{"id":23882,"date":"2023-12-02T10:00:00","date_gmt":"2023-12-02T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=23882"},"modified":"2023-12-01T21:51:58","modified_gmt":"2023-12-02T00:51:58","slug":"a-vida-nos-faz-aprender-a-lidar-com-a-morte-afirma-joao-fenerich","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/a-vida-nos-faz-aprender-a-lidar-com-a-morte-afirma-joao-fenerich\/","title":{"rendered":"&#8220;A vida nos faz aprender a lidar com a morte&#8221;, afirma Jo\u00e3o Fenerich"},"content":{"rendered":"<h3>Ator paulistano fez novela <em>Quanto mais vida melhor e\u00a0<\/em>est\u00e1 nas s\u00e9ries originais do Globoplay <em>Fim<\/em> e <em>Betinho: no fio da navalha<\/em>, que falam sobre a finitude da vida<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Patrick Selvatti<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s participar de <em>Quanto mais vida melhor<\/em>, Jo\u00e3o Fenerich pode ser visto em dois novos trabalhos da Globo. Ele est\u00e1, ao mesmo tempo, nas s\u00e9ries originais do Globoplay <em>Fim<\/em> e <em>Betinho: no fio da navalha<\/em>. Coincidentemente, as tr\u00eas produ\u00e7\u00f5es falam sobre a morte. Para o ator, a pr\u00f3pria vida faz a gente aprender a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Esse ano, eu acabei tendo que lidar com muita coisa, entre doen\u00e7as, mortes e uma vida acontecendo. Isso fez com que, sem d\u00favida, este tenha sido o meu pior ano em quest\u00e3o de sa\u00fade mental. Minha m\u00e3e teve um c\u00e2ncer e precisou, em janeiro, se submeter a um transplante de medula \u00f3ssea. No meio desse tratamento, eu gravava Betinho. Tamb\u00e9m tive que lidar com a morte de familiares, suas resolu\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e, em julho, eu tive muitas crises de p\u00e2nico e de ansiedade&#8221;, relatou Fenerich.<\/p>\n<p>O paulistano de 34 anos destaca que foi uma jornada muito dif\u00edcil, mas o mais importante foi entender que n\u00e3o precisava passar por\u00a0ela sozinho. &#8220;Eu tenho uma tend\u00eancia de querer dar conta de segurar todos os pratinhos de uma s\u00f3 vez. Compartilhar \u00e9 fundamental &#8211; e eu fiz isso&#8221;, destacou ele, que tamb\u00e9m est\u00e1 em <em>Reis<\/em>, na Record.<\/p>\n<p>Para Jo\u00e3o, o que mais tem chamado sua aten\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie b\u00edblica \u00e9 a interseccionalidade entre os fatos. N\u00f3s estamos contando a hist\u00f3ria de Salom\u00e3o, que se passa entre 970 e 930 a.C. e ver, ao mesmo tempo, a escalada da guerra entre Israel\/Hamas, \u00e9 algo que causa um certo estranhamento com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 humanidade&#8221;, ele relaciona.<\/p>\n<p><span class=\"selectable-text copyable-text\">Al\u00e9m dos projetos no audiovisual, Jo\u00e3o Fenerich est\u00e1, em S\u00e3o Paulo, com a pe\u00e7a P<em>unk Rock<\/em>, um texto de Simon Stephens que aborda temas como o bullying e o massacre infantil em uma escola. Ele vive Bennett, piv\u00f4 do massacre, o aluno que pratica bullying com os colegas e instiga o assassino \u00e0 realizar o atentado.\u00a0O ator tamb\u00e9m assumiu a produ\u00e7\u00e3o executiva do longa <em>Consequ\u00eancias paralelas<\/em>, que rodou no ano passado com os atores Carol Macedo e Felipe Hintze e dire\u00e7\u00e3o de Gabriel Fran\u00e7a e CD Vallada.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"selectable-text copyable-text\">Fenerich tamb\u00e9m \u00e9 fot\u00f3grafo, paix\u00e3o que lhe j\u00e1 rendeu dois pr\u00eamios internacionais com fotos feitas no Myanmar e no Nepal.\u00a0 O hobby\u00a0aconteceu por acaso, quando pegou a c\u00e2mera de um amigo emprestada para uma ida a Cuba, e acabou rendendo bons cliques. Quando fez o mochil\u00e3o pela \u00c1sia, comprou a primeira c\u00e2mera semi-profissional. Desde ent\u00e3o, o virginiano vem apurando o olhar como fot\u00f3grafo e retratando um pouco da sua vida e das suas viagens. Entre seus projetos nessa \u00e1rea est\u00e3o: retratar a import\u00e2ncia dos botecos e suas personalidades para o desenvolvimento social das comunidades do Rio de Janeiro; um projeto-manifesto chamado <em>Everyone is welcome<\/em> sobre o fen\u00f4meno da situa\u00e7\u00e3o dos refugiados no mundo e o atual cen\u00e1rio complexo das migra\u00e7\u00f5es; e um projeto de fotografar pessoas albinas na \u00c1frica, mais precisamente na Tanz\u00e2nia e em Gana.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_23886\" aria-describedby=\"caption-attachment-23886\" style=\"width: 682px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-23886\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/12\/20220416-joao-fenerich-6-quanto-mais-vida-melhor-foto-globo-682x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"682\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/12\/20220416-joao-fenerich-6-quanto-mais-vida-melhor-foto-globo-682x1024.jpg 682w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/12\/20220416-joao-fenerich-6-quanto-mais-vida-melhor-foto-globo-200x300.jpg 200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/12\/20220416-joao-fenerich-6-quanto-mais-vida-melhor-foto-globo-768x1153.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/12\/20220416-joao-fenerich-6-quanto-mais-vida-melhor-foto-globo.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/12\/20220416-joao-fenerich-6-quanto-mais-vida-melhor-foto-globo-550x826.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2023\/12\/20220416-joao-fenerich-6-quanto-mais-vida-melhor-foto-globo-230x345.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23886\" class=\"wp-caption-text\">Em Quanto mais vida melhor, Jo\u00e3o Fenerich interpretou um m\u00e9dico<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>ENTREVISTA\/ Jo\u00e3o Fenerich<\/h3>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><strong><span class=\"selectable-text copyable-text\">O que voc\u00ea tira de maior aprendizado nas produ\u00e7\u00f5es b\u00edblicas em que atuou na Record?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><span class=\"selectable-text copyable-text\">Acho que o que mais t\u00eam me chamado \u00e0 aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a interseccionalidade entre os fatos. N\u00f3s estamos contando a hist\u00f3ria de Salom\u00e3o, que se passa entre 970 e 930 a.C. e ver, ao mesmo tempo, a escalada da guerra entre Israel &#8211; Hamas, \u00e9 algo que causa um certo estranhamento com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 humanidade. Al\u00e9m do mais, eu acho muito bonito poder contar uma hist\u00f3ria como essas e com tantos elementos que ajudam a cont\u00e1-la de uma forma que s\u00f3 o audiovisual pode proporcionar. Os cen\u00e1rios, figurinos, caracteriza\u00e7\u00e3o dos atores, tudo \u00e9 muito impec\u00e1vel. E o trabalho de prepara\u00e7\u00e3o art\u00edstica sobre a hist\u00f3ria em si \u00e9 algo a ser elogiado. A energia das filmagens \u00e9 \u00f3tima!<\/span><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><strong><span class=\"selectable-text copyable-text\">A novela <em>Quanto mais vida melhor<\/em> e as s\u00e9ries <em>Fim<\/em> e <em>Betinho<\/em> falam muito sobre a finitude da vida. Como voc\u00ea lida com situa\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 doen\u00e7a e morte?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><span class=\"selectable-text copyable-text\">Eu acho que a vida faz a gente aprender a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. Esse ano eu acabei tendo que lidar com muita coisa, entre doen\u00e7as, mortes e uma vida acontecendo. Isso fez com que, sem d\u00favida, esse tenha sido o meu pior ano em quest\u00e3o de sa\u00fade mental. Minha m\u00e3e teve um c\u00e2ncer e precisou, em janeiro, se submeter a um transplante de medula \u00f3ssea. No meio desse tratamento, eu gravava Betinho. Tamb\u00e9m tive que lidar com a morte de familiares, suas resolu\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e em Julho eu tive muitas crises de p\u00e2nico e de ansiedade. Foi muito dif\u00edcil, mas o mais importante foi entender que eu n\u00e3o precisava passar por isso sozinho. Eu tenho uma tend\u00eancia de querer dar conta de \u201csegurar todos os pratinhos\u201d de uma s\u00f3 vez. Compartilhar \u00e9 fundamental &#8211; e eu fiz isso.<\/span><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><strong><span class=\"selectable-text copyable-text\"><em>Quanto mais vida, melhor<\/em> foi gravada em plena pandemia. Como foi essa experi\u00eancia? <\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><span class=\"selectable-text copyable-text\">N\u00e3o tem como descrever, mas foi uma experi\u00eancia muito \u00fanica. Os protocolos e o medo andavam na mesma dire\u00e7\u00e3o. Mas fomos todos muito felizes. \u00c9ramos testados a cada 48h para COVID e assim conseguimos gravar a novela inteira. Foi muito mais trabalhoso, mais protocolar, todo mundo com as emo\u00e7\u00f5es muito \u00e0 flor da pele, o que acabou aproximando tamb\u00e9m muito os colegas de trabalho. Mas poder trabalhar com total liberdade n\u00e3o tem pre\u00e7o. E inclusive, o momento em que o mundo estava sob total tens\u00e3o, para mim, foi um dos momentos mais importantes da minha trajet\u00f3ria profissional.<\/span><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><strong><span class=\"selectable-text copyable-text\">De que forma voc\u00ea acredita que a sociedade conseguiria combater o bullying, que j\u00e1 provou ser um gatilho terr\u00edvel para trag\u00e9dias?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><span class=\"selectable-text copyable-text\">Esse assunto tem realmente sido frequente nas minhas pesquisas e estudos para a pe\u00e7a que estou fazendo. \u201cPunk Rock\u201d \u00e9 um pe\u00e7a que discute o bullying e a viol\u00eancia em escolas. Acho que o di\u00e1logo, hoje, \u00e9 a melhor ferramenta. Por isso, depois das apresenta\u00e7\u00f5es do espet\u00e1culo, fazemos um debate com elenco, dire\u00e7\u00e3o e plateia. \u00c9 natural do ser humano a necessidade de pertencimento. Principalmente no per\u00edodo da escola, onde os adolescentes est\u00e3o em processo de desenvolvimento, \u00e9 onde encontramos a maior parte das viol\u00eancias escolares. \u00c9 preciso falar sobre esse assunto com os alunos, ensinando como identificar as agress\u00f5es e incentivar o di\u00e1logo juntamente com os familiares. Sobretudo, \u00e9 preciso promover uma cultura de respeito, toler\u00e2ncia e seguran\u00e7a dentro das escolas.<\/span><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><strong><span class=\"selectable-text copyable-text\">Ap\u00f3s participar do filme <em>Consequ\u00eancias paralelas<\/em>, o que mudou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua vis\u00e3o do feminismo?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><span class=\"selectable-text copyable-text\">N\u00e3o basta ser feminista. \u00c9 preciso ser antimachista. E o filme me trouxe um pouco dessa percep\u00e7\u00e3o, principalmente nos primeiros momentos de leitura e debate de roteiro. Eu levei essa quest\u00e3o para os diretores. Trata-se de um thriller psicol\u00f3gico mas que, no fim, tem uma mensagem muito importante sobre esse tema. Essa \u00e9 outra pauta que eu tento sempre atrelar ao meu cotidiano. Acho important\u00edssimo a consci\u00eancia sobre o assunto, principalmente no Brasil, um dos pa\u00edses com o maior \u00edndice de feminic\u00eddio no mundo. Chimamanda Ngozi Adichie, autora nigeriana e l\u00edder no movimento feminista, principalmente o feminismo negro, disse em um de seus livros que \u201cfeminista \u00e9 todo homem e mulher que reconhece que existe um problema de g\u00eanero ainda hoje e que temos que resolv\u00ea-lo.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><strong><span class=\"selectable-text copyable-text\">De que forma voc\u00ea combate o machismo estrutural no seu cotidiano?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><span class=\"selectable-text copyable-text\">Eu acredito que estamos muito longe de um cen\u00e1rio de equidade de g\u00eanero na nossa sociedade. Falar sobre esse assunto, principalmente com homens &#8211; que muitas vezes n\u00e3o est\u00e3o abertos para di\u00e1logo \u2014 \u00e9 um dos pontos mais importantes. \u00c9 preciso quebrar um ciclo altamente vicioso. \u00c9 preciso ter voz ativa com atitudes machistas. A masculinidade t\u00f3xica acontece de forma exacerbada, por exemplo, em grupos de WhatsApp \u2014 e \u00e9 preciso levantar a m\u00e3o e pontuar. Nesse momento voc\u00ea passa a ser considerado o chato, o sem no\u00e7\u00e3o, o artista, o esquerdista. Lembrando que todos somos frutos de uma cria\u00e7\u00e3o estruturalmente patriarcal e que levaremos anos para que esse cen\u00e1rio seja ao m\u00ednimo equiparado. Seria inclusive hip\u00f3crita da minha parte dizer que nunca tive alguma atitude machista, porque somos todos. E diante disso, hoje eu olho pra tr\u00e1s e reflito como eu n\u00e3o tinha acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e acabava por replicar um comportamento que nos \u00e9 ensinado desde crian\u00e7a. Acredito, sobretudo, na arte e na educa\u00e7\u00e3o como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social. A mudan\u00e7a est\u00e1 na forma\u00e7\u00e3o de meninas e meninos baseada em equidade de g\u00eanero, sem discrimina\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><strong><span class=\"selectable-text copyable-text\">Na fotografia, o que estimulou o seu olhar para os direitos humanos?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"selectable-text copyable-text iq0m558w g0rxnol2\" dir=\"ltr\"><span class=\"selectable-text copyable-text\">Nunca tinha parado pra fazer essa correla\u00e7\u00e3o. Acho que minha fotografia reflete um pouco de quem eu sou. Eu gosto de captar a vida, nua e crua &#8211; uma fotografia documental. Acho que documentar o mundo sob a pr\u00f3pria \u00f3tica \u00e9 sobretudo um desafio. E entendendo cada vez mais o poder que a arte tem de transformar a nossa sociedade, eu n\u00e3o vejo outro caminho sen\u00e3o esse. Quero que a minha arte, e isso inclui a fotografia, alce voos cada vez mais altos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ator paulistano fez novela Quanto mais vida melhor e\u00a0est\u00e1 nas s\u00e9ries originais do Globoplay Fim e Betinho: no fio da navalha, que falam sobre a finitude da vida &nbsp; Patrick Selvatti &nbsp; Ap\u00f3s participar de Quanto mais vida melhor, Jo\u00e3o Fenerich pode ser visto em dois novos trabalhos da Globo. 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