{"id":24030,"date":"2024-01-15T15:43:30","date_gmt":"2024-01-15T18:43:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=24030"},"modified":"2024-01-15T15:43:30","modified_gmt":"2024-01-15T18:43:30","slug":"produtor-executivo-richie-palmer-analisa-eco-e-as-novas-faces-da-marvel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/produtor-executivo-richie-palmer-analisa-eco-e-as-novas-faces-da-marvel\/","title":{"rendered":"Produtor executivo Richie Palmer analisa Eco e as novas faces da Marvel"},"content":{"rendered":"<h3>Ao Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo, Richie Palmer fala sobre Eco, a primeira protagonista com defici\u00eancia do MCU, e sobre a produ\u00e7\u00e3o ousada para os padr\u00f5es do est\u00fadio<\/h3>\n<p><strong>Por Pedro Ibarra<\/strong><\/p>\n<p>O maior e mais popular universo compartilhado do audiovisual na atualidade, o Universo Cinematogr\u00e1fico Marvel (MCU) est\u00e1 ampliando o leque no que diz respeito \u00e0 diversidade. Com um v\u00e1cuo de lideran\u00e7as ap\u00f3s o fim de Vingadores Ultimato e a morte do virtual herdeiro, Chadwick Boseman que interpretava o Pantera Negra, o est\u00fadio se permitiu ousar. Por esse motivo, na \u00faltima quarta, estreou no Disney a s\u00e9rie <em>Eco<\/em>, com a primeira protagonista de origem ind\u00edgena e com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie acompanha Maya Lopez (Aliqua Cox), uma jovem que foi criada pelo pai, ap\u00f3s sobreviver a um acidente que matou a pr\u00f3pria m\u00e3e e a fez, ainda crian\u00e7a, ter uma perna amputada. Ela foi criada no meio mafioso de Nova York e adotada como pupila de Wilson Fisk (Vincent D&#8217;Onofrio), O Rei do Crime. Ela foi introduzida ao <strong><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/tag\/mcu\/\">MCU<\/a><\/strong> na s\u00e9rie Gavi\u00e3o Arqueiro, mas \u00e9 conhecida nos quadrinhos do Demolidor, que at\u00e9 faz uma ponta na nova produ\u00e7\u00e3o. O poder dela nos quadrinhos \u00e9 copiar qualquer tipo de movimento do advers\u00e1rio em lutas, como um eco. No entanto, na s\u00e9rie, ela ganha habilidades de mulheres fortes da ancestralidade ind\u00edgena Choctow que corre no pr\u00f3prio sangue.<\/p>\n<p>Dirigida por Catriona McKenzie e Sydney Freeland, e criada por uma sala de roteiristas, <em>Eco<\/em> \u00e9 diferente de tudo que veio previamente na Marvel. \u00c9 uma s\u00e9rie mais violenta, sombria e gr\u00e1fica, sem contar que em momento nenhum tanta diversidade foi apresentada em uma s\u00f3 personagem protagonista no MCU. Richie Palmer, estreante nessa hist\u00f3ria como produtor executivo, mas que esteve envolvido de alguma forma em praticamente todos os 10 anos de Marvel, acredita que realmente \u00e9 algo novo e fresco na tela. &#8220;Foi realmente legal que n\u00f3s conseguimos ver uma parte da MCU que n\u00f3s n\u00e3o vimos antes. N\u00f3s estamos fazendo isso h\u00e1 mais de 10 anos, e n\u00f3s ainda n\u00e3o t\u00ednhamos uma hist\u00f3ria parecida com <em>Eco<\/em>&#8220;, afirma em entrevista \u00e0 Revista do Correio.<\/p>\n<p>O produtor executivo \u00e9 um defensor da import\u00e2ncia de mostrar novidades no est\u00fadio. Por isso, Eco \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o do selo Marvel Spotlight, voltado para personagens menos badalados, mas com a liberdade de contar hist\u00f3rias mais autorais. No selo, \u00e9 liberado fazer produ\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tem a necessidade de focar no p\u00fablico juvenil e n\u00e3o \u00e9 preciso ter nenhuma liga\u00e7\u00e3o com outras produ\u00e7\u00f5es. Por isso, logo no primeiro epis\u00f3dio todo o contexto de Eco \u00e9 explanado na tela, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio nem assistir a primeira apari\u00e7\u00e3o dela no MCU.<\/p>\n<p>Richie se orgulha de estar envolvido na produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Foi incr\u00edvel que, em Eco, eu consegui fazer parte de contar esse novo tipo de hist\u00f3ria para n\u00f3s. \u00c9 muito gratificante estar na frente da televis\u00e3o Marvel e introduzir novas coisas como Marvel Spotlight&#8221;, conta o artista que acredita ser integrante de uma virada no audiovisual focado em super-her\u00f3is. &#8220;Estar aqui, agora, \u00e9 um momento t\u00e3o emocionante e \u00fanico para a cultura, para o est\u00fadio, para a ind\u00fastria em geral. Ent\u00e3o estou superanimado para ver o futuro da televis\u00e3o Marvel e espero que continuemos fazendo coisas como fizemos no Eco. Vamos nos empurrar para dire\u00e7\u00f5es diferentes&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<h2>Muito al\u00e9m do multiverso<\/h2>\n<p>Eco aposta em tudo que n\u00e3o estava em alta na Marvel nos \u00faltimos 10 anos de est\u00fadio. Uma personagem fora dos padr\u00f5es sociais, com defici\u00eancia f\u00edsica, em uma aventura contida e urbana. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 alien\u00edgenas de computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica voando pelo c\u00e9u. \u00c9 uma hist\u00f3ria de n\u00edvel rua, mas uma rua em Oklahoma, nem mesmo as ruas em Nova York&#8221;, explica o produtor, que v\u00ea com orgulho esse fato. &#8220;N\u00f3s conseguimos contar uma hist\u00f3ria muito \u00edntima, sobre uma personagem muito complexa. Estamos em um momento do est\u00fadio que \u00e9 realmente emocionante, porque temos oportunidades para contar todos esses novos tipos de hist\u00f3rias&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Eles ousaram em tudo que tentaram. O outro ponto foi em colocar finalmente lutas e sangue na tela. Para alcan\u00e7ar uma nova est\u00e9tica visceral e violenta, olharam para dentro da casa, se baseiam nas boas lutas de s\u00e9ries como <span style=\"text-decoration: underline\"><em>Demolidor<\/em><\/span>, <em>Luke Cage<\/em>, <em>Jessica Jones<\/em> e <em>Os defensores<\/em>. &#8220;N\u00f3s vimos essas \u00f3timas cenas de luta nas s\u00e9ries dos her\u00f3is da Marvel na Netflix, e dissemos que n\u00f3s tamb\u00e9m quer\u00edamos fazer isso&#8221;, conta.<\/p>\n<p>A ideia foi convidar a diretora Sidney Freeland, conhecida pelo bom trabalho em <em>Reservation dogs<\/em> para colocar o plano em pr\u00e1tica. &#8220;Quer\u00edamos contar uma hist\u00f3ria assustadora, sobre um personagem assustador, fazendo coisas assustadoras. E, para isso, n\u00f3s precis\u00e1vamos aguentar o tranco de ousar, quer\u00edamos impulsionar Eco ao melhor poss\u00edvel&#8221;, avalia Richie.<\/p>\n<p>Contudo, essa n\u00e3o foi uma ousadia gratuita, cada detalhe foi pensado, a come\u00e7ar pelo fato de estarem trabalhando com a primeira protagonista surda do MCU. Foi contratado um consultor surdo de linguagem de sinais para averiguar se tudo estava veross\u00edmil. A prepara\u00e7\u00e3o de elenco tamb\u00e9m focou em criar contextos para cada personagem no que diz respeito \u00e0 linguagem de sinais, cada um com um estilo pr\u00f3prio e uma forma de sinalizar as palavras. &#8220;Precis\u00e1vamos fazer com que tiv\u00e9ssemos tudo certo, precis\u00e1vamos fazer com que fosse aut\u00eantico, para a vida real&#8221;, lembra o produtor.<\/p>\n<p>Para Richie, esse n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o da Marvel Spotlight, mas tamb\u00e9m de Maya Lopez e tudo que a envolve ness a narrativa. &#8220;Eu espero que ela seja uma nova cara na Marvel. Vamos trabalhar para que ela e todos esses outros personagens apresentados voltem em um futuro pr\u00f3ximo da Marvel&#8221;, crava.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo, Richie Palmer fala sobre Eco, a primeira protagonista com defici\u00eancia do MCU, e sobre a produ\u00e7\u00e3o ousada para os padr\u00f5es do est\u00fadio Por Pedro Ibarra O maior e mais popular universo compartilhado do audiovisual na atualidade, o Universo Cinematogr\u00e1fico Marvel (MCU) est\u00e1 ampliando o leque no que diz respeito \u00e0 diversidade. 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