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Decisão do Confaz sobre ICMS deve elevar inflação de 2023 para mais de 6,5%
ROSANA HESSEL
Sem muito alarde, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) decidiu fixar as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em R$ 1,4527 o litro para a gasolina e o etanol. A medida, publicada em despacho publicado ontem, está dando o que falar e fazendo bancos e consultorias piorarem suas previsões de inflação sobre a medida que começará a valer a partir de 1º de julho, diante da perspectiva de aumento nos preços dos combustíveis.
Antes, cada unidade da federação era responsável por determinar o percentual a ser cobrado e o valor praticado é menor do que o fixado pelo Confaz. Conforme dados do Sindicombustíveis-DF, o impacto será aumento de preços, pois o imposto vai aumentar em todos os estados, inclusive, no Distrito Federal.
Tiago Sbardelotto, economista da XP Investimentos, destacou que em linhas gerais, a mudança no ICMS representará uma elevação além dos limites dispostos na lei complementar nº 194/2022, que determinou que as alíquotas da gasolina não poderiam ser superiores à alíquota modal. Conforme levantamento feito por ele, hoje, a maior alíquota de ICMS vigente sobre a gasolina C é R$ 1,2419/litro, no Piauí, “cuja alíquota ad valorem modal é de 23%”. “Realizando um exercício simples, a mudança equivale à instituição de uma alíquota média ad valorem pouco acima de 27%”, acrescentou.