{"id":20148,"date":"2021-08-04T08:43:05","date_gmt":"2021-08-04T11:43:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=20148"},"modified":"2021-08-04T10:37:27","modified_gmt":"2021-08-04T13:37:27","slug":"genial-quaest-rejeicao-a-bolsonaro-aumenta-entre-os-mais-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/genial-quaest-rejeicao-a-bolsonaro-aumenta-entre-os-mais-pobres\/","title":{"rendered":"Genial\/Quaest: Rejei\u00e7\u00e3o a Bolsonaro aumenta entre os mais pobres"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">A segunda edi\u00e7\u00e3o da pesquisa qualitativa sobre as elei\u00e7\u00f5es de 2022 da Genial\/Quaest revela que a rejei\u00e7\u00e3o ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) n\u00e3o teve altera\u00e7\u00e3o entre julho e agosto, mantendo-se em 44% entre julho e agosto. Contudo, a avalia\u00e7\u00e3o negativa do chefe do executivo aumentou entre os mais pobres, principalmente no Nordeste<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, e a tend\u00eancia \u00e9 piorar entre os mais ricos se a economia n\u00e3o apresentar uma recupera\u00e7\u00e3o de fato, pois ela ser\u00e1 o fator decisivo nas urnas.<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo a <a href=\"https:\/\/www.genialinvestimentos.com.br\/eleicoes\/pesquisas\/pdfs\/genial-nas-eleicoes_pesquisa-para-presidente-2022_resultado-agosto-2021.pdf\">pesquisa divulgada nesta quarta-feira (4\/8),<\/a> enquanto a rejei\u00e7\u00e3o ao presidente caiu no Centro-Oeste de 48% para 35%, entre julho e agosto, no Norte e no Nordeste, a avalia\u00e7\u00e3o negativa de Bolsonaro passou de 39% para 47% e de 49% para 56%, respectivamente. Na regi\u00e3o Sul, \u00fanica do pa\u00eds em que a aprova\u00e7\u00e3o a Bolsonaro supera a rejei\u00e7\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o negativa de Bolsonaro passou de 34% para 31%. E, no Sudeste, a avalia\u00e7\u00e3o negativa do presidente recuou de 45% para 43%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O cientista pol\u00edtico e professor da Universidade Federal de Minas Gerais,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Felipe Nunes, coordenador da pesquisa e CEO da Quaest, destacou que o levantamento deixou bem claro que a rejei\u00e7\u00e3o a Bolsonaro estar crescendo entre os mais pobres &#8212; a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Contudo, a avalia\u00e7\u00e3o negativa do presidente ficou est\u00e1vel, porque a pesquisa tenta representar todos os substratos da sociedade de forma equilibrada, e, al\u00e9m disso, houve uma sens\u00edvel melhora na avalia\u00e7\u00e3o do presidente entre os mais ricos e queda na rejei\u00e7\u00e3o entre residentes no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste, que acabou compensando o aumento a piora na avalia\u00e7\u00e3o do presidente no Norte e no Nordeste<\/span><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Existe uma estabilidade no resultado global, mas percebemos que n\u00e3o houve melhora na avalia\u00e7\u00e3o do governo ap\u00f3s a \u00faltima reforma ministerial e a entrada de Ciro Nogueira (l\u00edder do Centr\u00e3o) como ministro-chefe da Casa Civil&#8221;, destacou Nunes, em entrevista ao <strong>Blog<\/strong>. &#8220;Os mais ricos est\u00e3o mais alinhados e satisfeitos como governo, enquanto os mais pobres est\u00e3o insatisfeitos. E isso mudou no agregado, porque houve mudan\u00e7a de composi\u00e7\u00e3o. As pessoas com renda alta est\u00e3o mais otimistas com a recupera\u00e7\u00e3o da economia, o que \u00e9 um perigo para Bolsonaro, porque, se essa perspectiva n\u00e3o se concretizar, a rejei\u00e7\u00e3o tende a aumentar tamb\u00e9m nessa faixa&#8221;, avaliou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Nunes, a pesquisa mostra que a economia ser\u00e1 o fator decisivo para mudar o atual cen\u00e1rio de rejei\u00e7\u00e3o a Bolsonaro, para que ele tenha alguma chance de se reeleger em outubro de 2022.\u00a0 &#8220;Um destaque da pesquisa \u00e9 que a rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 maior ao comportamento de Bolsonaro e n\u00e3o ao governo, o que mostra que as atitudes pol\u00eamicas do presidente n\u00e3o s\u00e3o aprovadas pela maioria da popula\u00e7\u00e3o e isso dever\u00e1 pesar no voto tamb\u00e9m&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lula continua liderando em todos os cen\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em todos os cen\u00e1rios, o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva lidera a prefer\u00eancia, tanto no primeiro quanto no segundo turno e n\u00e3o h\u00e1 um candidato de terceira via capaz de mudar esse quadro. Foram testados nomes como Ciro Gomes, Sergio Moro, Jo\u00e3o D\u00f3ria, Eduardo Leite, Henrique Mandetta e Datena e nenhum deles conseguiu ter for\u00e7a para ir para um segundo turno com Bolsonaro e Lula na disputa, com o petista \u00e0 frente com 44% a 45% da prefer\u00eancia dos votos. J\u00e1 Bolsonaro oscilou entre 27% e 29% da prefer\u00eancia. No segundo turno a vantagem de Lula \u00e9 mais expressiva com 53% a 58% nos sete cen\u00e1rios avaliados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Lula tem uma rejei\u00e7\u00e3o menor do que Bolsonaro e, portanto, se esse cen\u00e1rio n\u00e3o sofrer altera\u00e7\u00f5es, ele seria eleito com folga&#8221;, destacou Nunes. Segundo ele, a\u00a0terceira via continua sem espa\u00e7o para viabiliza\u00e7\u00e3o, especialmente, porque os candidatos n\u00e3o s\u00e3o muito conhecidos pela popula\u00e7\u00e3o.\u00a0Na m\u00e9dia, a inten\u00e7\u00e3o de voto para presidente no segundo turno Lula manteve 54% da prefer\u00eancia e Bolsonaro, 33%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os indicadores, no entanto, mostram que a infla\u00e7\u00e3o cada vez mais alta dever\u00e1 continuar persistente em 2022 e o desemprego n\u00e3o dever\u00e1 cair no ano que vem, o que \u00e9 um cen\u00e1rio nada animador para Bolsonaro que ter\u00e1 um grande desafio de conseguir votos entre os mais pobres.\u00a0\u00a0Enquanto os eleitores do petista s\u00e3o de renda baixa, com 64% morando no Nordeste e 56% ganhando at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos,\u00a0 dos que preferem Bolsonaro 45% ganha mais de cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos e moram no Centro-Oeste.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A grande batalha de Bolsonaro ser\u00e1 pelo voto da baixa renda, onde est\u00e1 grande disputa entre ele e Lula e ele pode recuperar a popularidade perdida se houver recupera\u00e7\u00e3o da economia e na percep\u00e7\u00e3o de bem estar. E, ao que tudo indica, o cen\u00e1rio econ\u00f4mico n\u00e3o dever\u00e1 melhorar t\u00e3o facilmente e isso ser\u00e1 grave para o presidente&#8221;, alertou Nunes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a economia piorou para 47% dos entrevistados, mas 31% deles esperam que ela melhore um pouco dentro de 12 meses. Outros 19% mais otimistas acham que dever\u00e1 melhorar muito. Ao serem questionados sobre qual \u00e9 o maior problema que o pa\u00eds enfrenta hoje, 23% responderam que \u00e9 a pandemia e 16% o desemprego. A terceira maior preocupa\u00e7\u00e3o, com 13% das resposta teve empate entre falta de atendimento na sa\u00fade e crise econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O analista lembrou que \u00e9 nessa fatia de eleitores pobres e do Nordeste que est\u00e1 a maioria das pessoas que preferem votar em Lula do que em Bolsonaro.\u00a0 &#8220;Por isso, o governo est\u00e1 buscando usar o Bolsa Fam\u00edlia e manter o aux\u00edlio emergencial para tentar reduzir a rejei\u00e7\u00e3o. Mas s\u00f3 conseguiremos saber se isso vai funcionar nas pr\u00f3ximas pesquisas&#8221;, alertou. &#8220;Essa \u00e9 a grande inc\u00f3gnita para as elei\u00e7\u00f5es. Certamente a economia ser\u00e1 decisiva nas elei\u00e7\u00f5es. A d\u00favida \u00e9 se o otimismo de hoje das classes mais alta de que a economia vai melhorar ser\u00e1 reduzido em realidade. Atualmente, as proje\u00e7\u00f5es dos economistas n\u00e3o \u00e9 essa&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante da pol\u00eamica em torno da proposta do governo de adiamento no pagamento de precat\u00f3rios para financiar o Bolsa Fam\u00edlia poder\u00e1 ser um fator negativo para o crescimento da rejei\u00e7\u00e3o ao governo entre os mais ricos na pr\u00f3xima pesquisa, no entender de Nunes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas entre 29 de julho e 1\u00ba de agosto em 27 unidades da da federa\u00e7\u00e3o tem uma metodologia diferenciada e que \u00e9 ajustada periodicamente, com margem de erro de tr\u00eas pontos percentuais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2021\/08\/GENIALQUAESTAGOSTO21.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-20151\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2021\/08\/GENIALQUAESTAGOSTO21.png\" alt=\"\" width=\"733\" height=\"486\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL A segunda edi\u00e7\u00e3o da pesquisa qualitativa sobre as elei\u00e7\u00f5es de 2022 da Genial\/Quaest revela que a rejei\u00e7\u00e3o ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) n\u00e3o teve altera\u00e7\u00e3o entre julho e agosto, mantendo-se em 44% entre julho e agosto. 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