{"id":20,"date":"2015-01-20T12:10:00","date_gmt":"2015-01-20T14:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/colapso_a_vista\/"},"modified":"2015-01-20T12:10:00","modified_gmt":"2015-01-20T14:10:00","slug":"colapso_a_vista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/colapso_a_vista\/","title":{"rendered":"COLAPSO \u00c0 VISTA"},"content":{"rendered":"\n<p>Integrantes do Pal\u00e1cio do Planalto j\u00e1 come\u00e7aram a mapear o estrago que a segunda-feira marcada por apag\u00f5es e aumento de impostos poder\u00e1 fazer na popularidade da presidente Dilma Rousseff. Apesar de o governo j\u00e1 ter sinalizado que reajustaria tributos como a Cide, que encarece a gasolina, ningu\u00e9m contava que o an\u00fancio das maldades preparadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, coincidiria com a interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento de energia em 10 estados e no Distrito Federal. \u201cFoi uma coincid\u00eancia infeliz, que, sabemos, custar\u00e1 caro ao governo\u201d, diz um assessor de Dilma. <\/p>\n<p>Mais do que o aumento de impostos, o que preocupa o Planalto \u00e9 a possibilidade de o pa\u00eds conviver com apag\u00f5es quase que di\u00e1rios neste que promete ser o ver\u00e3o mais quente da hist\u00f3ria. A decis\u00e3o do Operador Nacional do Sistema (ONS) de ordenar \u00e0s concession\u00e1rias das regi\u00f5es mais ricas do pa\u00eds para desligar a luz de parte da popula\u00e7\u00e3o refor\u00e7ou que o Brasil j\u00e1 est\u00e1 convivendo com racionamento de energia. Bastar\u00e1 o consumo encostar no pico, para que os cortes sejam determinados. N\u00e3o h\u00e1 folga no sistema interligado implantado por Dilma quando ela era ministra de Minas e Energia. Nem mesmo as usinas t\u00e9rmicas, que operam na capacidade m\u00e1xima, ser\u00e3o capazes de evitar transtornos. O risco de colapso \u00e9 real. <\/p>\n<p>Para o economista Newton Rosa, da Sul Am\u00e9rica Investimentos, o esfor\u00e7o do governo de resgatar a confian\u00e7a de investidores e empres\u00e1rios, ao anunciar medidas para o ajuste fiscal, pode ser minimizado diante do estrago que o racionamento de energia e de \u00e1gua far\u00e1 na economia. \u201cNingu\u00e9m consegue dimensionar, com clareza, o custo do racionamento. Mas, com certeza, o Brasil mergulhar\u00e1 na recess\u00e3o\u201d, avisa. Ele ressalta que esse temor \u00e9 o principal motivo de os empres\u00e1rios n\u00e3o estarem comprando, como o mercado financeiro, o otimismo que o governo tenta disseminar com o pacote de maldades de Levy. <\/p>\n<p>Economista-chefe da Corretora Tullett Prebon, Fernando Montero afirma ser compreens\u00edvel que haja um descompasso entre a vis\u00e3o do empresariado e a do mercado financeiro em rela\u00e7\u00e3o ao governo. Os investidores antecipam os movimentos, pois, mesmo que fa\u00e7am apostas erradas e percam dinheiro, conseguem se recompor rapidamente, devido ao grande volume de recursos em circula\u00e7\u00e3o pelo mundo. J\u00e1 os empres\u00e1rios n\u00e3o podem se dar ao luxo de errar. Se investirem em uma f\u00e1brica que n\u00e3o dar\u00e1 certo, quebrar\u00e3o. Por isso, v\u00e3o esperar os resultados dos ajustes anunciados por Levy para retomarem os investimentos produtivos. <\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas, o caminho mais r\u00e1pido para o governo se aproximar do empresariado \u00e9 fazer, no setor de energia, o mesmo que est\u00e1 fazendo com as contas p\u00fablicas: dar transpar\u00eancia. Por pior que seja a realidade, \u00e9 melhor assumir logo que o pa\u00eds ter\u00e1 de racionar energia e \u00e1gua. Assim, os projetos de investimentos poder\u00e3o ser adequados ao fornecimento de eletricidade, um dos principais itens de custo da ind\u00fastria. \u201cChegou a hora da verdade. O governo errou demais. Errou nas gest\u00e3o das contas p\u00fablicos, errou no setor el\u00e9trico ao acreditar que o pa\u00eds suportaria o populismo tarif\u00e1rio\u201d, admite um t\u00e9cnico do Minist\u00e9rio da Fazenda. <\/p>\n<p>Calafrios <\/p>\n<p>T\u00e9cnicos do governo t\u00eam em m\u00e3os c\u00e1lculos mostrando que um prov\u00e1vel racionamento de \u00e1gua e energia poder\u00e1 tirar entre um e dois pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. S\u00f3 de ouvir essas proje\u00e7\u00f5es, auxiliares da presidente Dilma sentem calafrios. <\/p>\n<p>Selic pode subir 0,75 ponto <\/p>\n<p>\u00bb Gente gra\u00fada do mercado financeiro n\u00e3o descarta a possibilidade de o Banco Central elevar a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), que come\u00e7a hoje e termina amanh\u00e3. H\u00e1 muita preocupa\u00e7\u00e3o no BC com a infla\u00e7\u00e3o rodando os 7%. <\/p>\n<p>Levy decepciona empres\u00e1rios <\/p>\n<p>\u00bb O ministro da Fazenda provocou decep\u00e7\u00e3o entre os empres\u00e1rios que compareceram ontem na sede da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de S\u00e3o Paulo (Fiesp) para ouvi-lo. Muitos se deslocaram de outros estados, como Jos\u00e9 Antonio Martins, da fabricante de \u00f4nibus Marcopolo, com sede no Rio Grande do Sul. O encontro estava marcado para as 14h. Pouco depois do meio-dia, um assessor de Joaquim Levy ligou para a Fiesp para avisar que o ministro se atrasaria, pois estava em uma reuni\u00e3o com a presidente Dilma. <\/p>\n<p>Cobran\u00e7a por aten\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>\u00bb A expectativa era de que Levy decolasse de Bras\u00edlia \u00e0s 13h30. Como n\u00e3o conseguiu, diante do pacote de medidas que estava sendo negociado com a presidente, o chefe da equipe econ\u00f4mica teve de cancelar o encontro, assim como a viagem para Davos, na Su\u00ed\u00e7a, para onde embarcar\u00e1 hoje. \u201cFoi o anticl\u00edmax total\u201d, disse um dos presentes na Fiesp. \u201cMas esperamos que o ministro cumpra a sua promessa o mais rapidamente poss\u00edvel. N\u00e3o d\u00e1 para ficar distante do empresariado\u201d, ressalta outro executivo. <\/p>\n<p>Do ber\u00e7o ao t\u00famulo <\/p>\n<p>\u00bb A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) lan\u00e7a hoje, em parceria com o Instituto Brasileiro de Informa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia (Ibict), um manual com instru\u00e7\u00f5es para que empres\u00e1rios adotem a chamada Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida (ACV). Comum em pa\u00edses europeus e nos Estados Unidos, a ACV considera as implica\u00e7\u00f5es ambientais de toda a cadeia de abastecimento de produtos, bens e servi\u00e7os, o que abrange o ciclo de vida \u201cdo ber\u00e7o ao t\u00famulo\u201d. Por meio desse indicador, as empresas podem identificar oportunidades de melhorias competitivas e de redu\u00e7\u00e3o de impactos ambientais na produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 12h10min   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integrantes do Pal\u00e1cio do Planalto j\u00e1 come\u00e7aram a mapear o estrago que a segunda-feira marcada por apag\u00f5es e aumento de impostos poder\u00e1 fazer na popularidade da presidente Dilma Rousseff. 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