{"id":2827,"date":"2017-08-01T14:00:21","date_gmt":"2017-08-01T17:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=2827"},"modified":"2017-07-31T22:10:39","modified_gmt":"2017-08-01T01:10:39","slug":"critica-taboo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/critica-taboo\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: Taboo, a miniss\u00e9rie injusti\u00e7ada do Emmy"},"content":{"rendered":"<h3>Produzida e protagonizada por Tom Hardy, a superprodu\u00e7\u00e3o <em>Taboo<\/em> ficou de fora do pr\u00eamio. Confira cr\u00edtica sobre a miniss\u00e9rie<\/h3>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dFNAxQYP0hQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Todo ano o Emmy Awards acaba deixando de fora da premia\u00e7\u00e3o algumas produ\u00e7\u00f5es, at\u00e9 ent\u00e3o, favoritas. <em>Taboo<\/em> foi uma delas e, na minha humilde opini\u00e3o, foi uma decis\u00e3o injusta da academia. A miniss\u00e9rie estreou em janeiro nos Estados Unidos e chegou \u00e0 televis\u00e3o brasileira em abril (ela continua dispon\u00edvel no servi\u00e7o on demanda da Fox, o Fox Play), ou seja, estava dentro do per\u00edodo para indica\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Antes mesmo da estreia, muito se falava da miniss\u00e9rie por ela ser criada e protagonizada por Tom Hardy, nome forte do cinema com passagens por filmes como <em>O regresso<\/em>, <em>Mad Max: Estrada da f\u00faria<\/em> e <em>Dunkirk<\/em>. E o alvoro\u00e7o inicial relacionado a <em>Taboo<\/em> se mostrou concreto.<\/p>\n<p>A primeira temporada se passa em 1812 quando o protagonista James Keziah Delaney (Tom Hardy) retorna a Londres no momento em que o pai acaba de morrer. Na teoria, ele e a irm\u00e3 Zilpha Geary (Oona Chaplin) s\u00e3o os herdeiros dos bens do pai. Por\u00e9m, o patriarca escolhe apenas James para ficar com sua casa em Londres e uma terra em uma disputada ilha nas proximidades do Canad\u00e1, em que \u00e9 poss\u00edvel fazer com\u00e9rcio com a China.<\/p>\n<p>Dado como morto nos 10 anos em que ficou fora de Londres, o retorno de James \u00e9 uma surpresa para a comunidade, al\u00e9m de um problema para a Companhia das \u00cdndias, que j\u00e1 estava certa de que conseguiria a concorrida ilha, que tamb\u00e9m \u00e9 alvo dos Estados Unidos, j\u00e1 que a hist\u00f3ria se passa num momento de confronto entre Reino Unido e EUA.<\/p>\n<h2>Cr\u00edtica de <em>Taboo<\/em><\/h2>\n<p>Por sua hist\u00f3ria se passar dentro de um contexto de guerra, <em>Taboo<\/em> traz muitas disputas e conflitos, com cenas de viol\u00eancia e tamb\u00e9m estrat\u00e9gias. Mas esse \u00e9 apenas um dos enredos da miniss\u00e9rie, que trata de um assunto tabu (da\u00ed o nome), mist\u00e9rios sobrenaturais (James tem um ar de curandeiro) e, principalmente, \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre\u00a0quem \u00e9 esse protagonista.<\/p>\n<p>James Delaney \u00e9 um protagonista incomum. Ele \u00e9 um anti-her\u00f3i, tem atitudes duvidosas, \u00e9 ego\u00edsta, violento, mas a atua\u00e7\u00e3o de Tom Hardy \u00e9 t\u00e3o boa, que o espectador percebe que com o passar dos epis\u00f3dios &#8212; a primeira temporada tem oito &#8212; passa a compreender mais sobre esse personagem cheio de traumas e, que, no fundo, tem um bom cora\u00e7\u00e3o &#8212; pelo menos quando se trata a pessoas pr\u00f3ximas a ele &#8212; e se v\u00ea torcendo por ele. E, por isso, acho que Hardy merecia uma indica\u00e7\u00e3o na categoria de melhor ator em miniss\u00e9rie e telefilme. Mas isso n\u00e3o rolou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso destacar o visual de <em>Taboo<\/em>. A miniss\u00e9rie faz uma reprodu\u00e7\u00e3o fiel ao per\u00edodo em que se passa, tanto que, algumas vezes, h\u00e1 inc\u00f4modo ao ver a sujeira e a precariedade dessa Londres dos anos 1812. Outro ponto forte \u00e9 o elenco. Com exce\u00e7\u00e3o de Oona Chaplin e Jefferson Hall, que fazem o casal chat\u00edssimo e desnecess\u00e1rio Zilpha e Thorne, os outros atores est\u00e3o bem. Al\u00e9m de Hardy, h\u00e1 boas atua\u00e7\u00f5es de Jonathan Pryce, na pele do Sir Stuart Strange; Mark Gatiss, irreconhec\u00edvel como o pr\u00edncipe regente; e Jessie Buckley interpretando a carism\u00e1tica Lorna Bow.<\/p>\n<p><em>Taboo<\/em> \u00e9 uma s\u00e9rie densa e pesada, mas mesmo assim n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil seguir os cap\u00edtulos at\u00e9 o final. Inclusive, \u00e9 muito f\u00e1cil, pelo fato da s\u00e9rie ser instigante e ter muitos mist\u00e9rios, que fazem o espectador querer seguir de um epis\u00f3dio para o outro para entender e saber mais sobre essa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ignorada no Emmy, mas n\u00e3o na vida (e nem pelo<strong> Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>, a s\u00e9rie est\u00e1 na nossa lista de <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/as-10-melhores-series-de-2017-ate-agora\/\">melhores de 2017<\/a>), <em>Taboo<\/em> garantiu uma segunda temporada e deve voltar \u00e0 telinha em 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produzida e protagonizada por Tom Hardy, a superprodu\u00e7\u00e3o Taboo ficou de fora do pr\u00eamio. 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