{"id":21911,"date":"2022-10-23T10:45:14","date_gmt":"2022-10-23T13:45:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=21911"},"modified":"2022-10-22T16:51:44","modified_gmt":"2022-10-22T19:51:44","slug":"ju-colombo-guarda-os-segredos-de-mar-do-sertao-como-quintilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/ju-colombo-guarda-os-segredos-de-mar-do-sertao-como-quintilha\/","title":{"rendered":"Ju Colombo guarda os segredos de Mar do sert\u00e3o como Quintilha"},"content":{"rendered":"<h3>Ju Colombo se diverte na pele de Quintilha, dona da \u00fanica pousada de Canta Pedra, em <em>Mar do sert\u00e3o<\/em>. Leia entrevista!<\/h3>\n<p>Nada que acontece em Canta Pedra passa despercebido por Quintilha. Vivida por Ju Colombo em<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/giovanna-figueiredo-estreia-em-mar-do-sertao-com-muito-riso\/\"><strong><em> Mar do sert\u00e3o<\/em><\/strong><\/a>, a dona da \u00fanica pousada da cidade j\u00e1 viu de tudo: de amores a conchavos pol\u00edticos. Esperta, ela faz da informa\u00e7\u00e3o uma poderosa arma.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os babados acontecem l\u00e1 (risos). Quintilha n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 a dona da \u00fanica pousada, como \u00e9 envolvida com as pessoas fortes de Canta Pedra. Dessa forma, teremos muitas tramas que v\u00e3o se desenvolver l\u00e1 e tamb\u00e9m o envolvimento direto de Quintilha em relacionamentos conflituosos e divertidos, como as confus\u00f5es com suas funcion\u00e1rias&#8221;, afirma a atriz, em entrevista ao <strong>Correio<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;A personalidade astuta e o grande apego ao vil metal fazem com que ela transite nas esferas que dominam a cidade. \u00c9 uma das mulheres que comandam Canta Pedra: da religi\u00e3o aos acordos financeiros, nada escapa ao radar dessa mulher&#8221;, completa.<\/p>\n<p><em>Mar do sert\u00e3o<\/em> \u00e9 uma novela de mulheres fortes \u2014 da doce Candoca (Isadora Cruz) \u00e0 vil\u00e3 Deodora (Debora Bloch). Quintilha n\u00e3o fica atr\u00e1s. &#8220;Nascida e criada em Canta Pedra, ela chega \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1ria da pens\u00e3o. Alcan\u00e7ar essa situa\u00e7\u00e3o como mulher e preta em uma cidade do interior nordestino exige coragem, for\u00e7a e muita determina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sabemos dos la\u00e7os familiares dela, mas saberemos da sua influ\u00eancia e rela\u00e7\u00f5es afetivas. Aguardem&#8221;, valoriza a atriz.<\/p>\n<p>Ju Colombo comemora essas personagens femininas t\u00e3o fortes. &#8220;N\u00f3s, mulheres, estamos construindo essas narrativas h\u00e1 muito tempo, lidando com in\u00fameros desafios e nos transformando internamente para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa, humana e respeitosa. Ter esse nosso processo contemplado, valorizado e reconhecido em um ve\u00edculo de alcance como a TV aberta, na novela e na maior emissora do pa\u00eds \u00e9 uma vit\u00f3ria. Temos uma estrada longa pela frente, tanto entre n\u00f3s mulheres, como no contexto sociocultural, pol\u00edtico e econ\u00f4mico. Mas \u00e9 uma vit\u00f3ria&#8221;, diz Ju.<\/p>\n<h3>Entrevista \/\/ Ju Colombo<\/h3>\n<p><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 cantora. Como \u00e9 esse seu lado?<\/strong><br \/>\nAmo a m\u00fasica. Se eu n\u00e3o tivesse como primeira op\u00e7\u00e3o ser atriz, seria cantora! Eu sempre cantei em banda, paralelamente ao meu trabalho de atriz. Cantar, para mim, \u00e9 uma forma de entender o mundo, \u00e9 a trilha dos acontecimentos na minha vida. Eu tenho uma mem\u00f3ria musical muito forte e uma parada com o jazz, que \u00e9 a seguinte: eu tenho certeza de que j\u00e1 vivi uma exist\u00eancia como jazzista nos pubs, onde a m\u00fasica quebrava fronteiras e unia todas as pessoas naquela farra potente que \u00e9 a m\u00fasica negra em toda sua extens\u00e3o de corpo e alma!<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem um trabalho musical ao lado de seus filhos. Como \u00e9 esse encontro de gera\u00e7\u00f5es pela arte?<\/strong><br \/>\nEssa foi uma das primeiras determina\u00e7\u00f5es espirituais que eu fiz, quando me converti ao budismo. Eu venho de uma fam\u00edlia absolutamente musical. Toda minha inf\u00e2ncia foi marcada por muita brincadeira de rua (m\u00e3e da rua, amarelinha, empinar pipa, esconde-esconde) e muita m\u00fasica. S\u00e1bado, na casa da minha av\u00f3, era dia de deixar a casa brilhando. A gente limpava e ia fazendo a playlist da noite. Acabava a limpeza, almo\u00e7ava (todo mundo cozinhava junto) e ia pro quintal ensaiar os passos da noite: samba rock, funk (isso em S\u00e3o Paulo; sou a paulistana de alma mais carioca que voc\u00ea conhece, risos) e \u00e0 noite era dan\u00e7ar at\u00e9 o sol raiar. Melhor sensa\u00e7\u00e3o da vida!<\/p>\n<p><strong>Como os meninos entraram nisso?<\/strong><br \/>\nQuando meus filhos nasceram, essa j\u00e1 era a din\u00e2mica da minha casa: receber os amigos, cozinhar e dan\u00e7ar. Aos poucos, meus filhos passaram a me acompanhar nos trabalhos e eles amavam me ver na TV, no teatro e cantando. Brigavam para subir no palco! Ent\u00e3o, eles tiveram desde a inf\u00e2ncia, muitas viv\u00eancias art\u00edsticas, conviveram intensamente com a m\u00e3e artista e os amigos das artes. Est\u00e1 no sangue deles! Transformar esse caldeir\u00e3o de experi\u00eancias em trabalho profissional foi um pulo! Agora, tudo \u00e9 uma conquista com muitos desafios . A harmonia no relacionamento entre n\u00f3s, equilibrar os temperamentos e personalidades, o ci\u00fames e, principalmente, lidar com a inveja e a competi\u00e7\u00e3o das pessoas que admiram e, ao mesmo tempo, acabam interferindo negativamente, por n\u00e3o se sentirem capazes de construir isso tamb\u00e9m! Ali\u00e1s, eu lido muito com a inveja e a competi\u00e7\u00e3o. Foi preciso amadurecer para saber distanciar o suficiente para n\u00e3o permitir que esse sentimento atrapalhe minhas rela\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Ao lado do Gabriel, seu filho, voc\u00ea tamb\u00e9m faz o projeto Na Sala, do YouTube em que fala sobre cantores que n\u00e3o est\u00e3o na grande m\u00eddia. Qual a import\u00e2ncia da internet na descoberta de novos artistas? No caso da m\u00fasica, ela \u00e9 o novo r\u00e1dio?<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea definiu muito bem: a internet, nessa situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 o r\u00e1dio contempor\u00e2neo! O Na Sala \u00e9 um programa criado pelos meus filhos Gabriel e Alexandre. Eu entrei depois. Eles j\u00e1 tinham ido estudar cinema nos EUA; eu j\u00e1 com a minha carreira consolidada no audiovisual. Al\u00ea \u00e9 um c\u00e2mera e um editor \u00edmpar, ele tem uma criatividade absurda! Gabriel morou muitos anos l\u00e1. Se formou em cinema e passou a trabalhar em diversos projetos. Ganhou uma experi\u00eancia e um olhar est\u00e9tico que \u00e9 tudo o que eu queria, nas produ\u00e7\u00f5es autoria que sempre sonhei. Montar a Black Umbrella, nossa produtora, foi a decis\u00e3o mais acertada, porque t\u00ednhamos tudo: local, (filmamos em casa), equipamento de primeira linha, bons profissionais e uma cabe\u00e7a de TNT; muitas ideias e assuntos que entendemos ser relevantes para a sociedade e para o nosso desenvolvimento como ser humano. Decidimos que seria uma produtora de responsabilidade social! \u00c9 lindo ver meus filhos mergulhados na arte, na educa\u00e7\u00e3o (sou arte &#8211; educadora) e atentos para as necessidades sociais, comprometidos com um Brasil mais digno e sendo agentes proponentes dessas transforma\u00e7\u00f5es. Eu morro de orgulho!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ju Colombo se diverte na pele de Quintilha, dona da \u00fanica pousada de Canta Pedra, em Mar do sert\u00e3o. Leia entrevista! Nada que acontece em Canta Pedra passa despercebido por Quintilha. Vivida por Ju Colombo em Mar do sert\u00e3o, a dona da \u00fanica pousada da cidade j\u00e1 viu de tudo: de amores a conchavos pol\u00edticos. 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