{"id":6865,"date":"2018-06-24T11:00:29","date_gmt":"2018-06-24T14:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=6865"},"modified":"2018-06-22T15:27:19","modified_gmt":"2018-06-22T18:27:19","slug":"sotaques-e-destaque-em-novelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/sotaques-e-destaque-em-novelas\/","title":{"rendered":"Naturalidade de sotaques \u00e9 destaque em novelas atuais"},"content":{"rendered":"<h3>A pros\u00f3dia apresentada em <em>Onde nascem os fortes<\/em> e em <em>Segundo sol<\/em> soa natural, o que \u00e9 raro de acontecer. Sotaque sempre \u00e9 uma armadilha em novelas<\/h3>\n<p>A s\u00e9rie <em>Onde nascem os fortes<\/em> estava h\u00e1 uma semana no ar, quando uma colega da reda\u00e7\u00e3o, pernambucana, me chamou a aten\u00e7\u00e3o para um fato, segundo ela, raro. O sotaque de personagens recifenses soava natural at\u00e9 para uma nordestina. Ponto para a brasiliense Patr\u00edcia Pillar (C\u00e1ssia), para o curitibano Alexandre Nero (Pedro) e para a carioca Alice Wegmann (Maria &#8212; <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/alice-wegmann\/\"><strong>leia entrevista com a atriz<\/strong><\/a>), entre outros. Todos est\u00e3o longe do sotaque natural deles e se destacam por se aproximar, com naturalidade, do pedido pelo papel.<\/p>\n<p>Sempre que uma novela que se passa no nordeste brasileiro estreia, essa discuss\u00e3o vem \u00e0 tona antes mesmo da exibi\u00e7\u00e3o do primeiro cap\u00edtulo. Foi assim tamb\u00e9m com <em>Segundo sol<\/em>, a atual das 21h. Mas, mais uma vez, os atores que n\u00e3o nasceram na Bahia (estado onde se passa a trama de Jo\u00e3o Emanuel Carneiro) est\u00e3o longe de fazer feio. Tanto que nem nas movimentadas, atentas e cri-cris redes sociais eles s\u00e3o alvo de cr\u00edtica por isso. Pelo contr\u00e1rio: j\u00e1 li elogios \u00e0 pros\u00f3dia de nomes como Deborah Secco (Karola), Em\u00edlio Dantas (Beto), Chay Suede (\u00cdcaro) e Adriana Esteves (Laureta).<\/p>\n<p>A int\u00e9rprete da cafetina Laureta afirmou \u00e0s v\u00e9speras da estreia, ao Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo: \u201cNa novela, vou ter um sotaque que consegui ter, mas isso \u00e9 s\u00f3 uma brincadeira, o principal \u00e9 poder passar a del\u00edcia do povo baiano, o lado solar, a dan\u00e7a, a cara. N\u00e3o precisa ser fiel porque ningu\u00e9m ser\u00e1 fiel a um sotaque que n\u00e3o \u00e9 o seu\u201d. (<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/adriana-esteves\/\"><strong>leia aqui a entrevista completa<\/strong><\/a>)<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m acho isso, Adriana! Estou longe de fazer parte de quem patrulha o sotaque dos personagens dos nossos folhetins. Mais vale um texto bem escrito e interpretado com verdade, mesmo com um \u201cr\u201d puxado na hora errada, do que palavras mal ditas por um canastr\u00e3o que coloca todos os \u201cs\u201d no lugar correto.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 quando um sotaque mal feito atrapalha o entendimento do que est\u00e1 sendo dito. \u00c9\u2026 \u00e0s vezes at\u00e9 veteranos caem nessa armadilha. O que era o sotaque ingl\u00eas de Lorde Williamson (Tarc\u00edsio Meira) em <em>Orgulho e paix\u00e3o<\/em>? N\u00e3o deixava os di\u00e1logos flu\u00edrem. Se bem que o problema das cenas com Darcy (Thiago Lacerda) n\u00e3o era exatamente esse&#8230; Mas a\u00ed j\u00e1 \u00e9 outra coluna!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pros\u00f3dia apresentada em Onde nascem os fortes e em Segundo sol soa natural, o que \u00e9 raro de acontecer. 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