{"id":19210,"date":"2021-06-02T09:45:36","date_gmt":"2021-06-02T12:45:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=19210"},"modified":"2021-06-02T19:51:14","modified_gmt":"2021-06-02T22:51:14","slug":"industria-recua-13-em-abril-e-fica-1-abaixo-do-patamar-pre-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/industria-recua-13-em-abril-e-fica-1-abaixo-do-patamar-pre-pandemia\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria recua 1,3%, em abril, e fica 1% abaixo do patamar pr\u00e9-pandemia"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dia ap\u00f3s o governo comemorar o resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (02\/06), um dado que joga um balde de \u00e1gua fria nos \u00e2nimos do mercado. A produ\u00e7\u00e3o industrial caiu 1,3% em abril na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior, na s\u00e9rie com ajuste sazonal, fazendo o setor produtivo ficar 1% abaixo do patamar pr\u00e9-pandemia, de fevereiro de 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme os dados do IBGE, a queda foi disseminada por 18 das 26 atividades pesquisadas.\u00a0O resultado da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de abril foi pior do que a mediana das previs\u00f5es do mercado, que esperava recuo de 0,2%. Foi a terceira queda seguida da atividade industrial neste ano, acumulando desempenho negativo de 4,4% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O economista-chefe da Necton Investimentos, Andr\u00e9 Perfeito, reconheceu que os dados da produ\u00e7\u00e3o industrial est\u00e3o na contram\u00e3o da onda otimista em rela\u00e7\u00e3o ao desemprenho do PIB de janeiro a mar\u00e7o . &#8220;Estes dados contrap\u00f5em-se aos dados do PIB do primeiro trimestre divulgados ontem e apontam que a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ainda \u00e9 incipiente de certa forma&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para economistas da XP Investimentos, que acaba de revisar de 4,1% para 5,2% a proje\u00e7\u00e3o de crescimento do PIB deste ano, o dado da ind\u00fastria o dado da produ\u00e7\u00e3o industrial &#8220;decepciona em abril&#8221;, mas a institui\u00e7\u00e3o, que esperava queda de 0,4%, prev\u00ea recupera\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses. A entidade prev\u00ea expans\u00e3o de 8,5%. &#8221; A\u00a0recupera\u00e7\u00e3o robusta da economia global deve beneficiar as exporta\u00e7\u00f5es de bens manufaturados, o que \u00e9 particularmente positivo para as atividades de produtos aliment\u00edcios; produtos de madeira; couro e cal\u00e7ados; papel e celulose; metalurgia e outros equipamentos de transporte&#8221;, destacou a XP, em nota na qual reconheceu que os problemas na cadeia de suprimentos da ind\u00fastria, com destaque para o setor automotivo, &#8220;permanecem como principal risco a ser monitorado nos pr\u00f3ximos meses&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Atividades com maiores quedas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Produtos aliment\u00edcios, derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis foram as atividades que puxaram a queda na PMI de abril frente a mar\u00e7o, segundo o IBGE. A produ\u00e7\u00e3o de coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis encolheu 9,5%, no m\u00eas passado, ap\u00f3s alta de 1,9% em mar\u00e7o. J\u00e1 a ind\u00fastria de produtos aliment\u00edcios recuou 3,4%, eliminando o ganho de 3,3% acumulado nos tr\u00eas primeiros meses do ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es negativas importantes da pesquisa vieram das \u00e1reas de impress\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es (-34,8%), de produtos de metal (-4,0%), de couro, artigos para viagem e cal\u00e7ados (-8,9%), de celulose, papel e produtos de papel (-2,6%), de confec\u00e7\u00e3o de artigos do vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios (-5,2%), de produtos t\u00eaxteis (-5,4%) e de m\u00f3veis (-6,5%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as oito atividades que apresentaram alta, os destaques foram as ind\u00fastrias extrativas, com alta de 1,6%, com dois meses seguidos de expans\u00e3o acumulando ganho de 7,4%. M\u00e1quinas e equipamentos apresentou alta de 2,6% em abril ap\u00f3s recuar 0,8% em mar\u00e7o. Ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias, com alta e 1,4% interrompeu tr\u00eas meses de queda, mas acumula queda de 16,6%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com as categorias econ\u00f4micas, o segmento de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis apresentou queda de 0,9% em abril, a terceira consecutiva, acumulando tombo de 11,7%. O setor de bens intermedi\u00e1rios, com recuo de 0,8%, anulou o ganho de 0,4% de fevereiro e mar\u00e7o. O gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Macedo, destacou que essas duas categorias &#8220;s\u00e3o as de maior peso na estrutura industrial&#8221;. Ele lembrou que, al\u00e9m de estar 1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, o setor industrial &#8220;ainda se encontra 17,6% abaixo do n\u00edvel recorde de maio de 2011&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em contrapartida,\u00a0houve dados positivos para o setor de bens de capital (2,9%), que devolveram parte da queda de 10,4% acumulado entre fevereiro e mar\u00e7o. O segmento de bens de consumo dur\u00e1veis, com alta de 1,6%, interrompeu tr\u00eas meses seguidos de queda, com perda acumulada de 12,3%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alta hist\u00f3rica na compara\u00e7\u00e3o anual<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com abril de 2020, no auge da crise provocada pela pandemia da covid-19, a PIM apontou crescimento de 34,7%, a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2002. Foi a oitava alta consecutiva nessa base de compara\u00e7\u00e3o, de acordo com o IBGE, mas \u00e9 um resultado que \u00e9 minimizado por analistas porque a base \u00e9 muito baixa devido \u00e0 recess\u00e3o do ano passado. Contudo, o dado, ficou abaixo do consenso do mercado, que esperava um salto maior, de 36,10% nessa taxa interanual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo os dados da PIM, o n\u00famero de dias \u00fateis foi igual em abril deste ano e de 2020. &#8220;Mas os resultados positivos elevados evidenciam a baixa base de compara\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que em abril de 2020 o setor industrial recuou 27,7% (queda mais intensa da s\u00e9rie), influenciado, naquele momento, pelo aprofundamento das paralisa\u00e7\u00f5es em diversas plantas industriais, por causa da pandemia&#8221;, destacou a nota do IBGE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O levantamento do \u00f3rg\u00e3o ainda apontou que, no acumulado do ano, a ind\u00fastria registrou alta de 10,5% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2020, quando foi contabilizado avan\u00e7o de 3,5%. No acumulado em 12 meses, ap\u00f3s 22 taxas negativas, a PMI apresentou varia\u00e7\u00e3o positiva de 1,1%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale lembrar que a ind\u00fastria comp\u00f5e 17,7% do PIB e emprega mais de 10 milh\u00f5es de pessoas e representa uma massa salarial de R$ 30 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; Um dia ap\u00f3s o governo comemorar o resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (02\/06), um dado que joga um balde de \u00e1gua fria nos \u00e2nimos do mercado. 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