{"id":1808,"date":"2016-07-04T19:59:20","date_gmt":"2016-07-04T22:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=1808"},"modified":"2016-07-08T09:27:35","modified_gmt":"2016-07-08T12:27:35","slug":"rombo-em-2017-pode-encostar-em-r-170-bilhoes-se-nao-houver-aumento-de-impostos-admite-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/rombo-em-2017-pode-encostar-em-r-170-bilhoes-se-nao-houver-aumento-de-impostos-admite-governo\/","title":{"rendered":"Rombo em 2017 pode encostar em R$ 170 bilh\u00f5es se n\u00e3o houver aumento de impostos, admite governo"},"content":{"rendered":"<p>O presidente interino deve definir nesta ter\u00e7a-feira, 5, o tamanho do rombo das contas p\u00fablicas em 2017. A estimativa ser\u00e1 encaminhada ao Congresso nesta semana. Em reuni\u00e3o realizada hoje, no Pal\u00e1cio do Planalto, houve um grande debate para que o buraco seja inferior aos R$ 170,5 bilh\u00f5es fixados para este ano. Participaram do encontro, al\u00e9m de Temer, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Governo).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica defende que o deficit fique entre R$ 140 bilh\u00f5es e R$ 150 bilh\u00f5es. A ala pol\u00edtica quer um rombo maior, de at\u00e9 R$ 170 bilh\u00f5es. Eliseu Padilha afirma que a repeti\u00e7\u00e3o do deficit deste ano em 2017 ser\u00e1 um &#8220;avan\u00e7o, pois haver\u00e1 varia\u00e7\u00e3o zero&#8221;. O presidente interino est\u00e1 tentado a sancionar uma proje\u00e7\u00e3o que n\u00e3o assuste os investidores, que andam reclamando da falta de compromisso do governo com um ajuste fiscal consistente. T\u00e9cnicos do governo reconhecem, por\u00e9m, que, para prevalecer a proje\u00e7\u00e3o da Fazenda, o governo n\u00e3o ter\u00e1 outra escapat\u00f3ria sen\u00e3o a de aumentar impostos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do economista Renato Fragelli, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), o governo deve recorrer, num primeiro, momento, a tributos que n\u00e3o precisam passar pelo crivo do Congresso, como a Cide, o imposto sobre combust\u00edveis. Ele reconhece que esse tributo \u00e9 inflacion\u00e1rio, mas, depois de ser absorvido pelos \u00edndices de pre\u00e7os, funcionar\u00e1 como importante irrigador para o caixa do Tesouro Nacional. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 outra prioridade no pa\u00eds hoje que n\u00e3o seja o ajuste fiscal&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aumento de impostos para evitar rombo pr\u00f3ximo de R$ 170 bilh\u00f5es em 2017, a equipe econ\u00f4mica conta com um programa de privatiza\u00e7\u00e3o e de concess\u00f5es para arrecadar at\u00e9 R$ 30 bilh\u00f5es. Mas h\u00e1 d\u00favidas quanto a esse valor, assim como h\u00e1 questionamentos sobre o impacto que um poss\u00edvel crescimento da economia no ano que vem, entre 1% e 2%, ter\u00e1 sobre a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 muitos pontos a serem levados em considera\u00e7\u00e3o na hora de projetar o deficit de 2017. Se, por exemplo, o mercado de trabalho n\u00e3o se recuperar, a Previd\u00eancia Social ter\u00e1 rombo ainda maior, pesando no resultado final&#8221;, diz um t\u00e9cnico da Fazenda. Ele ressalta que, quanto mais realista o governo for, melhor. &#8220;Mas esse realismo n\u00e3o pode estar contaminado pelo desejo de gastar. O momento exige que fa\u00e7amos deficits cada vez menores, para resgatarmos a credibilidade&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 19h59min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente interino deve definir nesta ter\u00e7a-feira, 5, o tamanho do rombo das contas p\u00fablicas em 2017. A estimativa ser\u00e1 encaminhada ao Congresso nesta semana. Em reuni\u00e3o realizada hoje, no Pal\u00e1cio do Planalto, houve um grande debate para que o buraco seja inferior aos R$ 170,5 bilh\u00f5es fixados para este ano. 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