{"id":23018,"date":"2022-01-13T10:44:54","date_gmt":"2022-01-13T13:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=23018"},"modified":"2022-01-13T20:08:09","modified_gmt":"2022-01-13T23:08:09","slug":"setor-de-servicos-registra-alta-de-24-em-novembro-segundo-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/setor-de-servicos-registra-alta-de-24-em-novembro-segundo-ibge\/","title":{"rendered":"Setor de servi\u00e7os registra alta de 2,4% em novembro, segundo IBGE"},"content":{"rendered":"<h2>ROSANA HESSEL<\/h2>\n<h2>O setor de servi\u00e7os voltou a crescer em novembro depois de registrar dois meses seguidos de queda, superando o patamar pr\u00e9-pandemia, na m\u00e9dia, mas a retomada continua desigual, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (13\/01).<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>O avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 no pa\u00eds durante o segundo semestre de 2021 e a reabertura da economia pouco antes da chegada a variante \u00f4micron ao pa\u00eds ajudaram o segmento que tem uma participa\u00e7\u00e3o importante no Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds e \u00e9 o que mais emprega apresentar um crescimento em volume 2,4% em novembro na compara\u00e7\u00e3o com outubro. O dado ficou acima das estimativas do mercado, que esperava avan\u00e7o em torno de 0,2%. Em receita, o crescimento foi de 1,9%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, com o resultado o setor ficou 4,5% acima do patamar pr\u00e9-pandemia, de fevereiro de 2020, retornando ao mesmo patamar de dezembro de 2015, quando o PIB brasileiro encolheu 3,5%. Contudo, essa recupera\u00e7\u00e3o continua desigual. Das cinco categorias pesquisadas pelo \u00f3rg\u00e3o, tr\u00eas ainda n\u00e3o retornaram ao patamar pr\u00e9-crise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O segmento de servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias, que inclui os setores de bares, restaurantes e hospedagem e \u00e9 o que mais emprega, est\u00e1 11,8% abaixo do n\u00edvel de fevereiro de 2020. O setor de servi\u00e7os profissionais e administrativos, ainda precisa crescer 4,2% para voltar ao patamar pr\u00e9-crise. Para o de outros servi\u00e7os recuperar o n\u00edvel de fevereiro de 2020, falta crescer 2,5%. Enquanto isso, as atividades de servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o e o de transportes est\u00e3o 13,7% e 7,2%, respectivamente, acima do n\u00edvel pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com novembro de 2020, a Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os (PMS), do IBGE, apontou crescimento de 10%, em volume, e de 15,5%, em receita. No acumulado do ano, o crescimento em volume foi de 10,9%, tamb\u00e9m acima das estimativas do mercado, em torno de 6%. Em\u00a0 12 meses at\u00e9 novembro, o avan\u00e7o do volume foi de 9,5% &#8212;\u00a0 a maior varia\u00e7\u00e3o para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie com ajuste sazonal, iniciada em 2012. Enquanto isso, as receitas avan\u00e7aram 13,9%, no ano, e 12,3%, no acumulado nos 12 meses encerrados em novembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme dados do IBGE, quatro das cinco atividades investigadas registraram crescimento, com destaque para servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, que avan\u00e7ou 5,4%. As demais expans\u00f5es vieram de transportes, com alta de 1,8%; de servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias, de 2,8%; e de outros servi\u00e7os, de 2,9%. Na contram\u00e3o, o setor de servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares registram queda de 0,3% &#8212; a quarta taxa negativa consecutiva &#8211;, acumulando perda de 3,7%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os dados mostraram ainda que a m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral\u00a0apontou estabilidade no trimestre encerrado em novembro de 2021 frente ao mesmo intervalo encerrado em outubro. Duas atividades registraram crescimento, os servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias (2,1%) e os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (0,8%). Outras duas tiveram queda: outros servi\u00e7os (-3,6%) e profissionais, administrativos e complementares (-1,1%). Enquanto isso, transportes apresentaram estabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao registrar alta de 10%, na compara\u00e7\u00e3o com novembro de 2020, o volume registrou a nona taxa positiva seguida. O resultado, segundo o IBGE, trouxe expans\u00e3o em quatro das cinco atividades e contou ainda com crescimento em 69,3% dos 166 tipos de servi\u00e7os investigados. Os destaques foram os segmentos de transportes, servi\u00e7os auxiliares e correio, com alta de 13,3% e e o de servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, que avan\u00e7ou 11,4% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os demais avan\u00e7os viram do setor de servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias, com salto de 21,0% e o servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares, com avan\u00e7o de 4,6% , &#8220;com incrementos de receita em: hot\u00e9is; restaurantes; e servi\u00e7os de buf\u00ea, no primeiro ramo; e em servi\u00e7os de engenharia; loca\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis; atividades de cobran\u00e7as e informa\u00e7\u00f5es cadastrais; gest\u00e3o de ativos intang\u00edveis n\u00e3o financeiros; organiza\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de feiras, congressos e conven\u00e7\u00f5es; e ag\u00eancias de viagens, no \u00faltimo&#8221;, de acordo com o IBGE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u00fanica taxa negativa ficou com o setor de outros servi\u00e7os, que encolheu 4,5%, pressionado, sobretudo, pela menor receita auferida pelas empresas de atividades de p\u00f3s-colheita; de recupera\u00e7\u00e3o de materiais pl\u00e1sticos; e de administra\u00e7\u00e3o de bolsas e mercados de balc\u00e3o organizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No acumulado do ano, a alta de 10,9%, apresentou taxas positivas em todas as cinco atividades e em 72,9% dos 166 tipos de servi\u00e7os investigados. Entre os setores, as contribui\u00e7\u00f5es positivas mais importantes, segundo o \u00f3rg\u00e3o, ficaram com transportes, servi\u00e7os auxiliares aos transportes e correio, com avan\u00e7o de 15,1% e informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, com alta de 9,4%. O setor de servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares cresceu 7,2%; o de servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias, 17,8%; e o de outros servi\u00e7os, 5,9%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um destaque apontado pelo IBGE em novembro foi o crescimento de 4,2% no \u00edndice de atividades tur\u00edsticas cresceu 4,2% frente a outubro, s\u00e9tima taxa positiva consecutiva, per\u00edodo em que acumulou um ganho de 57,5%. &#8220;O segmento de turismo ainda se encontra 16,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Regionalmente, oito dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de expans\u00e3o&#8221;, destacou o \u00f3rg\u00e3o. A contribui\u00e7\u00e3o positiva mais relevante ficou com S\u00e3o Paulo (8,0%), seguido por Rio de Janeiro (2,8%), Paran\u00e1 (6,3%) e Minas Gerais (2,3%). Entre as quedas, os dados negativos mais importantes ficaram com Pernambuco (-1,1%) e Bahia (-0,4%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL O setor de servi\u00e7os voltou a crescer em novembro depois de registrar dois meses seguidos de queda, superando o patamar pr\u00e9-pandemia, na m\u00e9dia, mas a retomada continua desigual, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (13\/01). 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