{"id":171,"date":"2015-08-22T11:46:00","date_gmt":"2015-08-22T14:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/tsunami_global\/"},"modified":"2015-08-22T11:46:00","modified_gmt":"2015-08-22T14:46:00","slug":"tsunami_global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/tsunami_global\/","title":{"rendered":"TSUNAMI GLOBAL"},"content":{"rendered":"\n<p>A fatura entregue pela presidente Dilma Rousseff aos trabalhadores est\u00e1 cada vez mais pesada. S\u00e3o eles, infelizmente, que est\u00e3o pagando a maior parte dos erros cometidos pela petista nos \u00faltimos quatro anos. A onda de demiss\u00f5es chegou com tudo e est\u00e1 pegando, sobretudo, a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, que n\u00e3o disp\u00f5e de poupan\u00e7a para enfrentar os tempos sombrios que tomaram conta do pa\u00eds.&nbsp;No setor da constru\u00e7\u00e3o civil, no qual est\u00e3o os trabalhadores menos qualificados, foram fechados 21.996 postos somente em julho. No acumulado do ano, os demitidos j\u00e1 somam 154.899. A previs\u00e3o \u00e9 de que ao menos 500 mil pessoas que tiram o sustento dos canteiros de obras tenham os contratos rescindidos ao longo de 2015. Ser\u00e1 um ano de amargar para muitas fam\u00edlias.&nbsp;Para o presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (Cbic), Jos\u00e9 Carlos Martins, os n\u00fameros s\u00f3 comprovam o quanto o governo se equivocou na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica. \u201cN\u00e3o houve e n\u00e3o h\u00e1 qualquer incentivo aos investimentos, que poderiam ajudar o pa\u00eds a crescer e a melhorar as receitas para viabilizar o ajuste fiscal\u201d, diz. \u201cOlhando \u00e0 frente, o quadro \u00e9 dram\u00e1tico\u201d, acrescenta.&nbsp;T\u00e9cnicos do pr\u00f3prio governo admitem que o Brasil se encontra numa posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. N\u00e3o bastassem os problemas internos, agravados por uma crise pol\u00edtica, h\u00e1 o risco de um tsunami mundial se abater sobre o pa\u00eds. O comportamento das bolsas de valores \u2014 ontem, os mercados dos Estados Unidos tombaram mais de 3% e a Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo acumula perdas superiores a 10% em agosto&nbsp; \u2014&nbsp; mostram que a economia externa pode entrar em um forte processo de desacelera\u00e7\u00e3o, muito semelhante ao que se viu em 2011. H\u00e1 um sentimento de p\u00e2nico tomando conta dos investidores.&nbsp;O que mais preocupa \u00e9 o fato de os bancos centrais estarem sem ferramentas para evitar o pior. Nos EUA, os juros j\u00e1 est\u00e3o pr\u00f3ximos de zero. Na Europa e no Jap\u00e3o, as taxas s\u00e3o negativas. A China, que vinha funcionando como alavanca para a atividade global, vem crescendo a taxas abaixo de 6%. Os mais pessimistas falam em avan\u00e7o, na margem, entre 3% e 4%.&nbsp;Entre os pa\u00edses emergentes, n\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 que apresente bons resultados. Na melhor das hip\u00f3teses, est\u00e3o se defendendo para evitar o pior. Muitas dessas economias s\u00e3o extremante dependentes das commodities (mercadorias com cota\u00e7\u00e3o internacional), cujos pre\u00e7os derretem a olhos vistos ante a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. O barril do petr\u00f3leo pode cair a US$ 30.&nbsp;Mesmo os analistas que vinham projetando alta dos juros nos Estados Unidos j\u00e1 come\u00e7am a rever as apostas. Alegam que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, ter\u00e1 que lidar com um cen\u00e1rio muito complexo, do qual est\u00e1 tentando sair h\u00e1 anos. Esses mesmos especialistas alegam que a China tende a espalhar uma onda de defla\u00e7\u00e3o pelo mundo ao for\u00e7ar a desvaloriza\u00e7\u00e3o de sua moeda.&nbsp;<b>Distor\u00e7\u00f5es<\/b> <\/p>\n<p>Nesse contexto de desaquecimento global, a recess\u00e3o brasileira pode se aprofundar. A infla\u00e7\u00e3o que tem atormentado os brasileiros ser\u00e1 o menor dos problemas a serem enfrentados pelo Banco Central. \u00c9 poss\u00edvel que o Produto Interno Bruto (PIB) recue at\u00e9 3% neste ano e mais de 1% em 2016, o que levar\u00e1 o desemprego para 10% em dezembro ou janeiro pr\u00f3ximos.&nbsp;A justificativa para esse quadro devastador \u00e9 que a desconfian\u00e7a, agigantada pela crise pol\u00edtica, inviabilizar\u00e1 os investimentos produtivos que o Brasil tanto precisa para voltar a crescer. Mesmo capitalizadas, as empresas tender\u00e3o a ficar penduradas nos altos juros pagos pelos t\u00edtulos p\u00fablicos. Sem investimentos, as demiss\u00f5es v\u00e3o se acentuar.&nbsp;Na avalia\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Carlos Martins, da Cbic, esperava-se que, num momento t\u00e3o dif\u00edcil, o governo tivesse margem de manobra para agir. Mas n\u00e3o tem. Um exemplo das dificuldades est\u00e1 no programa Minha Casa, Minha Vida, que foi s\u00edmbolo das promessas de um Brasil melhor que Dilma alardeou em verso e prosa. Sem caixa, o Tesouro Nacional j\u00e1 est\u00e1 devendo R$ 1,5 bilh\u00e3o \u00e0s construtoras, que n\u00e3o param de fechar postos de trabalho.&nbsp;A perspectiva \u00e9 de que pelo menos R$ 1,6 bilh\u00e3o, referentes a dois meses de pagamentos do Minha Casa, Minha Vida, sejam empurrados para 2016, numa pedalada para a qual o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) ainda n\u00e3o se atentou. O governo j\u00e1 assumiu compromissos de outros R$ 10 bilh\u00f5es para o ano que vem, mas tudo indica que n\u00e3o ter\u00e1 como pagar integralmente a conta devido \u00e0 forte queda das receitas por causa da recess\u00e3o.&nbsp;No caso do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), que deveria estar melhorando a infraestrutura do pa\u00eds, quase nada sai do papel. O governo tem R$ 50 bilh\u00f5es em obras contratadas e compromissadas (conv\u00eanios assinados com prefeituras, mas n\u00e3o licitados), mas o Tesouro s\u00f3 est\u00e1 liberando, no m\u00e1ximo, R$ 2 bilh\u00f5es por m\u00eas.&nbsp;Num quadro de normalidade, seria saud\u00e1vel que o setor privado ocupasse o lugar do governo nesses investimentos. Mas num Brasil de imensas incertezas, assumir riscos se tornou proibitivo.&nbsp;<b>Guias de boas pr\u00e1ticas<\/b> <\/p>\n<p>\u00bb A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) lan\u00e7ar\u00e1, na segunda-feira, guias de boas pr\u00e1ticas empresariais para reduzir efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Quatro setores ser\u00e3o contemplados \u2014 el\u00e9trico e eletr\u00f4nico, t\u00eaxtil, de produtos de limpeza e de minera\u00e7\u00e3o. Juntos, representam 3,4% do PIB.&nbsp;<b>Punta Cana direto de Bras\u00edlia<\/b> <\/p>\n<p>\u00bb Punta Cana ser\u00e1 o quarto destino internacional que a TAM abrir\u00e1 em 2015. A companhia vai operar, a partir de 15 de dezembro, voo direto para a Rep\u00fablica Dominicana saindo de Bras\u00edlia.<i> <\/p>\n<p><\/i><i>Bras\u00edlia, 11h50min<\/i>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fatura entregue pela presidente Dilma Rousseff aos trabalhadores est\u00e1 cada vez mais pesada. S\u00e3o eles, infelizmente, que est\u00e3o pagando a maior parte dos erros cometidos pela petista nos \u00faltimos quatro anos. 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