{"id":23740,"date":"2022-03-04T11:53:21","date_gmt":"2022-03-04T14:53:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=23740"},"modified":"2022-03-04T20:59:36","modified_gmt":"2022-03-04T23:59:36","slug":"apesar-do-crescimento-em-2021-brasil-cai-para-13o-no-ranking-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/apesar-do-crescimento-em-2021-brasil-cai-para-13o-no-ranking-global\/","title":{"rendered":"Apesar do crescimento em 2021, Brasil cai para 13\u00ba no ranking global"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/h2>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Apesar de recuperar o patamar pr\u00e9-pandemia com o crescimento de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, o Brasil\u00a0perdeu mais uma posi\u00e7\u00e3o no ranking global. Passou do 12\u00ba lugar entre as maiores economias do planeta, em 2020, para a 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o, no ano passado, conforme levantamento da Austin Rating divulgado nesta sexta-feira (4\/3).<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a pior classifica\u00e7\u00e3o do Brasil desde 2004, quando o pa\u00eds tamb\u00e9m estava no 13\u00ba lugar do ranking elaborado com estimativas preliminares da Austin e com dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).\u00a0Antes da pandemia, em 2019, o Brasil estava em 9\u00ba lugar. Para 2022, ele prev\u00ea o PIB brasileiro recuperando alguns degraus e ficando em 11\u00ba lugar no ranking se o pa\u00eds crescer 0,3%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O economista-chefe da Austin, Alex Agostini, esperava alta de 4,3% do PIB no ano passado e reconheceu que houve &#8220;uma surpresa positiva com a taxa maior de crescimento&#8221;. O dado, contudo, ficou abaixo da previs\u00e3o de alta de 5,1% esperada pelo Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme os c\u00e1lculos da Austin, em d\u00f3lares, o PIB brasileiro somou US$ 1,608 trilh\u00e3o em 2021. Esse dado equivale a 7% do PIB do l\u00edder do ranking, os Estados Unidos, no ano passado, de US$ 22,880 trilh\u00f5es.\u00a0China, em segundo lugar, registrou um PIB de\u00a0 US$ 17,515 Na\u00a0 trilh\u00f5es.\u00a0 Na sequ\u00eancia,\u00a0 Jap\u00e3o, com PIB de US$ 4,962 trilh\u00f5es; e Alemanha, com PIB de US$ 4,183 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Abaixo da m\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O crescimento do PIB brasileiro de 2021 ficou abaixo da m\u00e9dia geral dos 34 pa\u00edses pesquisados contabilizada pela Austin, de 5,7%,\u00a0De acordo com Alex Agostini, com o resultado de 2021, a m\u00e9dia de crescimento m\u00e9dio do Brasil na \u00faltima d\u00e9cada foi de apenas 0,4%. &#8220;O Brasil cresce tr\u00eas vezes menos do que a m\u00e9dia dos pa\u00edses desenvolvidos. Esse crescimento baixo deve-se, historicamente, a problemas internos e \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o p\u00fablica. N\u00e3o d\u00e1 para colocar a culpa apenas na pandemia&#8221;, frisou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A alta de 4,6% do PIB contabilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), deixou o Brasil ficou em 15\u00ba lugar em um ranking de 34 pa\u00edses que divulgaram os resultados das contas nacionais, conforme o levantamento da Austin.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa modalidade, o Peru liderou a listagem com salto de 13,3% no PIB do ano passado.\u00a0A Turquia, na segunda posi\u00e7\u00e3o, registrou alta de 11% do PIB, seguida por Col\u00f4mbia com avan\u00e7o de 10,7%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Agostini, o resultado do PIB de 2021 acabou ficando melhor do que o esperado e a principal surpresa ocorreu com os investimentos, que avan\u00e7aram 0,4% no \u00faltimo trimestre e saltaram 17,2% no acumulado do ano, somando R$ 1,7 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O investimento caiu muito em 2020 e deu sinais de recupera\u00e7\u00e3o, mas sabemos que, neste ano, esse bom desempenho n\u00e3o deve se repetir, porque o PIB n\u00e3o deve crescer muito em 2022&#8221;, alertou o economista, que prev\u00ea avan\u00e7o de apenas 0,3% no PIB deste ano.\u00a0 &#8220;Se o Brasil crescer 0,3%, o pa\u00eds vai ficar na rabeira do ranking global. Vamos ter menos tra\u00e7\u00e3o na economia por conta dos juros altos e da infla\u00e7\u00e3o elevada que devem corroer os sal\u00e1rios e, com isso, travar o consumo das fam\u00edlias&#8221;, alertou ele, citando um dos mais importantes motores dos PIB.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ajuda da vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O analista ressaltou que o crescimento do PIB brasileiro no ano passado se deve, em grande parte, ao avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o. &#8220;Ficou evidente que a vacina\u00e7\u00e3o contribuiu para o avan\u00e7o do PIB em servi\u00e7os, que representam dois ter\u00e7os do PIB e foi o segmento mais afetado pela pandemia&#8221;, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agostini demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o fiscal, apesar de a equipe econ\u00f4mica insistir que o compromisso da equipe econ\u00f4mica de que a consolida\u00e7\u00e3o fiscal est\u00e1 em curso. &#8220;Apesar da melhora no quadro fiscal em 2021, como este ano \u00e9 um ano eleitoral, as incertezas em rela\u00e7\u00e3o ao equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas \u00e9 um dos fatores que podem atrapalhar o crescimento, porque percebemos um ambiente fiscal mais fragilizado&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Veja abaixo as estimativas da Austin para o ranking, com base em dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2022\/03\/Captura-de-Tela-2022-03-04-\u00e0s-11.44.13.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-23744\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2022\/03\/Captura-de-Tela-2022-03-04-\u00e0s-11.44.13.png\" alt=\"reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"728\" height=\"586\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL Apesar de recuperar o patamar pr\u00e9-pandemia com o crescimento de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, o Brasil\u00a0perdeu mais uma posi\u00e7\u00e3o no ranking global. 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