{"id":21581,"date":"2022-08-28T07:30:05","date_gmt":"2022-08-28T10:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=21581"},"modified":"2022-08-27T12:04:14","modified_gmt":"2022-08-27T15:04:14","slug":"funk-doc-popular-proibido-apresenta-o-historico-do-genero-musical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/funk-doc-popular-proibido-apresenta-o-historico-do-genero-musical\/","title":{"rendered":"Funk.doc: Popular e proibido apresenta o hist\u00f3rico do g\u00eanero musical"},"content":{"rendered":"<h2>HBO Max lan\u00e7a a s\u00e9rie documental Funk.doc: Popular &amp; proibido, que mostra a hist\u00f3ria do funk sob a perspectiva dos funkeiros<\/h2>\n<h4>Por Pedro Ibarra<\/h4>\n<p>\u201cEu s\u00f3 quero \u00e9 ser feliz \/ Andar tranquilamente na favela onde eu nasci \/ E poder me orgulhar \/E ter a consci\u00eancia de que o pobre tem seu lugar\u201d, cantavam Cidinho &amp; Doca em 1995. O clamor vinha embalado pelo ritmo do funk brasileiro, um g\u00eanero que havia conquistado as periferias cariocas e se expandia para todo o Brasil. Atualmente, um dos ritmos mais ouvidos no pa\u00eds, o funk, \u00e9 destrinchado pelo documentarista Luiz Bolognesi na s\u00e9rie Funk.doc: Popular &amp; proibido, estreia da <strong><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/hbo-max-vai-acabar-proximo-capitulo-explica-a-situacao-da-plataforma\/\">HBO Max<\/a><\/strong> na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do g\u00eanero que come\u00e7ou em bailes que tocavam James Brown nos anos 1970 \u00e9 constru\u00edda como uma grande linha do tempo e contada pelos nomes que marcaram \u00e9poca desde os mel\u00f4s at\u00e9 os dias atuais. De Mr.Catra e Valesca Popozuda, passando por Cidinho, Buchecha, chegando MC Guim\u00e9, MC Carol, Rebecca e Ludmilla, Bolognesi abre o livro do g\u00eanero que, assim como o t\u00edtulo diz, vive na \u00e1rea cinza entre o popular e o proibido.<\/p>\n<p>Antrop\u00f3logo, Luiz Bolognesi iniciou o projeto h\u00e1 aproximadamente 7 anos, quando decidiu que queria entender o movimento que estava tomando conta da m\u00fasica brasileira. \u201cMusicalmente me agradava, mas algumas letras me assustavam\u201d, conta. Foi dessa curiosidade, que o cineasta decidiu ver o g\u00eanero musical por uma outra perspectiva, a de quem fez o funk acontecer. \u201cQueria entender e mostrar de onde ele nasceu, como ele nasceu, por que esse nome\u201d, lembra<\/p>\n<p>Para fazer da ideia uma possibilidade, o document\u00e1rio decidiu passar o microfone para quem j\u00e1 est\u00e1 habituado a us\u00e1-lo no funk. \u201cAo inv\u00e9s de eu fazer um document\u00e1rio que eu estudo e explico, quem conta hist\u00f3ria \u00e9 quem faz o funk. Os dan\u00e7arinos, os estudiosos, os MCs e os Djs\u201d, explica. Ele se preparou para fazer a s\u00e9rie, mas decidiu que a melhor \u00f3tica para contar essa hist\u00f3ria \u00e9 a de quem viveu. \u201cPassei mais de 8 meses em pesquisa, lendo e fazendo pr\u00e9-entrevistas. Por\u00e9m, o document\u00e1rio \u00e9 abrir a c\u00e2mera e fazer perguntas que eu nunca imaginaria as respostas\u201d, completa.<\/p>\n<p>Esse formato fez com que ele abrisse os olhos e entendesse novas realidades poss\u00edveis para al\u00e9m do que vive. Nomes que come\u00e7aram l\u00e1 no DJ Marlboro, mas chegam at\u00e9 os atuais MC Don Juan, estouraram a bolha em que Luiz estava. \u201cQuando eu estava fazendo as entrevistas, estes meus preconceitos de homem branco de classe m\u00e9dia foram sendo bombardeados pelas narrativas que as pessoas que fazem o funk me proporcionaram e isso tudo foi de c\u00e2mera ligada\u201d, afirma. \u201cA s\u00e9rie \u00e9 isso, esse processo de escutar o que essa gente tem a dizer. Eles s\u00e3o brilhantes, s\u00e3o grandes artistas, com brilho nos olhos e que contam excelentes hist\u00f3rias\u201d, reflete.<\/p>\n<p>O documentarista acredita que para al\u00e9m da finalidade de reviver a hist\u00f3ria do funk, o seriado serviu para bons contadores de hist\u00f3rias compartilharem viv\u00eancias. \u201cEu gostei demais de fazer. O dif\u00edcil era cortar a c\u00e2mera e encerrar a entrevista. Dava uma hora ou uma hora e meia de entrevista e a equipe avisava que acabou, mas eu queria mais\u201d, diz Bolognesi, que j\u00e1 tem a pretens\u00e3o de continuar. \u201cO funk muda a cada seis meses, ent\u00e3o a gente para dar conta do que ele se tornou da pandemia para c\u00e1, s\u00f3 se chegarmos \u00e0 segunda temporada. Que eu quero fazer j\u00e1 j\u00e1\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HBO Max lan\u00e7a a s\u00e9rie documental Funk.doc: Popular &amp; proibido, que mostra a hist\u00f3ria do funk sob a perspectiva dos funkeiros Por Pedro Ibarra \u201cEu s\u00f3 quero \u00e9 ser feliz \/ Andar tranquilamente na favela onde eu nasci \/ E poder me orgulhar \/E ter a consci\u00eancia de que o pobre tem seu lugar\u201d, cantavam Cidinho &amp; Doca em 1995. 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