{"id":1174,"date":"2016-05-31T15:30:51","date_gmt":"2016-05-31T18:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=1174"},"modified":"2016-05-31T16:55:45","modified_gmt":"2016-05-31T19:55:45","slug":"juros-ao-consumidor-encostam-em-1-000-ao-ano-bc-e-ministerio-da-justica-veem-agiotagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/juros-ao-consumidor-encostam-em-1-000-ao-ano-bc-e-ministerio-da-justica-veem-agiotagem\/","title":{"rendered":"Juros ao consumidor encostam em 1.000% ao ano. BC e Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a veem agiotagem"},"content":{"rendered":"<p>POR ANTONIO TEM\u00d3TEO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em meio ao aumento do desemprego, \u00e0 recess\u00e3o e \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia, h\u00e1 institui\u00e7\u00f5es financeiras cobrando juros de quase 1.000% ao ano. As taxas s\u00e3o 55 vezes maiores do que as mais baixas, de 16,7% anuais. Por meio de slogans apelativos, que prometem limpar o nome das pessoas das listas de maus pagadores, diversas empresas atraem brasileiros desesperados para pagar as d\u00edvidas. Diante do nervosismo da busca por uma solu\u00e7\u00e3o para colocar as contas em dia, muitos esquecem que o custo dos financiamentos compromete boa parte do or\u00e7amento e s\u00e3o comuns os casos de clientes que voltam para o grupo de caloteiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um caso emblem\u00e1tico nesse mercado \u00e9 o da Crefisa, empresa que atende exclusivamente servidores p\u00fablicos, aposentados e pensionistas que est\u00e3o negativados. A institui\u00e7\u00e3o \u00a0ostenta a segunda coloca\u00e7\u00e3o entre as que cobram as maiores taxas do pa\u00eds. O custo dos financiamentos chega a 21,45% ao m\u00eas ou a 929,49% ao ano, conforme dados do Banco Central (BC). Fica atr\u00e1s apenas da Facta, com juros de 989,14% ao ano. As financeiras justificam que os custos dos empr\u00e9stimos s\u00e3o praticados de acordo com o mercado e o perfil de clientes, considerados de alto risco. Para o BC e o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, encargos nesses n\u00edveis beiram \u00e0 agiotagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dados do BC mostram que, at\u00e9 dezembro de 2015, a Crefisa tinha patrim\u00f4nio l\u00edquido de R$ 3 bilh\u00f5es, dos quais, R$ 2,2 bilh\u00f5es est\u00e3o emprestados. A possibilidade de preju\u00edzo leva as provis\u00f5es para perdas a R$ 571,8 milh\u00f5es, que correspondem a 26,16% da carteira total de cr\u00e9dito. Dos financiamentos, 32,5%, o equivalente a R$ 710,9 milh\u00f5es, est\u00e3o com atrasos de pagamentos superiores a 90 dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O economista Nicola Tingas, especialista no mercado de cr\u00e9dito, detalha que as institui\u00e7\u00f5es financeiras est\u00e3o mais cautelosas para oferecer linhas de cr\u00e9dito aos clientes. Ele explica que o aumento do desemprego e o crescimento da inadimpl\u00eancia reduziram a demanda por empr\u00e9stimos. Entretanto, Tingas ressalta que algumas empresas mant\u00eam as taxas em n\u00edveis bem acima da m\u00e9dia diante do risco que assumem ao realizar as opera\u00e7\u00f5es. \u201cOs brasileiros precisam ter cuidado antes de buscar qualquer institui\u00e7\u00e3o financeira para que o recurso tomado n\u00e3o se torne um problema\u201d, alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 15h30min<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR ANTONIO TEM\u00d3TEO &nbsp; Em meio ao aumento do desemprego, \u00e0 recess\u00e3o e \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia, h\u00e1 institui\u00e7\u00f5es financeiras cobrando juros de quase 1.000% ao ano. As taxas s\u00e3o 55 vezes maiores do que as mais baixas, de 16,7% anuais. 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