Governo não vai aumentar quadro. Assessor especial do Ministério do Planejamento diz que concursos vão apenas repor vagas de servidores que se aposentarem. Segundo Lima, não há porque elevar o efetivo de 650 mil funcionários: “Nem todas as vagas têm de ser preenchida”, disse
O governo vai priorizar concursos só para substituir aposentados. Segundo Arnaldo Lima, assessor especial do Ministério do Planejamento, não há porque aumentar o quadro de pessoal do governo federal, que hoje gira em torno de 650 mil servidores ativos. Ele disse que é preciso olhar para frente. “Se 50 vagas ficarão abertas, não quer dizer que todas têm de ser preenchidas. O tamanho atual do governo está dentro do que consideramos ideal”, afirmou, em entrevista ao CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.
Ele lembrou, ainda, que os servidores federais que negociaram reajustes salariais em quatro anos, até 2019, ganharam aumento real em torno de 2%, enquanto os trabalhadores da iniciativa privada tiveram redução de renda. Essa é uma das justificativas do governo para adiar os reforços nos contracheques do funcionalismo por 12 meses e levar a cabo medidas de ajuste fiscal, como o aumento na contribuição para a previdência de 11% para 14% e limitação dos salários de ingresso na administração pública.
Com a medida, os cargos de nível médio terão ganho inicial de R$ 2,800, e os de nível superior, de R$ 5 mil. “A formação dos nossos servidores é mais em administração, direito, economia e contabilidade. E o salário inicial dessas pessoas no setor privado é menos que R$ 5 mil. E no setor público há estabilidade no emprego e se trabalham quatro horas semanais a menos que no setor privado: são 40 horas, em média, contra 44 horas”, disse Lima.
De acordo com o assessor especial do Planejamento, a queda no ganho inicial não tornará o serviço público menos atrativo aos concurseiros. Em relação à produtividade no setor público, Lima destacou que esse é um dos temas mais difíceis de ser mensurado. “A população deixou claro que a eficiência dos nossos serviços não corresponde ao que ela paga de tributo. E as nossas propostas são para aumentar a eficiência. O salário inicial de R$ 5 mil fará com que esse novo servidor ingresse entre os 10% mais bem remunerados da população brasileira. Então, nossa proposta continua sendo atrativa.”
As iniciativas da equipe econômica vem no sentido de incentivar outros Poderes a fazerem o mesmo. De acordo com Arnaldo Lima, o Executivo tem que dar o exemplo porque é o que mais gasta com servidores. “Pelo princípio do equilíbrio dos Poderes, não podemos mandar medidas para o Judiciário e o Legislativo em relação à gestão da força de trabalho deles. Só que o exemplo contamina, é sempre importante. A ideia de que eles acabam replicando essa iniciativa”, disse.
GDF
Lima frisou que o governo não quer brigar com o servidor. “É um debate que temos que fazer com a população, com a sociedade que paga os tributos. Ela precisa dizer onde quer alocar seus recursos, o que é prioritário e o que não é”, assinalou. Ele elogiou a reforma da Previdência que está sendo discutida pelo Governo do Distrito Federal, com o estabelecimento de uma previdência complementar. “Faz todo sentido. Na proposta de reforma da Previdência que encaminhamos ao Congresso, fortalecemos a complementaridade entre nosso regime de repartição simples com a previdência complementar, saindo de um modelo de benefício garantido para um de contribuição definida, que dá mais sustentabilidade.”


2 thoughts on “Concursos? Só para repor vagas”
5 mil de inicial para um servidor de nível superior… Tem noção do que é isso? Até municípios, MUNICÍPIOS, pagarão mais que isso!
Que tipo de servidor a população quer para atuar na Polícia Federal, Receita etc??? Aqueles que dedicam anos de estudo ainda se interessarão??? Óbvio que não!
Quem perderá será a sociedade com o declínio da qualidade do serviço.
Esse papo de que se gasta muito com servidor concursado é MENTIRA!!!
Um comissionado ganha quase o teto do funcionalismo, e nem por mérito estão ganhando isso, pois foram indicados por padrinhos políticos.
Essa conversa de que um recém nascido de faculdade ganha em torno de 5 mil para justificar essa medida é outra SACANAGEM, já que não são recém graduados que entram no serviço público, até porque não é requisito ser recém graduado para ser nomeado a algum cargo – isso é somente um motivo rasteiro para justificar algo absurdo. O sujeito para passar num concurso desses leva no mínimo 3 anos de dedicação, mais o tempo que passou estudando para completar faculdade, ou seja, o tempo para passar em um concurso de nível superior é entre 7 – 10 anos.
O único motivo para insistirem em uma medida que não trará benefício econômico significativo é sucatear o serviço público e enfraquecer órgãos de fiscalização como Polícia Federal, Receita, AGU etc. ESSA É A REAL FINALIDADE!
É fato, servidores desses órgãos, como os do MPU, sempre incomodaram os políticos corruptos!
O que eles querem é um motivo qualquer para justificar esse GOLPE!
Comecem baixando seus próprios salários, pois foram vocês os responsáveis pela crise!
Comecem a demitir comissionados que nada fazem no serviço público a não ser encher o bolso de vocês!
corrupção no Brasil: todos pagam por isso.