{"id":24027,"date":"2024-01-10T18:45:33","date_gmt":"2024-01-10T21:45:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=24027"},"modified":"2024-01-10T18:45:33","modified_gmt":"2024-01-10T21:45:33","slug":"eco-aparenta-ser-o-esboco-de-uma-nova-e-mais-violenta-marvel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/eco-aparenta-ser-o-esboco-de-uma-nova-e-mais-violenta-marvel\/","title":{"rendered":"Eco aparenta ser o esbo\u00e7o de uma nova (e mais violenta) Marvel"},"content":{"rendered":"<h3>A nova s\u00e9rie da Disney+ aposta em uma anti hero\u00edna menos popular e em uma mudan\u00e7a brusca de dire\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao MCU<\/h3>\n<p><strong>Por Pedro Ibarra<\/strong><\/p>\n<p>O sucesso s\u00f3 \u00e9 capaz de se perpetuar se a mudan\u00e7a ocorrer para uma constante evolu\u00e7\u00e3o. Esta no\u00e7\u00e3o parece reger a Marvel nos \u00faltimos tempos, visto que ap\u00f3s quase 10 anos de dom\u00ednio absoluto do cinema de her\u00f3is, cultura pop e bilheterias, o Marvel Studios busca novos caminhos, personagens e hist\u00f3rias. Nesta toada, estreia na Disney+ a s\u00e9rie <em>Eco<\/em>, segunda produ\u00e7\u00e3o da Marvel Spotlight, uma nova divis\u00e3o de hist\u00f3rias mais adultas e s\u00f3brias.<\/p>\n<p>O seriado acompanha Maya Lopez (Aliqua Cox), uma jovem que cresceu no meio mafioso de Nova York, ap\u00f3s sobreviver a um acidente que matou a pr\u00f3pria m\u00e3e. Com o pai, ela investiu nas artes marciais e se tornou uma das mais potentes armas do vil\u00e3o Wilson Fisk (Vincent D&#8217;Onofrio), o Rei do Crime. Por\u00e9m, ap\u00f3s ver o pr\u00f3prio pai ser assassinado, descobriu que Fisk teve papel crucial para que ela se tornasse um monstro e jurou vingan\u00e7a. Ela tamb\u00e9m \u00e9 a primeira protagonista com defici\u00eancia do Universo Cinematogr\u00e1fico Marvel (MCU), visto que \u00e9 surda e usa uma pr\u00f3tese em uma das pernas, amputada quando crian\u00e7a. A origem ind\u00edgena tamb\u00e9m \u00e9 importante para o desenvolvimento da personagem.<\/p>\n<p>Maya foi apresentada na miniss\u00e9rie &#8216;Gavi\u00e3o Arqueiro&#8217;, lan\u00e7ada em 2021. Na ocasi\u00e3o foi tratada como uma anti-hero\u00edna aficionada pela figura do Ronin, alcunha que o Gavi\u00e3o Arqueiro levou depois que metade da popula\u00e7\u00e3o do universo desapareceu com o estalo de Thanos. Por\u00e9m, ap\u00f3s um embate com Clint Barton, o Gavi\u00e3o, teve a revela\u00e7\u00e3o que estava buscando vingan\u00e7a no lugar errado, visto que o Rei do Crime a havia usado durante todo este tempo como uma assassina contratada.<\/p>\n<p>A nova s\u00e9rie trata diretamente da origem dessa personagem que tem como poder nos quadrinhos principalmente a habilidade de imitar o estilo de luta dos inimigos que enfrenta, ou seja, um eco do movimento. Na produ\u00e7\u00e3o, o fato de ela ser de uma linhagem sagrada de mulheres ind\u00edgenas faz dela especial, algo como uma escolhida da etnia Choctaw, muito comum entre os ind\u00edgenas norte-americanos.<\/p>\n<h2>Primeiras impress\u00f5es<\/h2>\n<p>O Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo teve acesso aos primeiros epis\u00f3dios da s\u00e9rie e apresenta a vis\u00e3o inicial do tom da estreia da semana. Eco estreia em formato seriado algo que h\u00e1 tempos era pedido pelos f\u00e3s da Marvel: uma realidade mais urbana, sombria e violenta. O selo Marvel Spotlight promete narrativas mais nesta pegada. Por este motivo, a s\u00e9rie se destaca principalmente nas cenas de a\u00e7\u00e3o. As coreografias de luta tem muita qualidade e impacto em cada soco, chute, queda e tiro. O sangue, muitas vezes omitido no MCU, agora \u00e9 exacerbado. O que fd\u00e1 um car\u00e1ter muito intenso e gr\u00e1fico para as sequ\u00eancias antes apenas vistas nas produ\u00e7\u00f5es da Marvel feitas pela Netflix, como <em>Demolidor<\/em> e <em>Jessica Jones<\/em>.<\/p>\n<p>A narrativa chama aten\u00e7\u00e3o por n\u00e3o depender de outras milhares de produ\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas ao longo desses mais de 10 anos de Marvel, Eco se cont\u00e9m em si mesma, \u00e9 legal ter visto produ\u00e7\u00f5es como <em>Gavi\u00e3o Arqueiro<\/em>, ou at\u00e9 o <em>Demolidor<\/em> da Netflix, afinal originalmente ela foi apresentada no quadrinho do Diabo Vermelho, mas n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter visto nada para entender o que \u00e9 mostrado na tela. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria de origem de Maya Lopez, tudo \u00e9 explicado antes para chegar ao ponto de combust\u00e3o visto nos 5 epis\u00f3dios lan\u00e7ados hoje de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p>A capacidade de ousar da dire\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie tamb\u00e9m agrada, explicando n\u00e3o apenas uma origem rasa da personagem, mas explorando as ra\u00edzes profundas da cultura nativa norte-americana. A ideia \u00e9 mostrar na tela que Maya s\u00f3 est\u00e1 ali, como protagonista, porque gera\u00e7\u00f5es de outras mulheres fortes e especiais pavimentou um \u00e1rduo e tortuoso caminho para os ind\u00edgenas Choctaw estadunidenses. Uma mensagem importante para al\u00e9m do car\u00e1ter narrativo, uma vez que Eco n\u00e3o s\u00f3 representa as pessoas com defici\u00eancia, com pouqu\u00edssima relev\u00e2ncia no hist\u00f3rico do cinema, como tamb\u00e9m os ind\u00edgenas, muito mal representados, principalmente nas superprodu\u00e7\u00f5es hollywoodianas.<\/p>\n<p>As atua\u00e7\u00f5es s\u00e3o interessantes, principalmente pelo fato de Aliqua Cox estar estreando como atriz na personagem. A artista \u00e9 surda na vida real, o que mostra mais um acerto da Marvel em investir em diversidade. O fato da personagem ser muito sisuda e mau humorada faz com que a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser um ponto forte, mas a atua\u00e7\u00e3o \u00e9 segura e competente. Vincent D&#8217;Onofrio vive um Rei do Crime muito mais imponente do que o que interpretou no Demolidor da Netflix.<\/p>\n<p>A parte est\u00e9tica \u00e9 apurada. A cinematografia aposta em jogos de c\u00e2mera arriscados, planos longos de luta e at\u00e9 coloriza\u00e7\u00f5es de cena distintas para \u00e9pocas diferentes. As aberturas de cada epis\u00f3dio que tratam da ancestralidade de Maya s\u00e3o visualmente arrojadas e destoam de muito do que foi feito na Marvel at\u00e9 aqui. Esta \u00e9 uma das produ\u00e7\u00f5es mais variadas no que diz respeito ao aspecto t\u00e9cnico do MCU, ao lado de <em>WandaVision<\/em> e a estreante da Marvel Spotlight, <em><strong><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/halloween-sem-sustos-filmes-e-series-divertem-com-a-tematica-do-dia-das-bruxas\/\">Lobisomem na noite<\/a><\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 cedo para falar se Eco ter\u00e1 o potencial para ser lembrada entre os melhores lan\u00e7amentos da Marvel em tempos recentes, mas, com certeza, \u00e9 uma das coisas mais diferentes que chegaram a Disney+ por meio do est\u00fadio. Com um final digno dos tr\u00eas epis\u00f3dios iniciais, Eco pode ser um pontap\u00e9 efetivo para um MCU &#8220;de adulto&#8221; e uma personagem importante para o futuro dessas narrativas super heroicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova s\u00e9rie da Disney+ aposta em uma anti hero\u00edna menos popular e em uma mudan\u00e7a brusca de dire\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao MCU Por Pedro Ibarra O sucesso s\u00f3 \u00e9 capaz de se perpetuar se a mudan\u00e7a ocorrer para uma constante evolu\u00e7\u00e3o. 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