{"id":22611,"date":"2023-03-19T06:00:53","date_gmt":"2023-03-19T09:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=22611"},"modified":"2023-03-17T20:52:32","modified_gmt":"2023-03-17T23:52:32","slug":"rye-lane-estreia-um-novo-ponto-de-vista-das-comedias-romanticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/rye-lane-estreia-um-novo-ponto-de-vista-das-comedias-romanticas\/","title":{"rendered":"Rye Lane estreia um novo ponto de vista das com\u00e9dias rom\u00e2nticas"},"content":{"rendered":"<h3>Em entrevista ao Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo,\u00a0a diretora Raine Allen-Miller fala sobre o Rye Lane da Star+ e as v\u00e1rias possibilidades de fazer um cinema diferente<\/h3>\n<p>O mercado do audiovisual est\u00e1 mudando aos poucos e, mesmo que devagar, alguns novos nomes est\u00e3o tendo a oportunidade de mostrar a pr\u00f3pria perspectiva por meio dos filmes e at\u00e9 das s\u00e9ries.<em> Rye Lane<\/em>, estreia da semana na <strong><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/tag\/star\/\">Star+<\/a><\/strong> , \u00e9 um desses filmes que inova dentro do g\u00eanero e faz algo que \u00e9 divertido, engra\u00e7ado, mas com cuidado est\u00e9tico e muita originalidade.<\/p>\n<p>O longa \u00e9 uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica que acompanha Dom (David Jonsson) e Yas (Vivian Oparah), duas pessoas que se encontram em um banheiro neutro e iniciam uma rela\u00e7\u00e3o baseada em tentar vingan\u00e7a de situa\u00e7\u00f5es que ex-namorados os fizeram passar. O filme \u00e9 dirigido pela estreante Raine Allen-Miller e tem como principal cen\u00e1rio a cidade de Londres, mais precisamente as \u00e1reas de Peckham e Brixton, regi\u00f5es marcantes da capital brit\u00e2nica.<\/p>\n<p>A ideia do filme \u00e9 conquistar o espectador pelo carisma dos personagens e o exuberante visual, mas tamb\u00e9m pela linguagem universal do amor. &#8220;\u00c9 muito importante, para mim, que os personagens sejam universalmente gost\u00e1veis. Mesmo que o filme seja incrivelmente brit\u00e2nico, todo mundo no planeta sabe como \u00e9 o sentimento de estar se apaixonando&#8221;, afirma a diretora, em entrevista ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>. Para Raine, o trabalho dela \u00e9 mostrar um lindo mundo dentro da realidade. &#8220;Meu trabalho como cineasta \u00e9 pegar algo que \u00e9 real e dar um toque de m\u00e1gica. Eu estou capturando coisas que acontecem na vida real, mas o fato de elas estarem na tela deixa tudo mais m\u00e1gico&#8221;, acredita.<\/p>\n<p>Raine \u00e9 muito inventiva tamb\u00e9m na forma de filmar e usa muitas sa\u00eddas t\u00e9cnicas de cinema que d\u00e3o um car\u00e1ter empolgante para a produ\u00e7\u00e3o, com um tratamento especial para um fator: a cor. &#8220;A minha abordagem no fazer cinema \u00e9 algo que eu penso h\u00e1 muito tempo. Eu dirijo comerciais e curtas j\u00e1 faz tempo, e uma coisa que eu gosto \u00e9 usar e brincar com as cores&#8221;, explica. &#8220;Contudo, para mim, a parte mais importante \u00e9 que o filme n\u00e3o se descole da realidade. Uma coisa bonita de Rye Lane, \u00e9 que tudo ali \u00e9 real. Se voc\u00ea vai ao Brixton Market, lugar onde gravamos, vai ver aquilo que voc\u00ea v\u00ea na tela&#8221;, acrescenta. &#8220;Tudo se eleva apenas pela forma que filmamos e coreografias, n\u00f3s quer\u00edamos que aquelas cores se destacassem.&#8221;<\/p>\n<h2>O mundo com outros olhos<\/h2>\n<p>Para Raine, o fato de <em>Rye Lane<\/em> ser diferente tem rela\u00e7\u00e3o com oportunidades. &#8220;Eu acredito que seja outro ponto de vista. Pessoas como eu n\u00e3o t\u00eam a oportunidade de fazer tantos filmes. Como eu vejo o mundo de uma forma diferente daqueles que comumente est\u00e3o fazendo cinema, quase tudo desse filme traz algo novo&#8221;, analisa a cineasta, uma mulher negra brit\u00e2nica, perfil mais raro em posi\u00e7\u00f5es de comando no cinema. &#8220;N\u00e3o estou falando s\u00f3 de mulheres negras. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre mulheres, nem s\u00f3 sobre pessoas negras. Tem que ser levado em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o de classe, oportunidade e privil\u00e9gio.&#8221;<\/p>\n<p>Ela pede que pessoas de todos os contextos sejam consideradas, para que todas as experi\u00eancias estejam representadas na tela. &#8220;N\u00f3s somos capazes, e h\u00e1 pessoas, de todos os contextos poss\u00edveis, capazes de fazer algo bom, que conseguem fazer um bom cinema&#8221;, diz. &#8220;Eu sou uma nova voz e espero que as pessoas tenham mais oportunidades. Que quem est\u00e1 no poder perceba que \u00e9 necess\u00e1rio contratar pessoas com vozes diferentes para fazer filmes&#8221;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo,\u00a0a diretora Raine Allen-Miller fala sobre o Rye Lane da Star+ e as v\u00e1rias possibilidades de fazer um cinema diferente O mercado do audiovisual est\u00e1 mudando aos poucos e, mesmo que devagar, alguns novos nomes est\u00e3o tendo a oportunidade de mostrar a pr\u00f3pria perspectiva por meio dos filmes e at\u00e9 das s\u00e9ries. 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