{"id":24830,"date":"2022-07-01T12:11:11","date_gmt":"2022-07-01T15:11:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=24830"},"modified":"2022-07-01T12:11:11","modified_gmt":"2022-07-01T15:11:11","slug":"greenpeace-faz-alerta-para-aumento-de-queimadas-na-amazonia-mesmo-antes-da-seca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/greenpeace-faz-alerta-para-aumento-de-queimadas-na-amazonia-mesmo-antes-da-seca\/","title":{"rendered":"Greenpeace faz alerta para aumento de queimadas na Amaz\u00f4nia mesmo antes da seca"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe),\u00a0 junho teve o maior n\u00famero de focos de calor na Amaz\u00f4nia desde 2007, alertou o Greenpeace Brasil. Foram registrados 2.562 inc\u00eandios no m\u00eas passado, dado 11% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2021, segundo os n\u00fameros do Inpe. Mato Grosso e Par\u00e1 lideram o n\u00famero de casos, concentrando 64,5% e 21,7% dos focos de queimadas, respectivamente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental lembrou que desde 23 de junho, o uso do fogo em territ\u00f3rio nacional foi proibido por 120 dias, de acordo com decreto presidencial (n\u00ba 11.100\/22). Mas, mesmo assim, 1.113 focos foram registrados na Amaz\u00f4nia desde ent\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cA esta\u00e7\u00e3o seca mal come\u00e7ou e a Amaz\u00f4nia j\u00e1 est\u00e1 batendo novos recordes na destrui\u00e7\u00e3o ambiental. O ocorrido n\u00e3o surpreende visto que a regi\u00e3o est\u00e1 sob intensa amea\u00e7a, com altos n\u00edveis de ilegalidade que continuam devastando grandes \u00e1reas e vidas. Esse cen\u00e1rio se fortaleceu nos \u00faltimos tr\u00eas anos na Amaz\u00f4nia como resultado direto de uma pol\u00edtica aplicada com \u00eaxito que facilita e estimula o crime ambiental\u201d, comentou Cristiane Mazzetti, porta-voz de Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil, em comunicado da entidade divulgado nesta sexta-feira (1\u00ba\/7). \u201c\u00c9 tempo de pensarmos sobre a Amaz\u00f4nia que precisamos para o nosso futuro\u201d, acrescentou a ambientalista.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2007, foram registrados 3.519 focos de inc\u00eandio. Se olharmos para 2008, quando foram registrados 1.248 focos e compararmos com o dado de junho deste ano 2022, chegamos \u00e0 105% de aumento, d<\/span><span style=\"font-weight: 400\">e acordo com o Greenpeace.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">A entidade ressaltou que as a\u00e7\u00f5es do governo federal nos \u00faltimos anos, que desmantelou \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental, resultaram na eleva\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do patamar da destrui\u00e7\u00e3o ambiental dos biomas nacionais. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m da Amaz\u00f4nia, no Cerrado, o n\u00famero de focos de calor segue alto, com 4.239 focos de calor. J\u00e1 no Pantanal, houve um aumento de 17% em rela\u00e7\u00e3o a junho de 2021, com 115 focos registrados. \u201cMais \u00e1reas devem queimar nos pr\u00f3ximos meses, per\u00edodo em que a floresta est\u00e1 mais seca, e quando o fogo \u00e9 utilizado para realizar o desmatamento ou queimar os restos da floresta derrubada depois de secar ao sol\u201d, destacou a nota do Greenpeace. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os dados de desmatamento do Inpe ainda\u00a0 apontam para uma \u00e1rea total de 2.867 km\u00b2 de desmatamento entre janeiro e maio e a previs\u00e3o \u00e9 de que o cen\u00e1rio se agrave com o in\u00edcio do ver\u00e3o amaz\u00f4nico. Outro fator cr\u00edtico \u00e9 o fato deste ser um ano eleitoral, quando a devasta\u00e7\u00e3o ambiental historicamente se acentua.\u00a0 Segundo\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">o Greenpeace, a tend\u00eancia desse contexto \u201c\u00e9 catastr\u00f3fica\u201d, n\u00e3o somente pela perda da biodiversidade nesses biomas, mas tamb\u00e9m para as popula\u00e7\u00f5es que vivem na Amaz\u00f4nia e adoecem com a fuma\u00e7a, em especial os povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais que al\u00e9m de sofrer com a fuma\u00e7a, t\u00eam seus territ\u00f3rios invadidos e desmatados. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEsses n\u00fameros refor\u00e7am o desafio de superarmos essa economia que se alimenta de floresta e que n\u00e3o desenvolve a regi\u00e3o. \u00c9 um ano decisivo para o Brasil. \u00c9 preciso que o povo brasileiro reflita profundamente sobre o futuro que precisamos para o nosso pa\u00eds\u201d, destacou Mazzetti no documento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; Conforme os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe),\u00a0 junho teve o maior n\u00famero de focos de calor na Amaz\u00f4nia desde 2007, alertou o Greenpeace Brasil. 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