\">Amazon Prime Video<\/a><\/strong> e apresenta essa proposta rara. A produ\u00e7\u00e3o conta a hist\u00f3ria de Kelsa (Eva Reign), uma menina trans no \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio. Apaixonada por animais, a garota divide o tempo entre os estudos e um canal do YouTube, no qual faz confid\u00eancias sobre a jornada da pr\u00f3pria transi\u00e7\u00e3o e fala sobre curiosidades relativas aos animais. O enredo se desenvolve quando Khal (Abubakr Ali) se apaixona pela youtuber e, juntos, eles precisam lidar com os pr\u00f3prios sentimentos e com os preconceitos enraizados nas pessoas \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>Diversos filmes tratam de amadurecimento e adolesc\u00eancia de homens e mulheres cisg\u00eaneros, mas s\u00e3o raras as hist\u00f3rias focadas na popula\u00e7\u00e3o transg\u00eanero. Quando falam sobre o tema, geralmente privilegiam o aspecto da luta inerente a ser uma pessoa trans. Tudo \u00e9 poss\u00edvel faz diferente: primeiro, \u00e9 uma hist\u00f3ria de amor e, segundo, traz o contexto da transi\u00e7\u00e3o de Kelsa.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 simples: uma menina e um menino se apaixonam e passam por prova\u00e7\u00f5es no romance at\u00e9 descobrirem o lugar no qual querem estar, quem s\u00e3o e o que desejam mostrar para o mundo. A \u00fanica grande diferen\u00e7a \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o duas pessoas cis. \u00c9 um filme necess\u00e1rio, n\u00e3o porque inova ou faz algo de qualidade inacredit\u00e1vel, e sim porque \u00e9 a primeira vez que uma mensagem \u00e9 escrita e pensada na perspectiva do p\u00fablico transexual.<\/p>\n<p>A mensagem pode ser piegas, simples ou at\u00e9 f\u00e1cil se questionada. Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 como negar que \u00e9 importante. Em um mundo no qual o comum \u00e9 ser uma pessoa cis, um filme que conversa com pessoas trans, de forma boba ou genial, \u00e9 revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>A porta aberta pela parceria entre o diretor Billy Porter, a roteirista Ximena Garcia Lecuona e a Amazon Prime Video tem que permanecer escancarada. \u00c9 uma forma de, mesmo que aos poucos, as diversas pessoas e formas de amar sejam vis\u00edveis n\u00e3o s\u00f3 na tela, mas no cotidiano. Assim, fica mais natural mostrar que, realmente, tudo \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<h3>Liga<\/h3>\n<p>HBO Max acerta mais uma vez com Hacks. O que parecia ser uma s\u00e9rie encerrada ganhou a famigerada segunda temporada. Por\u00e9m, diferente de outros que soavam for\u00e7ados, o segundo ano de Hacks foi uma bola dentro. T\u00e3o engra\u00e7ado quanto o primeiro e com uma hist\u00f3ria para contar, o seriado se destaca como uma das melhores com\u00e9dias lan\u00e7adas recentemente.<\/p>\n<h3>Desliga<\/h3>\n<p>O quadro Cantando not\u00edcias, do Encontro, da semana passada repercutiu negativamente na internet. E mereceu. Em ritmo de samba, a esquete brincou com fatos como o estupro de mulheres gr\u00e1vidas por um m\u00e9dico e a viol\u00eancia urbana. Era para ser engra\u00e7ado?<\/p>\n<h3>Fique de olho<\/h3>\n<p>Segunda, a novela Por amor chega ao cat\u00e1logo da Globoplay<\/p>\n<p>No dia seguinte, a Netflix lan\u00e7a Street food: EUA<\/p>\n<p>A Netflix tamb\u00e9m estreia a segunda temporada de Rebelde na quarta<\/p>\n<p>Na quinta, o reboot Pretty little liars: Um novo pecado chega a HBO Max<\/p>\n<p>O casal brasiliense Eduardo e M\u00f4nica fecha a semana na sexta da Globoplay<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O longa dirigido por Billy Porter n\u00e3o inova, mas ganha ao conversar com um p\u00fablico muito pouco representado no audiovisual, leia a coluna Por Pedro Ibarra Esta coluna come\u00e7a com uma pergunta: quantos filmes voc\u00ea j\u00e1 assistiu que tratam do crescimento e amadurecimento de uma pessoa trans? 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