{"id":24256,"date":"2022-04-13T15:30:42","date_gmt":"2022-04-13T18:30:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=24256"},"modified":"2022-04-13T15:30:42","modified_gmt":"2022-04-13T18:30:42","slug":"ifi-faz-alerta-para-aumentos-dos-custos-da-divida-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/ifi-faz-alerta-para-aumentos-dos-custos-da-divida-publica\/","title":{"rendered":"IFI faz alerta para aumentos dos custos da d\u00edvida p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/h2>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Apesar de a equipe econ\u00f4mica liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, alegar constantemente que o quadro fiscal est\u00e1 melhorando e que o governo n\u00e3o abandonou a estrat\u00e9gia de consolida\u00e7\u00e3o fiscal, a infla\u00e7\u00e3o que corr\u00f3i o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o vem ajudando na melhora da arrecada\u00e7\u00e3o e distorcendo alguns dados e, portanto, \u00e9 preciso olhar com lupa os dados das contas p\u00fablicas, como faz a Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, que alerta para o forte aumento do custo da d\u00edvida p\u00fablica, que, devido \u00e0 alta da taxa b\u00e1sica de juros (Selic), atualmente em 11,75%, que n\u00e3o para de subir e, atualmente, j\u00e1 ultrapassa de 12% em alguns casos.<\/span><\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Conforme <span style=\"font-weight: 400\">o Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal (RAF), divulgado nesta quarta-feira (13\/4) pela IFI, o rombo das contas p\u00fablicas que deve ocorrer, pelo menos, at\u00e9 2024, no cen\u00e1rio base, que prev\u00ea alta de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e 2% nos seguintes.\u00a0 No documento, a entidade destaca que o\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">rombo das contas p\u00fablicas vem diminuindo neste in\u00edcio de ano gra\u00e7as \u00e0s receitas extraordin\u00e1rias, ou seja, como concess\u00f5es e receitas com o relacionadas ao petr\u00f3leo, que disparou devido \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o ajudou bastante na queda da d\u00edvida p\u00fablica bruta do Brasil no ano passado, por conta do denominador maior, que \u00e9 o PIB nominal. Pelas estimativas da IFI, a d\u00edvida p\u00fablica bruta, que est\u00e1 bem acima da m\u00e9dia dos demais pa\u00edses emergentes, em torno de 60% do PIB pelas estimativas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), atingiu 80,3% do PIB no ano passado e voltar\u00e1 a crescer neste ano, passando para\u00a0 84,8%, podendo chegar a 87,4% do PIB em 2024.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O documento destacou que, no acumulado do primeiro bimestre de 2022, as<span style=\"font-weight: 400\">\u00a0concess\u00f5es e o petr\u00f3leo fizeram as receitas na\u0303o administradas crescerem 66,3%<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, somando R$ 60,5 bilh\u00f5es. Apenas c<\/span>oncess\u00f5es e permiss\u00f5es somaram R$ 12 bilh\u00f5es &#8212; dado bem acima dos R$ 729,9 milh\u00f5es contabilizados no mesmo per\u00edodo de 2021. J\u00e1 os recursos provenientes da explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, como o petr\u00f3leo, passaram de R$ 12,8 bilh\u00f5es para R$ 23,9 bilh\u00f5es na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito prov\u00e1vel que as receitas n\u00e3o administradas exer\u00e7am contribui\u00e7\u00e3o importante para a din\u00e2mica da receita prim\u00e1ria total da Uni\u00e3o em 2022. A arrecada\u00e7\u00e3o obtida pelo governo central com concess\u00f5es e permiss\u00f5es decorreu do recebimento de recursos de b\u00f4nus de assinatura da segunda rodada da cess\u00e3o onerosa no montante de R$ 11,2 bilh\u00f5es, em fevereiro de 2022, sem contrapartida em 2021\u2019, acrescentou o relat\u00f3rio da IFI.\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">\u00a0De acordo com dados do Siga Brasil, o deficit\u00a0 prima\u0301rio do governo central foi de\u00a0 R$ 13,8 bilho\u0303es em 12 meses ate\u0301 mar\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O estudo destacou ainda que, diante da escalada da infla\u00e7\u00e3o e da Selic, o estoque da d\u00edvida p\u00fablica cresceu R$ 114,1 bilh\u00f5es em apenas dois meses, totalizando R$ 5,730 trilh\u00f5es em fevereiro. Apenas esse montante \u00e9 suficiente para bancar com folga tr\u00eas Bolsas Fam\u00edlias (R$ 35 bilh\u00f5es), que foi extinto pelo atual governo para dar lugar ao Aux\u00edlio Brasil. O documento destacou que a maior parte do incremento do estoque da em fevereiro ocorreu no estoque de t\u00edtulos atrelados \u00e0 taxa flutuante, ou seja, \u00e0 Selic, atualmente em 11,75%, que somaram R$ 82,5 bilh\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEm alguns t\u00edtulos prefixados, as taxas m\u00e9dias de emiss\u00e3o continuaram a subir em fevereiro\u201d, destacou o texto. As taxas m\u00e9dias de emiss\u00f5es dos t\u00edtulos prefixados de 24 meses subiram em fevereiro, passando de 11,73% ao ano, em janeiro, para 11,93% ao ano. Nos t\u00edtulos prefixados de 48 meses, a taxa foi de 11,31% para 11,46%, no mesmo per\u00edodo. No t\u00edtulo prefixado de 10 anos, com pagamento de juros semestrais, a taxa m\u00e9dia de emiss\u00e3o subiu de 11,43%\u00a0 para 11,69% anuais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com levantamento feito pela IFI, as taxas m\u00e9dias de emiss\u00e3o dos t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica interna aumentaram em mar\u00e7o. Informa\u00e7\u00f5es levantadas pela IFI referentes aos leil\u00f5es realizados pelo Tesouro e tendem a continuar subindo em abril. Um t\u00edtulo prefixado com vencimento em 1\u00ba de abril de 2023, por exemplo, teve taxa m\u00e9dia de emiss\u00e3o de 12,93% ao ano, em mar\u00e7o. Em fevereiro, a taxa m\u00e9dia desse t\u00edtulo foi de 12,35%. Para o t\u00edtulo prefixado com vencimento em 1\u00ba de julho de 2025, a taxa m\u00e9dia de emiss\u00e3o passou de 11,40%, em fevereiro, para 12,16% anuais, em mar\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O movimento reflete a alta da meta-Selic, pelo Banco Central, mas tamb\u00e9m a din\u00e2mica dos juros\u00a0futuros, que seguem pressionados para diferentes prazos, no intervalo de 11% a 12% em termos nominais&#8221;, destacou o economista Felipe Salto, diretor-executivo da IFI, na apresenta\u00e7\u00e3o do documento. &#8221; O desempenho da\u00a0arrecada\u00e7\u00e3o continua positivo, na esteira da infla\u00e7\u00e3o alta e dos efeitos dos pre\u00e7os mais altos do petr\u00f3leo nas receitas n\u00e3o\u00a0administradas. Do lado das despesas, a expectativa \u00e9 que, ao longo do ano, a execu\u00e7\u00e3o do Tesouro redunde em deficit\u00a0prim\u00e1rio superior a R$ 100 bilh\u00f5es, pelas atuais proje\u00e7\u00f5es da IFI. Vale dizer, esse quadro ser\u00e1 revisto no RAF de maio,\u00a0quando apresentaremos o conjunto completo das novas estimativas macrofiscais&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No documento, a entidade destacou tamb\u00e9m que, mesmo com as recentes mudan\u00e7as promovidas pela emenda constitucional dos precat\u00f3rios, que pedalou d\u00edvidas judiciais, &#8220;o teto de gastos\u00a0tem se mostrado restritivo no curto\u00a0prazo&#8221;. N\u00e3o \u00e0 toa, na avalia\u00e7\u00e3o de receitas e despesas do primeiro bimestre, o governo contingenciou R$ 1,7 bilh\u00f5es em despesas para o cumprimento da regra fiscal neste ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL Apesar de a equipe econ\u00f4mica liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, alegar constantemente que o quadro fiscal est\u00e1 melhorando e que o governo n\u00e3o abandonou a estrat\u00e9gia de consolida\u00e7\u00e3o fiscal, a infla\u00e7\u00e3o que corr\u00f3i o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o vem ajudando na melhora da arrecada\u00e7\u00e3o e distorcendo alguns dados e, portanto, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":19649,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[],"class_list":["post-24256","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24256"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24256\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24264,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24256\/revisions\/24264"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19649"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}