{"id":22675,"date":"2023-04-02T06:21:02","date_gmt":"2023-04-02T09:21:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=22675"},"modified":"2023-04-01T16:28:43","modified_gmt":"2023-04-01T19:28:43","slug":"orlando-caldeira-a-tv-tem-um-papel-muito-importante-no-combate-ao-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/orlando-caldeira-a-tv-tem-um-papel-muito-importante-no-combate-ao-racismo\/","title":{"rendered":"Orlando Caldeira: &#8220;A TV tem um papel muito importante no combate ao racismo&#8221;"},"content":{"rendered":"<h3>Orlando Caldeira, ator que vive o jornalista Anthony Ver\u00e3o em <em>Vai na f\u00e9<\/em>, defende o jornalismo de fofoca praticado pelo personagem e mostra que a arte dele ultrapassa a fronteira dos palcos<\/h3>\n<p>A arte tem a capacidade de movimentar a sociedade. \u00c9 assim que Orlando Caldeira age, seja quando vive o engra\u00e7ado Anthony Ver\u00e3o de <em>Vai na f\u00e9<\/em>, seja quando encara temas mais \u00e1rduos nos palcos ao lado do Coletivo Preto. &#8220;A TV tem um papel muito importante e necess\u00e1rio no combate ao racismo, no compromisso em retratar a vida de uma forma um pouco mais real&#8221;, afirma o ator, em entrevista ao <strong>Correio<\/strong>.<\/p>\n<p>Orlando tamb\u00e9m defende que Anthony Ver\u00e3o supera a simples com\u00e9dia. E comemora que a autora Rosane Svartman o construa assim. &#8220;Eu tenho uma preocupa\u00e7\u00e3o para que o Antony Ver\u00e3o n\u00e3o seja raso. Esse cara que \u00e9 um personagem de si mesmo, que cria uma forma ali para estar no mundo. Ele por tr\u00e1s daquilo tem v\u00e1rias camadas, v\u00e1rias dores&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Na entrevista a seguir, Orlando Caldeira fala sobre jornalismo de fofoca, <em>Vai na f\u00e9<\/em>, teatro, racismo e a marca de saias masculinas que criou, a Galo Solto. Confira!<\/p>\n<h3>Entrevista \/\/ Orlando Caldeira<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22678\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2.jpg 1200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2-768x416.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2-800x433.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2-550x298.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando_Caldeira2-230x125.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea definiria o Anthony Ver\u00e3o, de Vai na f\u00e9?<br \/>\n<\/strong>\u00c9 algu\u00e9m que, no momento que precisava, agarrou a primeira oportunidade e se dedica a ela, mas n\u00e3o abre m\u00e3o da \u00e9tica para desenvolver o seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>Viver um jornalista em Vai na f\u00e9 mudou sua rela\u00e7\u00e3o com a imprensa ou o modo de ver o trabalho jornal\u00edstico de alguma forma?<br \/>\n<\/strong>Mudou completamente. Antes eu j\u00e1 tinha uma breve ideia da import\u00e2ncia do jornalismo que se dedica \u00e0 fofoca. N\u00e3o estou falando do jornalismo esportivo ou pol\u00edtico, porque acho que eles cumprem um outro papel e n\u00e3o precisamos justificar a import\u00e2ncia deles. Mas o de fofoca \u00e9 importante porque ele retroalimenta esse lugar do showbusiness. \u00c9 como se a gente pensasse assim: na vida de uma planta, o jornalismo de fofocas \u00e9 o adubo \u2014 ele faz com que a planta cres\u00e7a. E quando falo crescer \u00e9 porque voc\u00ea ser assunto \u00e9 poder. Estar na boca do povo, circular nos ouvidos. Infelizmente quando falam mal \u00e9 ruim, mas tudo tem seu valor. Por isso h\u00e1 de ter \u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>Novelas costumam retratar o jornalista de fofoca de uma maneira mais estereotipada. Como n\u00e3o cair nessa armadilha?<br \/>\n<\/strong>Primeiro, eu acho que precisamos discutir sobre os estere\u00f3tipos. Eles existem na sociedade. A gente conhece pessoas que s\u00e3o um tom acima e est\u00e1 tudo certo. Eu falo isso porque tem muitas pessoas que eu conhe\u00e7o que penso: &#8220;se em uma novela tivesse um personagem assim, a gente ia falar que est\u00e1 over&#8221;. Mas essa pessoa existe e est\u00e1 aqui do meu lado, vivendo. Eu tenho uma preocupa\u00e7\u00e3o para que o Anthony Ver\u00e3o n\u00e3o seja raso. Esse cara que \u00e9 um personagem de si mesmo, que cria uma forma ali para estar no mundo. Por tr\u00e1s daquilo, ele tem v\u00e1rias camadas, v\u00e1rias dores.<\/p>\n<p><strong>Que dores s\u00e3o essas?<br \/>\n<\/strong>Acho que ele tem uma certa frustra\u00e7\u00e3o da vida e projeta isso no trabalho, tentando combater as injusti\u00e7as sociais da forma dele \u2014 &#8220;u\u00e9, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 uma celebridade famosa, que ganha milh\u00f5es do nosso dinheiro? Ent\u00e3o, temos o poder de consumir a sua vida porque voc\u00ea usa sua vida para se monetizar&#8221; \u2014 e ele usa essa justi\u00e7a social. Essa quest\u00e3o de ele ser fofoqueiro parece que a todo momento diminui o fato de ele ser um jornalista e ele sempre deixa claro que \u00e9 um jornalista. Isso \u00e9 muito importante porque faz com que ele saia desse lugar do fofoqueiro que faz fofoca e tenha camadas que fa\u00e7am ele se impor na sociedade, lutar contra o que ele acha ser uma injusti\u00e7a, usar as frustra\u00e7\u00f5es para o trabalho, enfim.<\/p>\n<p><strong>O Anthony viveu um romance no passado com Vitinho (Lu\u00eds Lobianco). Como essa rela\u00e7\u00e3o ser\u00e1 retratada na novela?<br \/>\n<\/strong>Uma coisa genial que eu acho nessa novela \u00e9 que ela n\u00e3o espetaculariza a rela\u00e7\u00e3o homoafetiva. Assim como temos rela\u00e7\u00f5es heterossexuais na trama, temos essa que \u00e9 homossexual e isso n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o. A quest\u00e3o \u00e9, por exemplo, o Anthony se sentir deixado de lado pelo Vitinho. Essa naturaliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es. E a Rosane Svartman escreve brilhantemente essa rela\u00e7\u00e3o e esses dois personagens, que s\u00e3o duas pessoas que t\u00eam suas diferen\u00e7as, mas que, por terem vivido uma hist\u00f3ria, se conectam quando querem chegar a algum lugar. Ent\u00e3o, eles t\u00eam suas diferen\u00e7as, mas se unem para conquistar algo.<\/p>\n<p><strong>Nos palcos, voc\u00ea \u00e9 um dos diretores do Coletivo Preto. Como \u00e9 esse trabalho? \u00c9 mais f\u00e1cil chegar \u00e0s pessoas com um assunto t\u00e3o importante pela com\u00e9dia?<br \/>\n<\/strong>O Coletivo Preto pensa o protagonismo negro nas artes e temos uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es voltadas para esse prop\u00f3sito, de criar dramaturgias em que o homem e a mulher negra estejam em lugar de protagonismo e criar caminhos poss\u00edveis para que, al\u00e9m das cenas, tenhamos cada vez mais profissionais negros nas artes. O novo projeto do coletivo, que se chama Pelada, vai usar as narrativas do sub\u00farbio pelo humor. O espet\u00e1culo faz parte do projeto <em>Trilogia do Sub\u00farbio<\/em>, em que a gente usa a entrega e as rela\u00e7\u00f5es suburbanas para explorar essas situa\u00e7\u00f5es a partir do olhar da arte. No primeiro, que \u00e9 o Pelada, pensamos em trazer o humor para conduzir essa hist\u00f3ria, e a gente acredita que o humor, por meio da condu\u00e7\u00e3o desse espet\u00e1culo, \u00e9 interessante porque conseguimos conectar mais pessoas, e ao mesmo tempo acreditamos que precisamos rir, como um ato pol\u00edtico.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22677\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3.jpg 1200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3-768x416.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3-800x433.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3-550x298.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/04\/Orlando-Caldeira3-230x125.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea \u00e9 do sub\u00farbio. Vai na f\u00e9 tem um grande n\u00facleo de pretos e que tamb\u00e9m s\u00e3o de l\u00e1. Qual a import\u00e2ncia dessa representatividade numa novela?<br \/>\n<\/strong>A quest\u00e3o da representatividade negra nas telas precisa ir al\u00e9m dessa quest\u00e3o do corpo preto relacionado \u00e0 precariedade, ao sub\u00farbio, \u00e0 favela. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre isso. A quest\u00e3o da presen\u00e7a do corpo preto na tela \u00e9 porque estamos falando num pa\u00eds onde mais da metade da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra, onde a cada 23 minutos um jovem negro \u00e9 morto. Ent\u00e3o, a TV tem um papel muito importante e necess\u00e1rio no combate ao racismo, no compromisso em retratar a vida de uma forma um pouco mais real. \u00c9 claro que estamos falando ali de uma fic\u00e7\u00e3o, mas se estamos em um pa\u00eds que \u00e9 majoritariamente negro, n\u00e3o faz sentido a escala\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponder a esse prop\u00f3sito.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea era crian\u00e7a, isso n\u00e3o era t\u00e3o comum. Quem te representava nas telas?<br \/>\n<\/strong>\u00c9 em cima desse pensamento que toda essa discuss\u00e3o sobre representatividade negra e a falta dela mostra o quanto isso \u00e9 dr\u00e1stico e catastr\u00f3fico em uma sociedade. Eu tinha pouqu\u00edssimas representa\u00e7\u00f5es negras positivas. Hoje, reconhe\u00e7o o Mussum, mas, na \u00e9poca, era o apelido que usavam quando queriam me ofender. Ent\u00e3o, hoje eu tenho discernimento de entender o grande artista que o Ant\u00f4nio Carlos Bernardes, o ator que fez o Mussum, era. Hoje, eu consigo ter essa no\u00e7\u00e3o. Mas, na \u00e9poca, por causa do racismo e de ter poucas pessoas interpretando personagens que est\u00e3o al\u00e9m do estere\u00f3tipo, os que tinham eram usados contra n\u00f3s mesmos. Outro exemplo era o Jorge Lafond, a Vera Ver\u00e3o. Eu sou um homem negro e gay e, na minha inf\u00e2ncia, quando queriam me ofender, me chamavam de Vera Ver\u00e3o. E olhar para a Vera Ver\u00e3o e toda a trajet\u00f3ria do Jorge, que foi o primeiro &#8220;Rainho&#8221; de Bateria de uma escola de samba do Brasil, e o \u00fanico que teve at\u00e9 hoje, me enche de orgulho. Se hoje ainda se tem muito preconceito contra o corpo negro e gay, nos anos 1980, ent\u00e3o, nem se fala.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea \u00e9 criador da marca Galo Solto, de saias masculinas. Como surgiu essa ideia? A moda tamb\u00e9m \u00e9 um meio de express\u00e3o de sua veia art\u00edstica?<br \/>\n<\/strong>Sim, sem d\u00favida. A Galo Soltou surgiu do interesse de poder usar saia, e pensar uma saia que se adequasse. Eu e meu s\u00f3cio, quando quer\u00edamos usar uma saia, t\u00ednhamos que usar uma que fosse pensada e feita pela modelagem feminina e torcer para que ela coubesse na gente. E entendemos que precis\u00e1vamos fazer algumas adapta\u00e7\u00f5es na saia, coisas simples, como bolso, ou que n\u00e3o marcasse muito as nossas partes \u00edntimas. Ent\u00e3o, come\u00e7amos a desenvolver, demorou mais ou menos um ano. A minha fam\u00edlia trabalha com moda, minha irm\u00e3 \u00e9 professora de modelagem, minha m\u00e3e tem um ateli\u00ea. A gente desenhava e minha fam\u00edlia fazia a modelagem. Fizemos o prot\u00f3tipo primeiro, e vimos que ali tinha um produto e criamos a marca.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o houve estranhamento no in\u00edcio?<br \/>\n<\/strong>\u00c9 muito interessante a gente pensar essa discuss\u00e3o, de saia para homem, quando, na verdade, a saia sempre esteve presente no vestu\u00e1rio masculino. Hoje, se a gente for ao Oriente M\u00e9dio, os homens usam t\u00fanica, um vestido, uma saia. Enfim, v\u00e1rios \u00edcones da hist\u00f3ria estavam de saia, e a sociedade moderna criou um tabu diante da saia, quando \u00e9 uma pe\u00e7a de roupa que te potencializa, te deixa mais bonito, expande as possibilidades, \u00e9 pr\u00e1tica. Enfim, a moda, sem d\u00favidas, \u00e9 uma forma de dizer algo para o mundo, e quando a gente pensa em um homem de saia, estamos dizendo muitas coisas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orlando Caldeira, o Anthony de Vai na f\u00e9, defende o jornalismo de fofoca praticado pelo personagem e mostra que a arte ultrapassa a fronteira dos palcos<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":22676,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[22,5085,4987],"class_list":["post-22675","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-novela","tag-globo","tag-orlando-caldeira","tag-vai-na-fe"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22675"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22679,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22675\/revisions\/22679"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}