{"id":21936,"date":"2022-10-30T08:22:18","date_gmt":"2022-10-30T11:22:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=21936"},"modified":"2022-10-29T10:30:42","modified_gmt":"2022-10-29T13:30:42","slug":"reality-self-made-brasil-mostra-que-a-cozinha-e-lugar-de-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/reality-self-made-brasil-mostra-que-a-cozinha-e-lugar-de-negocio\/","title":{"rendered":"Reality Self-made Brasil mostra que a cozinha \u00e9 lugar de neg\u00f3cio!"},"content":{"rendered":"<h3>Reality show <em>Self-Made Brasil<\/em> desafia empreendedores a criar produtos aliment\u00edcios que sejam gostosos e rent\u00e1veis<\/h3>\n<p>A bancada da cozinha virou um balc\u00e3o de neg\u00f3cios. Assim \u00e9 no reality show <em>Self-Made Brasil<\/em>, exibido \u00e0s quintas-feiras, \u00e0s 20h30, no Sony Channel. A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada por Sheron Menezzes e tem como mentores o chef Guga Rocha, a empres\u00e1ria especialista em inova\u00e7\u00e3o e ativista brasileira Monique Evelle e o diretor criativo Fernando Andreazi.<\/p>\n<p>Os competidores s\u00e3o empres\u00e1rios em in\u00edcio de carreira que precisam criar um produto aliment\u00edcio e apresent\u00e1-lo como um neg\u00f3cio rent\u00e1vel. &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma disputa, necessariamente, na qual voc\u00ea tem que fazer o melhor prato da forma mais bonita poss\u00edvel. Tem isso na primeira fase, para entendermos o sabor daquela comida, mas n\u00e3o se esgota nisso. Os empreendedores que v\u00e3o ficando passam pelo laborat\u00f3rios de constru\u00e7\u00e3o de marca&#8221;, avisa Monique em entrevista ao <strong>Correio<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Eu tive que eliminar sabores que eu realmente adorava porque n\u00e3o via como o neg\u00f3cio expandir. Para vencer, n\u00e3o \u00e9 preciso ser um expert da cozinha e, sim, desenvolver um baita produto e ter um plano de onde quer chegar com ele&#8221;, completa Fernando.<\/p>\n<p>Para chegar ao pr\u00eamio de R$ 25 mil de investimento inicial e de um acelerador para continuar na ativa, os competidores enfrentam cinco fases: pitch inicial, laborat\u00f3rio de produtos, laborat\u00f3rio de empreendedorismo, laborat\u00f3rio de marca e pitch final.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre buscamos excel\u00eancia. Mas, al\u00e9m da excel\u00eancia, a gente busca um produto que tenha uma conex\u00e3o com a hist\u00f3ria da pessoa que est\u00e1 ali. Todos os empres\u00e1rios hoje deveriam olhar para a sustentabilidade. Que traga, tamb\u00e9m, algo que seja conectado com os produtores regionais, locais. Que seja um produto justo, limpo, coerente, e que tenha possibilidade grande de ser um produto vend\u00e1vel, um produto de sucesso&#8221;, ensina Guga.<\/p>\n<p>Quem assistir \u00e0 temporada perceber\u00e1 algumas tend\u00eancias para o mercado de produtos gastron\u00f4micos. Para Guga, a vez \u00e9 dos produtos locais. Fernando elenca alguns nichos em alta: &#8220;Menos a\u00e7\u00facar pode significar mais sabor; o uso de colora\u00e7\u00f5es naturais; ingredientes verdadeiramente brasileiros; e o veganismo, que veio para ficar e expandir&#8221;.<\/p>\n<p>A aposta de Monique \u00e9 na comida saud\u00e1vel e no veganismo. &#8220;O veganismo liderou (entre os participantes) e isso \u00e9 maravilhoso, apesar de eu n\u00e3o ser vegana. Mostra que estamos apontando para um caminho de comida eficiente. Os pilares de veganismo, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e praticidade est\u00e3o em ascens\u00e3o e v\u00e3o continuar&#8221;, explica.<\/p>\n<h3>Entrevista com os jurados de Self-made Brasil<\/h3>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os maiores cuidados que um empreendedor do ramo aliment\u00edcio deve ter?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Guga Rocha<\/strong>: Prezar que o que ele est\u00e1 vendendo realmente seja um alimento. Voc\u00ea quer comer um produto \u00e0 base de tomate que realmente tenha tomate; um produto que diz ali que \u00e9 saud\u00e1vel e realmente seja saud\u00e1vel. A primeira coisa que voc\u00ea deve pensar \u00e9 em vender um produto que seja verdadeiro mesmo.<\/p>\n<p><strong>Monique Evelle<\/strong>: A qualidade do produto e tamb\u00e9m a conserva\u00e7\u00e3o. Alguns participantes conseguiram responder sobre isso, j\u00e1 outros, nem tanto. Se n\u00e3o tiver esse cuidado, vai vender um produto estragado e n\u00e3o vai ser bom para ningu\u00e9m, muito menos para sua empresa.<\/p>\n<p><strong>Fernando Andreaz<\/strong>i: Acredito que o maior desafio \u00e9 pensar em marca e, a partir dela, tomar decis\u00f5es de neg\u00f3cio. Que hist\u00f3ria esse produto vai contar pra quem o consome? Em que momento da vida ele vai fazer sentido? Indo mais longe ainda\u2026 O que ele simboliza\u00a0para as pessoas? Liberdade, artesanalidade, brasilidade? Para um empreendedor, \u00e9\u00a0importante ter essas respostas. Um biscoito de polvilho, um brigadeiro ou uma coxinha\u00a0muita gente j\u00e1 faz. Mas qual a marca que s\u00f3 esse produto \u00e9 capaz de deixar?<\/p>\n<p><strong>Houve alguma surpresa muito grande na temporada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Guga Rocha:<\/strong> Tivemos produtos realmente surpreendentes, sejam eles pela criatividade, sejam eles pela tradi\u00e7\u00e3o, pelo retorno das ra\u00edzes, ou realmente sejam eles pelo sabor.<\/p>\n<p><strong>Monique Evelle:<\/strong> Um participante que trouxe um p\u00e3o de sal redondo para hamb\u00farguer, e eu falei \u201cGente, quem traz um p\u00e3o?\u201d. E ele foi surpreendentemente um \u00f3timo empreendedor. Ele pode vender qualquer coisa com a garra que tem, com a mentalidade, experi\u00eancia e com os conhecimentos que ele quer adquirir. Teve uma outra pessoa que falava tanto do produto que nem falou o nome e sobrenome dela, isso me deixou encucada. No meu momento de laborat\u00f3rio de empreendedorismo, queria entender quem est\u00e1 por tr\u00e1s do neg\u00f3cio e ali ela me conquistou.<\/p>\n<p><strong>E uma decep\u00e7\u00e3o ou caso inusitado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Monique Evelle:<\/strong> Alguns participantes n\u00e3o conseguiram ter flexibilidade. Para alguns eu falei, \u201cvamos imaginar um caso em que o seu mercado n\u00e3o exista\u2026\u201d e elas falavam que n\u00e3o tinha como n\u00e3o existir, e tem sim.<\/p>\n<p><strong>Fernando Andreazi<\/strong>: Acho que tiveram pessoas que encantavam pelo jeito de falar e vender o pr\u00f3prio peixe, mas na hora do \u201cvamos ver\u201d entregaram muito pouco. Seja na vida\u00a0ou nos neg\u00f3cios, \u00e9 importante cumprir com o que foi prometido. Quando isso n\u00e3o acontece,\u00a0fica aquele gostinho de decep\u00e7\u00e3o na boca. N\u00e3o vou ficar aqui contando caso a caso\u2026 Vejam o programa porque est\u00e1 bem legal.<\/p>\n<p><strong>O Brasil tem v\u00e1rios reality shows de gastronomia. Qual \u00e9 o grande diferencial do <em>Self-made Brasil<\/em>? \u00c9 preciso saber cozinhar, por exemplo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Guga Rocha<\/strong>: Somos ali quatro pot\u00eancias que, juntos, tentamos realmente buscar e mentorear essas pessoas que l\u00e1 aparecem. O programa tamb\u00e9m tem uma emo\u00e7\u00e3o muito grande porque n\u00f3s somos muito humanos, nos conectamos muito \u00e0s pessoas. Ent\u00e3o, \u00e9 um programa que eu tenho certeza que quem assistir tamb\u00e9m vai se emocionar. Voc\u00ea n\u00e3o precisa saber cozinhar para assistir, \u00e9 l\u00fadico, divertido e um programa de empreendedorismo.<\/p>\n<p><strong>Monique Evelle<\/strong>: O grande diferencial do Self-Made Brasil \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 uma disputa necessariamente na qual voc\u00ea tem que fazer o melhor prato da forma mais bonita poss\u00edvel. Tem isso na primeira fase para entendermos o sabor daquela comida, mas n\u00e3o se esgota nisso. Os empreendedores que v\u00e3o ficando passam pelo laborat\u00f3rios de produtos, de empreendedorismo de constru\u00e7\u00e3o de marca.<\/p>\n<p><strong>Fernando Andreazi<\/strong>: \u00c9 um programa sobre empreendedorismo. Inclusive eu tive que eliminar sabores que eu realmente adorava porque n\u00e3o via como o neg\u00f3cio expandir. Para vencer, n\u00e3o \u00e9 preciso ser um expert da cozinha e sim desenvolver um baita produto e ter um plano de onde quer chegar com ele.<\/p>\n<p><strong>Existe alguma tend\u00eancia que voc\u00eas observaram para o setor?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Guga Rocha:<\/strong> A tend\u00eancia de crescimento \u00e9 exponencial, tendo em vista que<br \/>\nas pessoas, cada vez mais, se alimentam fora de casa, ou usam alimentos e<br \/>\nbebidas como formas de entretenimento. As pessoas est\u00e3o trabalhando muito com produtos locais, regionais, criando seus pr\u00f3prios produtos, seja ele um produto mais trabalhado, para estar nas prateleiras do mercado, ou seja simplesmente uma geleia, um queijo, um produto diferente, regional, que voc\u00ea consiga atender a uma clientela espec\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Monique Evelle:<\/strong> Sinto que cada vez mais se \u00e9 pensado em comidas saud\u00e1veis. Isso \u00e9 importante. O veganismo liderou e isso \u00e9 maravilhoso, apesar de eu n\u00e3o ser vegana. Mostra que estamos apontando para um caminho de comida eficiente. Os pilares de veganismo, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e praticidade, est\u00e3o em ascens\u00e3o e v\u00e3o continuar.<\/p>\n<p><strong>Fernando Andreazi:<\/strong> De cabe\u00e7a consigo me lembrar de muitas tend\u00eancias: Menos a\u00e7\u00facar pode significar mais sabor; colora\u00e7\u00f5es naturais; ingredientes verdadeiramente brasileiros; o veganismo, que veio para ficar e expandir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reality show Self-Made Brasil desafia empreendedores a criar produtos aliment\u00edcios que sejam gostosos e rent\u00e1veis. 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