{"id":871,"date":"2017-03-14T10:00:03","date_gmt":"2017-03-14T13:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=871"},"modified":"2017-04-17T14:53:27","modified_gmt":"2017-04-17T17:53:27","slug":"love-segunda-temporada-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/love-segunda-temporada-critica\/","title":{"rendered":"Love: a s\u00e9rie que s\u00f3 deveria ter tido uma temporada"},"content":{"rendered":"<p><em>A nova temporada de Love estreou na Netflix na sexta-feira (10\/3), mas a gente podia ter ficado sem essa&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Love<\/em> \u00e9 uma daquelas s\u00e9ries que promete ser completamente diferente das outras, mas na realidade seu p\u00fablico segue com a mesma inquieta\u00e7\u00e3o que o de todas as outras com\u00e9dias\/dramas rom\u00e2nticos: &#8220;quando \u00e9 que eles v\u00e3o ficar juntos?&#8221;. Pois o que eu penso \u00e9: &#8220;quando \u00e9 que eles v\u00e3o terminar?&#8221;. E gostaria muito de encontrar pessoas que pensam como eu, para a gente se sentar junto em um barzinho e falar mal pra caramba da s\u00e9rie. Cad\u00ea voc\u00eas, amigos? Se apresentem!<\/p>\n<p>Agora, falando s\u00e9rio, se voc\u00ea n\u00e3o viu a primeira temporada de <em>Love<\/em>, eis o que precisa saber: a s\u00e9rie acompanha um relacionamento turbulento, t\u00f3xico, desajustado e muito complexo de duas pessoas que aparentemente n\u00e3o tem nada em comum. Durante dez epis\u00f3dios n\u00f3s ficamos sabendo um pouco sobre Mickey e Gus, e como eles se conheceram e iniciaram um relacionamento. A coisa toda, \u00e9 claro, \u00e9 cheia de drama e reviravoltas. No \u00faltimo epis\u00f3dio, Mickey conta que \u00e9 dependente de drogas, \u00e1lcool, sexo\/amor, e diz que quer passar um ano sozinha para se conhecer melhor e tratar seus v\u00edcios. Nisso, Gus a beija em uma das cenas mais ego\u00edstas de toda a hist\u00f3ria da TV e a temporada acaba.<\/p>\n<h2>Segunda temporada<\/h2>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80026506\">segunda temporada<\/a> recome\u00e7a exatamente onde a primeira terminou: na hora do beijo. Mickey insiste em seguir seu plano de ficar um ano sozinha para se cuidar, mas obviamente n\u00e3o consegue. Sendo assim, durante 12 epis\u00f3dios acompanhamos a tentativa pat\u00e9tica e dram\u00e1tica dos protagonistas de tentarem construir um relacionamento.<\/p>\n<p>Nessa temporada fica claro que eles s\u00e3o exatamente aquelas pessoas que nos foram apresentadas na primeira fase da s\u00e9rie. Gus se faz de bonzinho, mas no fundo \u00e9 ego\u00edsta e absurdamente met\u00f3dico. E Mickey, por todas as suas depend\u00eancias, continua fazendo p\u00e9ssimas escolhas de vida (e Gus definitivamente \u00e9 uma delas). A trama \u00e9 movimentada por todos esses problemas, que uma hora ou outra explodem em cima dos personagens, e eles sempre lidam da pior maneira poss\u00edvel: com gritos, xingamentos&#8230; Enfim, mais drama.<\/p>\n<p>A primeira temporada foi interessante, por nos apresentar personagens complexos, e uma hist\u00f3ria de amor aparentemente fadada ao fracasso (at\u00e9 chegar o \u00faltimo epis\u00f3dio e estragar tudo). J\u00e1 a segunda temporada \u00e9 apenas irritante. A impress\u00e3o \u00e9 que, se Mickey fosse nossa amiga e come\u00e7asse a desabafar sobre esse relacionamento confuso que ela est\u00e1 tendo, talvez a gente ouvisse. Uma ou duas vezes. E em todas ir\u00edamos falar: &#8220;Cara, cai fora. Por que voc\u00ea ainda est\u00e1 fazendo isso?&#8221;. Mas sinceramente, depois disso, a gente ia parar de ouvir ela. A gente ia parar de atender as liga\u00e7\u00f5es dela. A gente ia ignorar todas as mensagens. Porque s\u00e9rio, \u00e9 uma hist\u00f3ria chata para caramba, com um cara mais chato ainda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ImILgy4jfIE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2>Pontos positivos<\/h2>\n<p>Mas nem tudo est\u00e1 perdido. Existem alguns pontos positivos em <em>Love<\/em>. Gillian Jacobs e Paul Rust s\u00e3o incr\u00edveis como protagonistas. Eles funcionam muito bem, tanto como casal, quanto em suas hist\u00f3rias independentes. Gillian Jacobs em especial merece ser ovacionada. Ela assume muito bem o papel da garota que luta para superar seus v\u00edcios, e de vez em quando acaba cedendo \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os personagens secund\u00e1rios s\u00e3o incr\u00edveis. Tudo o que o casal principal tem de irritante, Bertie (a australiana que mora com Mickey), Dr. Greg, Truman, e Allan tem de divertidos. E olha que eu s\u00f3 citei alguns dos v\u00e1rios coadjuvantes maravilhosos que esta s\u00e9rie tem.<\/p>\n<p>Bem, no fundo, se voc\u00ea gosta das coisas que Judd Apatow fez, como <em>Superbad<\/em>, <em>O virgem de 40 anos<\/em> ou <em>Ligeiramente Gr\u00e1vidos<\/em>, voc\u00ea provavelmente vai gostar de <em>Love<\/em>. Mas se voc\u00ea quiser uma s\u00e9rie que realmente fale sobre o lado obscuro de um relacionamento e ainda por cima te fa\u00e7a dar uma boas gargalhadas (n\u00e3o risadinhas, como <em>Love<\/em>), ent\u00e3o fica aqui a indica\u00e7\u00e3o: assista <em>You&#8217;re the worst<\/em>.<\/p>\n<p>E Netflix, chega de <em>Love<\/em>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova temporada de Love estreou na Netflix na sexta-feira (10\/3), mas a gente podia ter ficado sem essa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":43,"featured_media":177,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[70,5],"class_list":["post-871","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-series","tag-love","tag-netflix"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/871","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/43"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=871"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/871\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1401,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/871\/revisions\/1401"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}