{"id":23,"date":"2015-01-21T15:22:00","date_gmt":"2015-01-21T17:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/tarifaco_custara_r_472_bilhoes_para_os_consumidores\/"},"modified":"2015-01-21T15:22:00","modified_gmt":"2015-01-21T17:22:00","slug":"tarifaco_custara_r_472_bilhoes_para_os_consumidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/tarifaco_custara_r_472_bilhoes_para_os_consumidores\/","title":{"rendered":"TARIFA\u00c7O CUSTAR\u00c1 R$ 47,2 BILH\u00d5ES PARA OS CONSUMIDORES"},"content":{"rendered":"\n<p>&gt;&gt; SIMONE KAFRUNI <\/p>\n<p>O tarifa\u00e7o de eletricidade e de combust\u00edveis vai custar R$ 47,2 bilh\u00f5es aos consumidores brasileiros em 2015. No entanto, nem mesmo essa fatura bilion\u00e1ria pode livrar o pa\u00eds de mais um racionamento de energia el\u00e9trica, a exemplo do que ocorreu em 2001 e tirou R$ 45 bilh\u00f5es do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O primeiro apag\u00e3o de 2015, que deixou mais de 3 milh\u00f5es de brasileiros sem luz em 10 estados e no Distrito Federal, na \u00faltima segunda-feira, reacendeu o temor do corte de abastecimento. Se a pior crise hidrol\u00f3gica dos \u00faltimos 80 anos adentrar o per\u00edodo \u00famido, que vai at\u00e9 abril \u2014 e a falta de chuvas em janeiro indica que isso \u00e9 muito prov\u00e1vel \u2014, n\u00e3o haver\u00e1 outra sa\u00edda sen\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o da carga pela limita\u00e7\u00e3o do consumo, apontam especialistas. <\/p>\n<p>O governo continua negando o risco de racionamento, ciente do custo pol\u00edtico de uma medida desse tipo. \u201cMesmo com uma estiagem severa e prolongada, n\u00e3o h\u00e1 perigo de apag\u00e3o por falta de gera\u00e7\u00e3o e de distribui\u00e7\u00e3o, como ocorreu no passado\u201d, afirmou ontem o ministro-chefe da Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Pepe Vargas. O PT chegou ao poder em 2003 capitalizando em seu favor o racionamento do fim do mandato de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Da\u00ed a dificuldade de admitir que o pa\u00eds tem s\u00e9rios problemas no sistema el\u00e9trico. <\/p>\n<p>Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, os brasileiros est\u00e3o pagando a energia mais cara do mundo. \u201cA gasolina j\u00e1 est\u00e1 70% acima do cobrado no mercado internacional, e vai subir at\u00e9 10% nas bombas por conta do aumento de impostos\u201d, pontuou. O custo do reajuste dos combust\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 calculado em R$ 12,2 bilh\u00f5es s\u00f3 com o restabelecimento da Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) e deve provocar um aumento de 0,3 ponto percentual na infla\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>No setor el\u00e9trico, como se n\u00e3o bastasse o rombo financeiro, que provocar\u00e1 eleva\u00e7\u00e3o de at\u00e9 40% nas tarifas, o aumento do pre\u00e7o do diesel tamb\u00e9m vai encarecer a gera\u00e7\u00e3o das usinas termel\u00e9tricas que usam o \u00f3leo como combust\u00edvel. No fim da linha, quem pagar\u00e1 a conta ser\u00e1 o consumidor. O gerente de Regula\u00e7\u00e3o da Safira Energia, F\u00e1bio Cuberos, explicou que o custo dos reajustes pode chegar a R$ 35 bilh\u00f5es. \u201cUm aumento de 1% representa R$ 1 bilh\u00e3o a mais nas contas de luz\u201d, disse. A Safira Energia calcula em 30,5% a alta da energia em 2015. Outros especialistas apostam em 40%. <\/p>\n<p>No limite <\/p>\n<p>Equanto o governo tenta minimizar o apag\u00e3o da segunda-feira, especialistas dizem que esse n\u00e3o ser\u00e1 o \u00fanico blecaute por carga instant\u00e2nea \u2014 quando o pico de consumo atinge quase a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia e provoca desligamentos for\u00e7ados para n\u00e3o comprometer o sistema. Na avalia\u00e7\u00e3o do Ita\u00fa BBA, o risco de racionamento aumentou de 26% para 35%. <\/p>\n<p>O professor do Programa de Planejamento Energ\u00e9tico da Universidade Federal do Rio de Janeiro Marcos Freitas destacou que o pico de consumo, em todo o pa\u00eds, na segunda-feira alcan\u00e7ou 65 mil MW, chegando bem pr\u00f3ximo da capacidade de gera\u00e7\u00e3o do sistema, que est\u00e1 atualmente em 67 mil MW, nas contas do presidente da Comerc Energia, Cristopher Vlavianos. Foi o que levou o Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) a determinar \u00e0s distribuidoras que interrompessem o abastecimento, na tarde de segunda-feira. <\/p>\n<p>De acordo com relat\u00f3rio divulgado ontem pelo ONS, somente nas regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste, o consumo bateu recorde 20 minutos antes do corte, alcan\u00e7ando 51,6 mil MW. \u201cAntes, os apag\u00f5es ocorriam porque havia uma demanda intensiva de eletricidade ao escurecer, quando as pessoas chegavam em casa, acendiam as luzes e ligavam o chuveiro. Hoje, o ar-condicionado \u00e9 o grande vil\u00e3o\u201d, afirmou Marcos Freitas. Por isso, o pico n\u00e3o ocorre mais das 18h \u00e0s 20h, e sim \u00e0s 15h, quando o forte calor \u00e9 respons\u00e1vel pelo acionamento de climatizadores de ar por todo o pa\u00eds. <\/p>\n<p>&nbsp;\u201cO pa\u00eds n\u00e3o tem garantia de abastecimento. Falta oferta\u201d, refor\u00e7a Vlavianos, da Comerc. \u201cO potencial do sistema \u00e9 de 130 mil MW m\u00e9dios, mas n\u00e3o se consegue gerar tudo isso porque 75% s\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica e os reservat\u00f3rios est\u00e3o em n\u00edveis cr\u00edticos por falta de \u00e1gua. As t\u00e9rmicas t\u00eam capacidade de 25 mil MW, mas s\u00f3 geram 19 mil MW porque muitas usinas est\u00e3o em manuten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o conseguem mais despachar no limite\u201d, destacou. <\/p>\n<p>Vlavianos ressaltou que as condi\u00e7\u00f5es dos reservat\u00f3rios s\u00e3o muito preocupantes. \u201cEm janeiro do ano passado, a reserva era de 40% de \u00e1gua e choveu 54% da m\u00e9dia para o m\u00eas. Este ano, as represas entraram em janeiro com apenas 18% da capacidade e est\u00e1 chovendo somente 44% da m\u00e9dia. Temos dois meses de per\u00edodo \u00famido ainda pela frente, mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 de alto risco e s\u00f3 redu\u00e7\u00e3o do consumo pode resolver\u201d, argumentou. <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 15h25min   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&gt;&gt; SIMONE KAFRUNI O tarifa\u00e7o de eletricidade e de combust\u00edveis vai custar R$ 47,2 bilh\u00f5es aos consumidores brasileiros em 2015. 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