{"id":22581,"date":"2021-12-10T15:32:18","date_gmt":"2021-12-10T18:32:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=22581"},"modified":"2021-12-10T23:18:06","modified_gmt":"2021-12-11T02:18:06","slug":"credit-suisse-faz-alerta-sobre-os-riscos-da-armadilha-do-baixo-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/credit-suisse-faz-alerta-sobre-os-riscos-da-armadilha-do-baixo-crescimento\/","title":{"rendered":"Credit Suisse faz alerta sobre os riscos da armadilha do baixo crescimento"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/h2>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">O desempenho econ\u00f4mico do Brasil nos \u00faltimos anos tem sido cada vez mais preocupante, colocando o pa\u00eds na armadilha do baixo crescimento,\u00a0conforme relat\u00f3rio divulgado pelo Credit Suisse nesta sexta-feira (10\/12).\u00a0 O banco destaca que, ap\u00f3s a maior recess\u00e3o em um ano, durante a pandemia da covid-19, economia brasileira registrou o menor crescimento m\u00e9dio do que a d\u00e9cada perdida de 1980. Pelos c\u00e1lculos da institui\u00e7\u00e3o<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, o PIB brasileiro entre os anos de 2010 e 2021 tem uma taxa m\u00e9dia de crescimento de 1,2%, a menor da hist\u00f3ria, e, quando considera 2011 a 2021, essa taxa m\u00e9dia \u00e9 menor ainda, de 0,7%. <\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Diante desse cen\u00e1rio, o Credit fez um alerta para esse cen\u00e1rio diante da alta da infla\u00e7\u00e3o e a piora do quadro fiscal, com o abandono da \u00faltima \u00e2ncora vigente.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201cA economia do Brasil est\u00e1 em um c\u00edrculo vicioso, o baixo crescimento econ\u00f4mico, que aumenta a press\u00e3o pol\u00edtica para aumentar os gastos, o que leva a infla\u00e7\u00e3o mais alta, porque as contas p\u00fablicas est\u00e3o em uma trajet\u00f3ria insustent\u00e1vel, deprecia\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio e menor crescimento econ\u00f4mico\u201d, destacou o documento elaborado pela equipe chefiada pela economista-chefe do Credit, Solange Srour.\u00a0 Segundo ela, o pa\u00eds n\u00e3o conseguir\u00e1 sair dessa armadilha sem retomar a agenda de reformas estruturantes, como a tribut\u00e1ria e a administrativa, algo que s\u00f3 dever\u00e1 ocorrer a partir de 2023, ou seja, no pr\u00f3ximo governo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cO fraco desempenho da economia, nos \u00faltimos anos, refor\u00e7a a necessidade de empurr\u00e1-la para fora dessa armadilha econ\u00f4mica por meio de um robusto processo de consolida\u00e7\u00e3o fiscal e reformas que tornem a economia mais competitiva e eficiente, como a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio &#8212; melhorando o ambiente de neg\u00f3cios, aumentando a flexibilidade do mercado de trabalho &#8211;, a privatiza\u00e7\u00e3o e a abertura comercial\u201d, acrescentou o estudo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nova recess\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio fiscal e econ\u00f4mico, as proje\u00e7\u00f5es do banco su\u00ed\u00e7o indicam que, em 2022, o Brasil deve entrar em outra recess\u00e3o, \u201ca terceira nos \u00faltimos oito anos\u201d. Depois de crescer 4,8%, neste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai encolher 0,5% e corre o risco de continuar crescendo 0,7% ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A\u00a0recess\u00e3o seria impulsionada principalmente por uma contra\u00e7\u00e3o dos componentes da demanda dom\u00e9stica privada devido ao aperto das condi\u00e7\u00f5es financeiras&#8221;, destacou o relat\u00f3rio, que prev\u00ea a infla\u00e7\u00e3o de 2022\u00a0 em 6% acima do teto da meta, de 5%.\u00a0&#8220;A infla\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ano deve ser impulsionada por\u00a0alta in\u00e9rcia, a continuidade da retomada do setor de servi\u00e7os, a\u00a0implementa\u00e7\u00e3o de aumentos de pre\u00e7os anteriormente adiados ou cancelados e infla\u00e7\u00e3o global mais alta&#8221;, afirmou o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Solange Srour, a expectativa \u00e9 que o processo desinflacion\u00e1rio esperado para o pr\u00f3ximo ano demore por mais tempo.\u00a0&#8220;A in\u00e9rcia inflacion\u00e1ria far\u00e1 com que a infla\u00e7\u00e3o continue alta por um per\u00edodo mais prolongado e isso vai dificultar um custo de vida mais baixo em 2022&#8221;, ressaltou a economista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o prev\u00ea a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) encerrando o ano em 12,25%, o que vai contribuir para o aumento do custo da d\u00edvida p\u00fablica. O relat\u00f3rio apontou que a acelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o\u00a0e a desacelera\u00e7\u00e3o das expectativas de infla\u00e7\u00e3o devem levar o Banco Central a manter o aumento das taxas de juros no\u00a0meses seguintes. A flexibiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, provavelmente, ocorrer\u00e1 apenas quando ficar mais claro que a infla\u00e7\u00e3o recuar e ficar mais pr\u00f3ximo do teto da meta, no fim de 2022.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Riscos fiscais\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo do Credit aponta deteriora\u00e7\u00e3o do quadro fiscal, especialmente ap\u00f3s as mudan\u00e7as no teto de gastos previstas na PEC dos Precat\u00f3rios, que antecipou altera\u00e7\u00e3o na metodologia para ampliar o aumento dos gastos p\u00fablicos.\u00a0&#8220;N\u00e3o esperamos qualquer avan\u00e7o no processo de consolida\u00e7\u00e3o fiscal, em 2022, devido ao processo de elei\u00e7\u00e3o presidencial. Al\u00e9m disso, as altas taxas de desemprego e infla\u00e7\u00e3o, bem como uma recess\u00e3o em ano eleitoral\u00a0pode levar o governo a aumentar ainda mais os gastos em 2022. As discuss\u00f5es sobre as reformas devem ser retomadas\u00a0apenas em 2023 com a nova administra\u00e7\u00e3o&#8221;, informou o estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a na \u00faltima \u00e2ncora fiscal vigente, segundo o estudo, vai ajudar acelerar o ritmo de aumento da d\u00edvida p\u00fablica bruta. Neste ano, o banco prev\u00ea que a d\u00edvida p\u00fablica bruta ficar\u00e1 em 81,7% do PIB, neste ano, abaixo dos 88,7% de 2020, mas pode chegar a 100% do PIB, em 2028, em uma conjuntura desse novo teto de gastos, baixo crescimento, e com uma taxa de juros real de 4% ao ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O\u00a0<span class=\"JLqJ4b ChMk0b\">aumento das taxas de juros neutras dificultar\u00e1 fortemente a estabiliza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida bruta na d\u00e9cada atual.<\/span> <span class=\"JLqJ4b ChMk0b\">Com taxas reais<\/span> <span class=\"JLqJ4b ChMk0b\">superior a 4,0%, como prevalecia no per\u00edodo que antecedeu o teto de gastos, a din\u00e2mica da d\u00edvida bruta n\u00e3o deve<\/span> <span class=\"JLqJ4b ChMk0b\">estabilizar at\u00e9 2030&#8243;, destacou o documento que tamb\u00e9m apontou que, pelos\u00a0<\/span>dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), a d\u00edvida p\u00fablica bruta do Brasil \u00e9 a maior entre as economias emergentes e est\u00e1 acima da m\u00e9dia estimada para este ano, de 59% <span style=\"font-weight: 400\">do PIB.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL O desempenho econ\u00f4mico do Brasil nos \u00faltimos anos tem sido cada vez mais preocupante, colocando o pa\u00eds na armadilha do baixo crescimento,\u00a0conforme relat\u00f3rio divulgado pelo Credit Suisse nesta sexta-feira (10\/12).\u00a0 O banco destaca que, ap\u00f3s a maior recess\u00e3o em um ano, durante a pandemia da covid-19, economia brasileira registrou o menor crescimento m\u00e9dio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":16307,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[5919,5920,4497,3294,5921,14,4,58,31,4975],"class_list":["post-22581","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-armadilha","tag-baixo-crescimento","tag-credit-suisse","tag-divida-bruta","tag-inercia","tag-inflacao","tag-juros","tag-pib","tag-recessao","tag-riscos-fiscais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22581"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22601,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22581\/revisions\/22601"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}