Para os sindicatos que representam o setor de saúde suplementar, os servidores públicos federais e os funcionários de estatais, o objetivo final das normas é inviabilizar os planos geridos por funcionários para aumentar a carteira de planos de saúde com fins lucrativos em detrimento às autogestões. Tudo por conta de resoluções recentes, com várias inconsistências jurídicas, que podem afetar a vida de milhões de trabalhadores, muitos deles idosos com mais de 60 anos
Operadoras de saúde da modalidade de autogestão ligadas a empresas estatais com nota máxima na Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS) correm o risco de fechar as portas por conta de duas resoluções da Comissão interministerial de Governança e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) que obrigam empresas do governo federal a só manterem essa modalidade de assistência à saúde quando o plano tiver mais de 20 mil vidas no grupo, alerta a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas)
Na prática, de acordo com a representante do segmento, quase 100 mil trabalhadores podem ficar sem plano de saúde. No total, as normas afetam a prestação de assistência à saúde para mais de 2 milhões de trabalhadores, incluídas as estatais com mais de 20 mil vidas.
As autogestões são operadoras sem fins lucrativos e que concentram hoje a maior parte dos idosos que possuem plano no país – a média de pessoas com mais de 60 anos no setor é de 29% contra 12% na média da saúde suplementar. As normas da CGPAR estão sendo questionadas pela Unidas e sindicatos que representam funcionários públicos federais por trazer critérios para as autogestões que se contrapõem às regras da ANS e podem extinguir operadoras sólidas e com alto nível de atendimento ao usuário.
Após duas reuniões realizadas pela Unidas com operadoras, patrocinadoras e sindicatos, os representantes das filiadas decidiram encaminhar um ofício à CGPAR questionando as inconsistências jurídicas das resoluções, que podem abrir uma série de questionamentos na justiça comum e do trabalho, além de ameaçar a assistência à saúde de beneficiários dos planos que estão na mira do órgão ligado ao Ministério do Planejamento – especialmente os mais idosos, que não conseguem pagar os valores de mercado e podem sobrecarregar o SUS.
Para os sindicatos que representam o setor, o objetivo final das normas é inviabilizar os planos geridos por funcionários para aumentar a carteira de planos de saúde com fins lucrativos em detrimento às autogestões.


10 thoughts on “Quase 100 mil trabalhadores podem ficar sem plano de saúde, alerta Unidas”
O que vai acontecer quando o serviço público perder a mamata do plano de saúde que nós – os contribuintes otários – pagamos? Vão imediatamente procurar o serviço público de saúde e quem sabe, este começará a funcionar direito. As operadores por sua vez ou fecham as portas ou convencem seus “clientes” a pagar o preço que cobram em seus planos, afinal, quando o dinheiro é do contribuinte pode custar o preço que for né? 🙂
Idosos com mais de 60 anos já são expulsos das operadores comumente, basta completar 59 anos e a conta aumenta. Quem é idoso sabe do que estou falando.
Não existe mamata nenhuma. Os planos de saúde são descontados em folha de pagamento. Se você acha que é mamata, quando você passar num concurso público, terá a opção de optar em aderir o plano de saúde oferecido a você. Muitos desses funcionários com mais de 60 anos a que você se referiu contribuem com o plano de saúde há mais de 30, chegando até 40 anos de contribuição e quando realmente necessitam o governo quer simplesmente cortar.
Desculpe-me mas você, me parece, não está a par de como funciona um plano de saúde, ele não é igual a uma poupança, onde você guarda o dinheiro para si. Quando você paga qualquer plano de saúde você está pagando a conta de outros, pois ele trabalha com a premissa que nem todos vão utilizar-se do plano o tempo todo, portanto quando há um excesso de utilização quem paga a conta é geralmente a patrocinadora, veja o caso do postal saúde que é um exemplo emblemático.
Mas quem contribui também ajuda a manter o plano de saúde. Sim, o ideal é que ninguém precisasse de plano de saúde, mas a realidade é que precisamos.
Quanto a melhorar o SUS, é preciso vontade política, mas saúde não dá voto ou dinheiro.
Não tiro a razão de todos, cada um com sua opinião. Sou aposentado, na ocasião contribuia para a Patronal, hoje GEAP. Na oportunidade eram os funcionários que executavam os serviços. Quando passou a GEAP a ser adminstrados por indicação política quem ganham uma fortuna, os preços disparam. A criação das Agências regulados, que também é um cabide de empregos de apadrinhados políticos, não fazem nada, é só procurar qualquer Agência reguladora com qualquer problema que não será resolvido. São uns brincalhões.
Qual a sua raiva filho? Tentou passar em várias concursos e tomou pau e agora fica falando besteira.
Você é um otario mesmo. Não sabe a realidade é fica falando merda ao vento. Sou servidor público e pago 759 reais de plano de saúde. Você não paga um centavo do meu plano. Então cale a boca
Pessoas como vc envergonham o País quando abre a boca sem ter noção do que fala. Fique aí sentado alienado com informações de TV que é paga para aumentar o lucro do mercado…e quando acordar será tarde demais até para você.
Se vc trabalha na inciativa privada, ja observou que o seu patrão tem um patrimonio bilionário e que quanto mais tem ele quer e NUNCA pensou em nenhum funcionário e nem se lembra dos que passaram pela empresa…SO PENSAM NELES TODOS OS EMPRESÁRIOS !
SE VC E UM EMPRESARIO QUE TAL COM SEU DISCURSO ACIMA DIVIDIR OS SEUS LUCROS COM SEUS FUNCIONÁRIOS E SERVIR DE EXEMPLO ANTES DE FALAR DE ALGUEM!
Isso é parra favorecer os empresários do setor, eles molham os bolsos dos politicús desse país de merda e fazem o que querem, aí o contribuinte otário paga pelos dois serviços, o público que não existe atendimento e o particular através de planos de saúde que muita das vezes não vale nada também, braziu um país de trouxas.
Em minha opiniao ou o governo paga ou contribui no pagamento do plano de todos os aposentados ou nao paga o de ninguem. Chega de privilégios nesse pais, qq q seja ele.