Profissionais de salões de beleza protestam contra lei que os exclui da CLT em frente Planalto e ao Ministério do Trabalho

Publicado em Servidor

Cabeleireiros, barbeiros, manicures e maquiadores acorrentados ao Palácio do Planalto e ao prédio do Ministério do Trabalho farão serviços gratuitos, às 11h, para a população em protesto contra sanção de projeto de lei que legaliza pejotização das profissões, acaba com direitos previstos na CLT e vínculos empregatícios com os salões.

Diante da iminente possibilidade de sanção do projeto de lei 5230/13, batizado de Salão-Parceiro e Profissional-Parceiro, que legaliza a pejotização (transformar funcionários em pessoa jurídica) dos trabalhadores de salões de beleza (cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador), trabalhadores filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) e à Nova Central Sindical de Trabalhadores (NSCT), entidades que reúnem profissionais de Turismo e Hospitalidade, estão mobilizando protestos em frente ao Palácio do Planalto e à sede do Ministério do Trabalho, que devem se estender por, pelo menos, 48 horas, a partir da terça-feira (25), às 11h.
O objetivo é pressionar o presidente Michel Temer para que ele não legitime o primeiro projeto que legaliza a flexibilização das relações de trabalho no Brasil, enfraquecendo as conquistas da CLT. “Esse tipo de lei se baseia na desculpa de transformar profissionais de salões de beleza em empreendedores, mas é apenas uma cortina de fumaça para algo maior, a perda de direitos trabalhistas e de vínculo empregatício, direitos respaldados pela CLT. Outros setores também estão na mira de projetos similares, por isso a mobilização nesse momento é tão importante”, alerta Moacyr Roberto Tesch Auersvald, presidente da Contratuh.

Durante os dois dias de protestos, os profissionais vão oferecer serviços gratuitos, como cortes de cabelo, e outros representantes da classe estarão acorrentados em frente aos prédios dos órgãos públicos. O PL foi aprovado pela Câmara de Deputados na calada da noite do dia 11 de outubro, com a intenção de não levantar a atenção para uma tentativa clara  de manobra para a redução de direitos trabalhistas. Com esse tipo de lei em vigor, parlamentares terão precedentes para expandir o modelo para outros setores, informou a Contratuh.

Serviço:

Protesto contra sanção da Lei 5230 – viabiliza a terceirização da atividade fim em salões de beleza

Local: em frente ao Palácio do Planalto e ao Ministério do Trabalho (Brasília-DF)

Dia: 25 e 26 de outubro de 2016

Horário: A partir das 11h

2 thoughts on “Profissionais de salões de beleza protestam contra lei que os exclui da CLT em frente Planalto e ao Ministério do Trabalho

  1. O reconhecimento dos profissionais da beleza como parceiros é imprescíndivel e um pedido da classe. Em momento algum estão impedidos de trabalharem registrados. Em nenhum momento a referida lei lhes tira qualquer direito. As pessoas que se dizem contrárias certamente não tem pleno conhecimento do que acontece no ramo ou tem interesse que eles se mantenham na informalidade.

  2. Achei curioso esse termo PJtização e pesquisei. Os médicos usam isso e tb apresentadores de televisão.
    A conclusão e óbvia, mais uma maracutaia sim para retirar direito dos trabalhadores.
    Contratados como pessoa jurídica não tem direito a férias, 13º, fgts e INSS, ou seja, se tiver um acidente de trabalho ou perder o emprego o coitado está fu..
    Isso é ou não retroceder 2 séculos nas relações trabalhistas?

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