{"id":22332,"date":"2023-01-22T06:23:35","date_gmt":"2023-01-22T09:23:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=22332"},"modified":"2023-01-20T16:37:12","modified_gmt":"2023-01-20T19:37:12","slug":"enrique-diaz-faz-balanco-de-ano-produtivo-de-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/enrique-diaz-faz-balanco-de-ano-produtivo-de-2022\/","title":{"rendered":"Enrique Diaz faz balan\u00e7o do ano produtivo de 2022"},"content":{"rendered":"<h2>Ator que estrelou Pantanal e est\u00e1 no ar em Mar de sert\u00e3o fala sobre a import\u00e2ncia do teatro para o pensamento da cena<\/h2>\n<p><strong>Por Pedro Ibarra<\/strong><\/p>\n<p>Atuar \u00e9 viver uma vida que n\u00e3o \u00e9 sua, \u00e9 dar voz a um personagem que n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea, mas, sobretudo, \u00e9 uma arte de cria\u00e7\u00e3o e estudo constante para desenvolver-se e ser sempre melhor. Enrique Diaz \u00e9 um desses atores que entendem o processo dessa forma, que est\u00e1 na busca constante para encontrar a evolu\u00e7\u00e3o. Em 2022, ele atuou em duas novelas, al\u00e9m de ter estrelado pe\u00e7as nos teatros do Rio de Janeiro, sempre transitando pelas v\u00e1rias formas de pensar a cena.<\/p>\n<p>Enrique Diaz foi respons\u00e1vel por Gil da novela <strong><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?s=Pantanal\">Pantanal<\/a><\/strong> e est\u00e1 no ar como Timb\u00f3 em <strong><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/tag\/mar-do-sertao\/\">Mar do sert\u00e3o<\/a><\/strong>. Ele tamb\u00e9m dirigiu pe\u00e7as no Teatro Poeira, onde est\u00e1 em cartaz com o espet\u00e1culo O espectador at\u00e9 26 de janeiro.<\/p>\n<p>O ator classifica o ano passado como &#8220;produtivo&#8221;, por\u00e9m n\u00e3o deixa de pontuar a preocupa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds. &#8220;O ano de 2022 foi muito dif\u00edcil para o pa\u00eds, passamos por um per\u00edodo pol\u00edtica e economicamente muito complicado e um p\u00f3s-pandemia complexo. Ent\u00e3o o estado e o sentimento geral n\u00e3o s\u00e3o bons&#8221;, avalia. Contudo, sobre o trabalho o sentimento final foi positivo. &#8220;O ano foi, apesar de muito cansativo, muito produtivo e recompensador pelos trabalhos, personagens e equipes. Foi um ano bem louco, mas estamos acabando com f\u00e9 no que vai vir para o ano que vem&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>, Enrique fez um balan\u00e7o de 2022 e falou muito sobre a cena, a arte que o move durante toda carreira.<\/p>\n<h3>Entrevista\/Enrique Diaz<\/h3>\n<p><strong>Voc\u00ea fez dois personagens na tev\u00ea aberta, Gil e Timb\u00f3. Como voc\u00ea v\u00ea a sua atua\u00e7\u00e3o nos dois casos considerando as diferen\u00e7as entre as produ\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Esses dois trabalhos s\u00e3o muito potentes, s\u00e3o novelas que marcam momentos importantes na hist\u00f3ria da televis\u00e3o a meu ver. Os dois personagens que t\u00eam em comum o elemento da discuss\u00e3o social, s\u00e3o pessoas espoliadas dos bens, est\u00e3o na linha da fome. O Gil, por exemplo, tem que emigrar do lugar que ele vive em fun\u00e7\u00e3o da perda dos filhos e da terra. Ele traz elementos muito importantes que dialogam com as quest\u00f5es pol\u00edticas deste ano, da fase dif\u00edcil que estamos vivendo. O Timb\u00f3 tem uma colora\u00e7\u00e3o muito mais viva e humorada, mas que tamb\u00e9m representa uma parte muito grande da popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 desprovida de meios e direitos, s\u00e3o pessoas que precisamos pensar com muita contund\u00eancia.<\/p>\n<p>Em termos da natureza dos personagens para mim como ator, \u00e9 muito bom ter essa varia\u00e7\u00e3o do mais tr\u00e1gico, como Gil do Pantanal, um personagem muito triste, mas muito amoroso; e o Timb\u00f3 que tem o lado do amor e da fam\u00edlia, mas \u00e9 uma pessoa picaresca do humor, na linhagem do Jo\u00e3o Grillo e da com\u00e9dia brasileira. Poder exercitar a atua\u00e7\u00e3o nesse espectro t\u00e3o amplo \u00e9 muito bom e me d\u00e1 muito prazer sempre, principalmente por serem figuras muito bem escritas em novelas muito bem escritas e muito bem realizadas<\/p>\n<p><strong>Falando sobre o Gil, como foi o retorno ao m\u00e1gico mundo de Pantanal?<\/strong><\/p>\n<p>Teve essa particularidade incr\u00edvel que foi eu estar voltando para a mesma novela em uma nova vers\u00e3o. Mesmo tendo apenas feito uma participa\u00e7\u00e3o bem pequenininha h\u00e1 30 anos como filho do Gil, ent\u00e3o fui pai de mim mesmo e filho de mim mesmo. Foi lindo n\u00e3o s\u00f3 pela for\u00e7a que a novela teve no passado e agora e da import\u00e2ncia da discuss\u00e3o que faz sobre o meio ambiente impl\u00edcita, mas por me ver ali. Ver o tempo passando, a rela\u00e7\u00e3o com os filhos, das perdas, dos ganhos e do tempo passando. Achei uma coincid\u00eancia bela. A rela\u00e7\u00e3o com a equipe foi muito bacana.<\/p>\n<p>O Pantanal fala dessa cis\u00e3o social que n\u00e3o se resolve, ele toca no tema dos exclu\u00eddos, isso est\u00e1 l\u00e1 presente ainda hoje cada vez mais. \u00c9 importante que isso apare\u00e7a na tev\u00ea aberta, que a gente pense e trabalhe sobre isso.<\/p>\n<p><strong>Sobre Mar do sert\u00e3o, o que o Timb\u00f3 te trouxe de novo em seus trabalhos para televis\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Mar do sert\u00e3o \u00e9 uma novela muito linda, muito prop\u00edcia para esse momento de restaura\u00e7\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o que traz muita familiaridade. Um universo muito conhecido da cidadezinha nordestina, com suas figuras ic\u00f4nicas. Ela nos ajuda a nos reconhecermos. Acho curioso tamb\u00e9m o Nordeste ter sido a regi\u00e3o que fez a elei\u00e7\u00e3o do Lula acontecer de maneira t\u00e3o expl\u00edcita, inclusive sendo vilipendiado e maltratado pelo ex-presidente. Agora \u00e9 \u00e9poca de uma novela muito amorosa.<\/p>\n<p>O Timb\u00f3 \u00e9 maravilhoso, com detalhamentos de pros\u00f3dia, de tipos de fala e de lugar no mundo. Um ser desprovido de bens materiais, mas sempre com muita f\u00e9, muito humor e amor pela fam\u00edlia. Ele tem problemas \u00e9ticos, com um machismo empedernido que as pessoas criticam com total raz\u00e3o e ao mesmo tempo um carisma muito grande que as pessoas amam de todo o cora\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 complexo, amoroso, carism\u00e1tico e que me deixa muito feliz. A parceria com os atores que fazem a minha fam\u00edlia \u00e9 sensacional. Adoro a Clarissa Pinheiro, a Sara Vidal, o Lucas Galvino e o Miguel Venerabile. Eu estou amando fazer esse personagem, \u00e9 um presente mesmo para mim.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea sempre foi muito ativo no teatro. Como o seu empenho nessa forma de interpretar te d\u00e1 profundidade no seu trabalho em televis\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Eu fiz muito teatro na vida tanto atuando quanto dirigindo. Acredito que o teatro tem uma caracter\u00edstica em geral, que \u00e9 a oportunidade da gente se debru\u00e7ar mais nas discuss\u00f5es de dramaturgia, atua\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o de arte e est\u00e9tica, de alguma maneira h\u00e1 pensamento sobre a cena. A televis\u00e3o acaba sendo um espa\u00e7o que voc\u00ea pode exercer esse pensamento a partir da dramaturgia. A proposi\u00e7\u00e3o do pensamento, seja em qualquer aspecto, est\u00e1 ali para que possamos executar aquela cena. A gente consegue aprofundar um pouco mais quando desenvolvemos pensamento sobre os materiais que nos d\u00e3o. O treinamento no teatro colabora bastante com a compreens\u00e3o do que a cena pode ser.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia de o p\u00fablico frequentar mais o teatro e de se encontrar maneiras dessa forma de arte ser acess\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p>O teatro \u00e9 diferente do meio audiovisual porque \u00e9 necess\u00e1ria a presen\u00e7a fixa, mas a quest\u00e3o da escala possibilita que voc\u00ea tenha v\u00e1rias oportunidades de assistir ao espet\u00e1culo. No teatro podemos falar de coisas mais singulares, experimentando e sendo mais espec\u00edficas. Ent\u00e3o ele \u00e9 um espa\u00e7o de imagin\u00e1rio, fuga dos clich\u00eas e estere\u00f3tipos muito amplo. A gente faz o exerc\u00edcio de sair dos espa\u00e7os que a gente \u00e9 confinado, em termos sociais e de imagina\u00e7\u00e3o. Assim como a literatura, a gente cria espa\u00e7os e isso serve muito para a vida ps\u00edquica.<\/p>\n<p>\u00c9 essencial que o espa\u00e7o do teatro seja estimulado e utilizado, inclusive de forma educacional e de pr\u00e1tica em v\u00e1rias inst\u00e2ncias da sociedade, para al\u00e9m do profissional em que se paga ingresso. Teatro \u00e9 muito importante, ele \u00e9 a pr\u00e1tica do imagin\u00e1rio em corpo e espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Se pudesse seguir s\u00f3 em um. Seguiria no teatro ou atua\u00e7\u00e3o para as telas?<\/strong><\/p>\n<p>Eu gosto muito do tr\u00e2nsito entre linguagens, g\u00eaneros e ve\u00edculos. Ent\u00e3o eu jamais poderia escolher entre uma coisa ou outra, estou sempre passeando entre eles e usando o espa\u00e7o como ant\u00eddoto e complemento para outro. Amo teatro, tev\u00ea e cinema, amo a arte em geral. N\u00e3o abro m\u00e3o de nenhum desses espa\u00e7os para mim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ator que estrelou Pantanal e est\u00e1 no ar em Mar de sert\u00e3o fala sobre a import\u00e2ncia do teatro para o pensamento da cena Por Pedro Ibarra Atuar \u00e9 viver uma vida que n\u00e3o \u00e9 sua, \u00e9 dar voz a um personagem que n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea, mas, sobretudo, \u00e9 uma arte de cria\u00e7\u00e3o e estudo constante para desenvolver-se e ser sempre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":132,"featured_media":22333,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4993,4750,87,3595,4994],"class_list":["post-22332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-enrique-diaz","tag-mar-do-sertao","tag-novela","tag-pantanal","tag-teatro-poeira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/132"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22332"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22335,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22332\/revisions\/22335"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}