{"id":15174,"date":"2020-08-12T08:59:20","date_gmt":"2020-08-12T11:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=15174"},"modified":"2020-08-12T12:05:00","modified_gmt":"2020-08-12T15:05:00","slug":"servidores-publicos-tornam-se-porto-seguro-para-os-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/servidores-publicos-tornam-se-porto-seguro-para-os-bancos\/","title":{"rendered":"Servidores p\u00fablicos tornam-se porto seguro para os bancos"},"content":{"rendered":"<h2>Os bancos encontraram um porto seguro em meio \u00e0 grave crise provocada pela pandemia do novo coronav\u00edrus: os servidores p\u00fablicos. Como eles t\u00eam estabilidade no emprego e n\u00e3o tiveram redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, tornaram-se alvo preferencial das institui\u00e7\u00f5es financeiras na hora de emprestar dinheiro. Resultado: o cr\u00e9dito consignado ao funcionalismo continua crescendo como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dados do Banco Central apontam que, somente no consignado, os servidores devem R$ 232,8 bilh\u00f5es \u2014 um recorde. De janeiro a junho deste ano, esses empr\u00e9stimos aumentaram R$ 10,4 bilh\u00f5es. Isso significa que, na m\u00e9dia, os bancos liberaram R$ 57,1 milh\u00f5es ao dia por meio dessa linha de cr\u00e9dito, incluindo s\u00e1bados, domingos e feriados. Ressalte-se: o calote nessas opera\u00e7\u00f5es \u00e9 praticamente zero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bons clientes, os servidores s\u00e3o compensados com as menores taxas de juros do mercado quando se trata de empr\u00e9stimo a pessoas f\u00edsicas (nessa compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o entra o financiamento da casa pr\u00f3pria). Pelos c\u00e1lculos do BC, os encargos m\u00e9dios est\u00e3o em 17,7% ao ano \u2014 os menores da s\u00e9rie hist\u00f3rica. No consignado para trabalhadores da iniciativa privada, que devem R$ 23,8 bilh\u00f5es aos bancos (10% do saldo devedor do funcionalismo) as taxas pulam para 29,3% anuais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas contas do sistema financeiro, os servidores ainda t\u00eam uma ampla margem de endividamento. A folha de sal\u00e1rios daqueles que s\u00e3o pagos pelo governo federal custar\u00e1 R$ 323 bilh\u00f5es neste ano. Quando inclu\u00eddos os funcion\u00e1rios p\u00fablicos de estados e munic\u00edpios, a fatura deve encostar em R$ 940 bilh\u00f5es. E h\u00e1 perspectivas de reajustes em 2022, pelo menos para os servidores federais. Ser\u00e1 um agrado do presidente Jair Bolsonaro num momento em que ele tentar\u00e1 \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 08h59min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os bancos encontraram um porto seguro em meio \u00e0 grave crise provocada pela pandemia do novo coronav\u00edrus: os servidores p\u00fablicos. Como eles t\u00eam estabilidade no emprego e n\u00e3o tiveram redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, tornaram-se alvo preferencial das institui\u00e7\u00f5es financeiras na hora de emprestar dinheiro. 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