{"id":25206,"date":"2026-01-29T18:00:52","date_gmt":"2026-01-29T21:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=25206"},"modified":"2026-01-29T18:00:52","modified_gmt":"2026-01-29T21:00:52","slug":"proxima-novela-das-seis-tem-clima-de-superproducao-de-epoca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/proxima-novela-das-seis-tem-clima-de-superproducao-de-epoca\/","title":{"rendered":"Pr\u00f3xima novela das seis tem clima de superprodu\u00e7\u00e3o de \u00e9poca"},"content":{"rendered":"<h3>Protagonizada por uma princesa africana e um trabalhador nordestino, a <em>A nobreza do amor<\/em> \u00e9 uma f\u00e1bula afrobrasileira que se passa nos anos 1920<\/h3>\n<p><strong>Patrick Selvatti<\/strong><\/p>\n<p>A conex\u00e3o Brasil-\u00c1frica nunca esteve t\u00e3o forte na teledramaturgia brasileira: em <em>A Nobreza do Amor<\/em>, pr\u00f3xima novela das seis da TV Globo, o pa\u00eds e o continente se aproximam para abrigar uma hist\u00f3ria de amor e aventura, em uma superprodu\u00e7\u00e3o que re\u00fane um grande elenco \u2013 com L\u00e1zaro Ramos vivendo seu primeiro vil\u00e3o \u2013 e apresenta ao p\u00fablico cenas de tirar o f\u00f4lego. O universo de reis e rainhas africanas, batalhas, disputa de poder, luta por justi\u00e7a e o despertar do amor entre uma princesa africana e um trabalhador de engenho do Nordeste s\u00e3o alguns dos elementos dessa f\u00e1bula que promete encantar e emocionar, com muito romance e toques de humor. Prevista para estrear dia 16 de mar\u00e7o, a obra \u00e9 criada e escrita por Duca Rachid, J\u00falio Fischer e Elisio Lopes Jr., com dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Gustavo Fern\u00e1ndez e produ\u00e7\u00e3o de Andrea Kelly.<\/p>\n<p>Para a trinca de autores, a obra vai inovar na representa\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica da cultura afrobrasileira. \u201cEssa hist\u00f3ria vai construir uma ponte entre \u00c1frica e o Nordeste do Brasil, misturando culturas e realidades. \u00c9 uma f\u00e1bula sobre uma princesa preta, e isso, por si s\u00f3, \u00e9 muito significativo. Ela busca ref\u00fagio no Brasil quando seu pai, o rei Cayman II, sofre um golpe perpetrado por Jendal, seu primeiro-ministro e a fam\u00edlia \u00e9 condenada \u00e0 morte. Nesse sentido, apesar de ser uma hist\u00f3ria que se passa em 1920, ela tamb\u00e9m aborda temas contempor\u00e2neos.\u201d, afirma Duca Rachid.<\/p>\n<p>Para Elisio Lopes Jr., um dos objetivos de \u00e9 mostrar, atrav\u00e9s da viv\u00eancia dos personagens, que todos temos uma nobreza a ser descoberta. \u201cNa trama, cada personagem vai ter um despertar e isso est\u00e1 conectado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e ao fortalecimento da nossa autoestima, t\u00e3o negligenciada pela forma como a hist\u00f3ria do nosso pa\u00eds nos foi contada. Alika, por exemplo, descobre o amor verdadeiro, mas n\u00e3o abre m\u00e3o de seu ideal, que \u00e9 recuperar o trono de Batanga. Tonho desperta para a sua origem e sua miss\u00e3o, entendendo os limites impostos por sua cor\u201d, define o autor.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma hist\u00f3ria que se passa em dois continentes, mas o que acontece numa arena, reverbera diretamente na outra e vice-versa. Uma hist\u00f3ria sobre as identifica\u00e7\u00f5es entre Brasil e \u00c1frica. Sobre nossa heran\u00e7a africana. Nossa ideia \u00e9 apresentar uma trama com uma grande variedade de hist\u00f3rias, cores e formatos, refor\u00e7ando e celebrando essa conex\u00e3o entre o continente africano, o Nordeste e o Brasil\u201d, explica J\u00falio Fischer.<\/p>\n<h4>Pedreiras, fazendas, dunas e fal\u00e9sias<\/h4>\n<p>Com uma trama envolvente, marcada por grandes cenas, e dois universos distintos \u2014 o reino de Batanga, na \u00c1frica, e a cidade de Barro Preto, no Nordeste, ambos fict\u00edcios \u2014, a produ\u00e7\u00e3o conta com um complexo esquema de grava\u00e7\u00e3o. Na semana passada, equipe e elenco gravaram as primeiras cenas na Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niter\u00f3i, no Rio de Janeiro. Um trabalho art\u00edstico e de produ\u00e7\u00e3o minucioso transformou o lugar em Batanga para abrigar cenas como a coroa\u00e7\u00e3o do rei Cayman (Welket Bungu\u00e9) e da rainha Niara (Erika Januza), a apresenta\u00e7\u00e3o da rec\u00e9m-nascida princesa Alika (Duda Santos) aos s\u00faditos, o golpe de Jendal (L\u00e1zaro Ramos) e a batalha dos africanos contra os colonizadores portugueses pela independ\u00eancia. Outras loca\u00e7\u00f5es no Rio de Janeiro, como pedreiras, fazendas e canaviais, tamb\u00e9m ser\u00e3o usadas para as grava\u00e7\u00f5es, envolvendo personagens tanto de Batanga quanto de Barro Preto.<\/p>\n<p>Batanga, segundo Gustavo Fern\u00e1ndez, foi concebida com uma est\u00e9tica cheia de refer\u00eancias ao continente africano. \u201c\u00c9 a primeira vez que a TV Globo se aprofunda na representa\u00e7\u00e3o da \u00c1frica dessa maneira, com uma narrativa inteira, rica em diversidade e pesquisa minuciosa. Cada detalhe, das roupas aos cen\u00e1rios, foi inspirado em refer\u00eancias reais, fruto de um trabalho cuidadoso. J\u00e1 Barro Preto, nossa cidade brasileira, tem um visual ainda mais fabular do que Batanga. N\u00e3o \u00e9 sert\u00e3o, nem litoral, a cidade est\u00e1 situada em uma fal\u00e9sia, isolada, criando um microcosmo \u00fanico\u201d, explica o diretor art\u00edstico.<\/p>\n<p>As grava\u00e7\u00f5es no Rio de Janeiro s\u00e3o a segunda etapa dos trabalhos, que come\u00e7aram em dezembro no Rio Grande do Norte, onde desembarcou um grupo de 150 pessoas e mais de 25 toneladas de equipamentos, para gravar em diferentes paisagens, incluindo dunas, fal\u00e9sias, praias e parques. A log\u00edstica envolveu caminh\u00f5es de figurino, de produ\u00e7\u00e3o de arte, al\u00e9m de um camarim m\u00f3vel, e equipamentos, como c\u00e2meras, drones e geradores. Foram usados tamb\u00e9m cerca de seis ve\u00edculos com estruturas desenvolvidas para garantir a estabilidade das c\u00e2meras em cenas de movimento em terreno arenoso.<\/p>\n<p>A gerente de produ\u00e7\u00e3o Andrea Kelly fala sobre as grava\u00e7\u00f5es no Rio Grande do Norte, escolhido, entre outros aspectos, por uma quest\u00e3o geogr\u00e1fica: \u201cA menor dist\u00e2ncia entre o Brasil e a \u00c1frica est\u00e1 nesse estado, em um ponto onde se costuma falar que o vento faz a curva. Buscamos, ent\u00e3o, loca\u00e7\u00f5es que refletissem as muitas semelhan\u00e7as entre os dois continentes. O resultado ficou lindo, e nos d\u00e1 um orgulho imenso\u201d, afirma. Entre os cen\u00e1rios escolhidos para a novela, est\u00e3o o Parque Nacional da Furna Feia, Dunas do Rosado, Maracaja\u00fa e Barreira do Inferno, com passagens pelas cidades de Areia Branca, Porto do Mangue, Guamar\u00e9, Macau, Maxaranguape, Mossor\u00f3, Parnamirim e Tibau do Sul, al\u00e9m da capital Natal.<\/p>\n<h4>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>De mundos que, inicialmente, parecem completamente distintos, dois jovens destemidos se conhecem na cidade fict\u00edcia de Barro Preto, no interior do Rio Grande do Norte, nos anos 1920. A partir desse encontro improv\u00e1vel, esse casal, al\u00e9m de perseguir seus sonhos e lutar por justi\u00e7a, descobre um grande amor. Assim s\u00e3o os caminhos de Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto), uma princesa africana e um trabalhador brasileiro, protagonistas de <em>A nobreza do amor<\/em>.<\/p>\n<p>A trama mergulha em um universo poucas vezes visto na televis\u00e3o brasileira: o continente africano representado pelo reino fict\u00edcio de Batanga, uma ex-col\u00f4nia portuguesa, onde se desenrola parte da hist\u00f3ria. \u00c9 de l\u00e1 que a princesa Alika foge para o Brasil com sua m\u00e3e, a rainha Niara (Erika Januza), para escapar do tirano Jendal (L\u00e1zaro Ramos), primeiro-ministro e homem de confian\u00e7a do rei Cayman II (Welket Bungu\u00e9), cujo trono \u00e9 usurpado pelo vil\u00e3o.<\/p>\n<p>O monarca perde a vida na fuga, mas Alika e Niara conseguem escapar, com a ajuda de Omar (Rodrigo Simas), um turco, que, em visita a Batanga, se apaixona pela princesa. Nessa fuga as duas buscam abrigo no Brasil, onde mora Zambi (Bukassa Kabengele), o irm\u00e3o do rei morto. Princesa e rainha assumem, respectivamente, as identidades de L\u00facia e Vera. Do outro lado do oceano, a grande obsess\u00e3o de Jendal \u00e9 capturar a princesa que um dia lhe foi prometida como esposa.<\/p>\n<p>\u00c9 na cidade fict\u00edcia de Barro Preto que os la\u00e7os entre \u00c1frica e Brasil se fortalecem ainda mais. Preservando sua ess\u00eancia provinciana, mas cultivando ares cosmopolitas, o pequeno munic\u00edpio do interior do Rio Grande do Norte nem imagina ter se tornado ref\u00fagio da realeza da long\u00ednqua Batanga. Mas isso n\u00e3o significa que a chegada de L\u00facia e Vera passar\u00e1 despercebida: caber\u00e1 a Tonho, um trabalhador de engenho de cana-de-a\u00e7\u00facar, oferecer a m\u00e3e e filha uma carona da esta\u00e7\u00e3o de trem at\u00e9 a cidade, no autom\u00f3vel novo do patr\u00e3o.<\/p>\n<p>O encanto entre Alika e Tonho \u00e9 imediato, embora ambos tentem n\u00e3o demonstrar. Mesmo refugiada no Brasil, a princesa tem como miss\u00e3o arrumar formas de ajudar a salvar Batanga da tirania de Jendal. J\u00e1 Tonho sonha com um peda\u00e7o de terra para ajudar seu povo. A luta pela justi\u00e7a e a busca pela paz, ainda que em contextos t\u00e3o diferentes, v\u00e3o aproximar cada vez mais o jovem casal, que tamb\u00e9m ter\u00e1 que lidar com as arma\u00e7\u00f5es de Mirinho (Nicolas Prattes), futuro herdeiro do engenho onde Tonho trabalha. As investidas de Mirinho sobre Alika deixam sua namorada Virg\u00ednia (Theresa Fonseca) possessa, levando-a a conspirar contra a rec\u00e9m-chegada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o no elenco Ana Cecilia Costa, Andr\u00e9 Luiz Miranda, Antonela Benvenuti, Carol Badra, Cassio Gabus Mendes, C\u00e9sar Ferrario, Cyria Coentro, Daniel Rangel, Danton Mello, Edu Mossri, Emanuelle Araujo, Fabiana Karla, F\u00e1bio Lago, Gabriel Fuentes, Gabriela Dias, Hilton Cobra, \u00cdtalo Martins, Jo\u00e3o Fernandes, Jo\u00e3o Fontenele, Jo\u00e3o Pedro Zappa, Julia Lemos, Julia Salarini, Kika Kalache, Levi Asaf, Lic\u00ednio Janu\u00e1rio, Lucas Queiroga, Marco Ricca, Marcelo M\u00e9dici, Michel Blois, Nikolly Fernandes, Paulo Lessa, Quit\u00e9ria Kelly, Ra\u00edssa Xavier, Rayssa Bratillieri, Rita Batista, Samantha Jones, Vado, Vit\u00f3ria Rodrigues e Zez\u00e9 Motta.<\/p>\n<p>Produzida nos Est\u00fadios Globo, <em>A nobreza do amor<\/em> \u00e9 uma novela criada e escrita por Duca Rachid, J\u00falio Fischer e El\u00edsio Lopes J\u00fanior, com colabora\u00e7\u00e3o de Dora Castellar, Alessandro Marson, Duba Elia e Dione Carlos, pesquisa de Leandro Esteves e assist\u00eancia de roteiro de Dimas Novaes. A obra tem dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Gustavo Fernandez, dire\u00e7\u00e3o geral de Pedro Peregrino e dire\u00e7\u00e3o de Ricardo Fran\u00e7a. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de Andrea Kelly, a produ\u00e7\u00e3o executiva, de Lucas Zardo, e a dire\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, de Jos\u00e9 Luiz Villamarim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Protagonizada por uma princesa africana e um trabalhador nordestino, a A nobreza do amor \u00e9 uma f\u00e1bula afrobrasileira que se passa nos anos 1920 Patrick Selvatti A conex\u00e3o Brasil-\u00c1frica nunca esteve t\u00e3o forte na teledramaturgia brasileira: em A Nobreza do Amor, pr\u00f3xima novela das seis da TV Globo, o pa\u00eds e o continente se aproximam para abrigar uma hist\u00f3ria de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":146,"featured_media":25207,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-25206","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-novela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/146"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25206"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25206\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25208,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25206\/revisions\/25208"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25207"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}