Mais de 75% dos gerentes da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) entregaram os cargos de chefia

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Dos 123 gerentes, 95 aderiram ao movimento. A classe reivindica o alinhamento remuneratório com os colegas da Receita Federal, que já perdura há mais de uma década, de acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical).

Ontem, entidades que representam as carreiras que do ciclo de gestão e núcleo financeiro voltaram à mesa de negociação da Secretaria de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho (SEGRT) do Ministério do Planejamento, para cobrar tratamento isonômico entre as carreiras de Estado. Além do distanciamento remuneratório entre carreiras correlatas, os dirigentes sindicais criticaram o descumprimento dos termos acordados com a SEGRT. Caso da exigência de nível superior para ingresso no cargo de Técnico Federal de Finanças e Controle (TFFC) que, apesar de estar previsto no Termo nº 25/2015, foi vetado pelo Palácio do Planalto.

Rudinei Marques, presidente da Unacon,  lembrou que os assuntos fazem parte da campanha salarial 2015. “Não podemos ser punidos por que confiamos no governo, nas palavras do então secretário da SEGRT e nas do então secretário-executivo do ministério da Fazenda”, criticou.

O secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho, Augusto Chiba, reconheceu a legitimidade da pauta.Segundo Marques ele admitiu que a categoria está “certíssima”, se comprometeu a levar os problemas ao conhecimento do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e demonstrou disposição para tratar de assuntos sem impacto financeiro.

Em relação a exigência de NS para o cargo TFFC, Chiba confirmou que, mesmo sendo defendido pelo Ministério do Planejamento, o requisito foi alvo de resistência por parte de senadores, e concordou com a retomada da pauta.

3 thoughts on “Mais de 75% dos gerentes da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) entregaram os cargos de chefia

  1. Demorou. Deviam ter feito isso em prol do Brasil contra contabilidade criativa e as pedaladas… quanto espírito público.

  2. Acho que estou entendendo errado. Esses servidores não acabaram de receber aumento? Estão com um ótimo emprego em um ótimo aumento em um momento de grande crise no país, MAS ESTÃO FAZENDO GREVE? É isso mesmo? Onde está o Poder Judiciário ou a AGU nessas horas para acabar com essa palhaçada?

    Vergonha do serviço público brasileiro. A ganância está acima de tudo. Só reflete a canalhisse da população em geral.

    1. É bom deixar claro que diversas categorias(dentre elas BACEN/CGU/STN etc.) aceitaram inicialmente uma reposição salarial bem abaixo da inflação do período em virtude do ajuste fiscal, e com o compromisso que nenhuma outra categoria seria beneficiada com reajustes não condizentes com a situação econômica. Porém algumas categorias inexplicavelmente não entraram no “ajuste fiscal” e receberam reajustes absurdos que chegam a mais de 50% (muito acima da inflação do período), e “honorários” por realizar um trabalho que já é remunerado. A revolta toda é por causa desse tratamento desigual entre carreiras semelhantes e de mesma complexidade, ou o governo age coerentemente e coloca em prática o “ajuste fiscal” para TODAS carreiras, ou então se quiser arcar com as consequências que aumente o salário para TODAS as carreiras de forma isonômica.

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