{"id":25645,"date":"2022-09-01T11:53:32","date_gmt":"2022-09-01T14:53:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=25645"},"modified":"2022-09-01T11:53:32","modified_gmt":"2022-09-01T14:53:32","slug":"greenpeace-moratoria-do-fogo-e-ineficaz-parra-impedir-queimadas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/greenpeace-moratoria-do-fogo-e-ineficaz-parra-impedir-queimadas-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Greenpeace: morat\u00f3ria do fogo \u00e9 ineficaz parra impedir queimadas na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Greenpeace Brasil fez um novo alerta sobre a inefic\u00e1cia de medidas do governo para impedir as queimadas na Amaz\u00f4nia. Dados dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quinta-feira (1\u00ba\/9), mostram que agosto registrou 33.116 focos de calor ilegais no bioma amaz\u00f4nico, apesar do decreto n\u00ba 11.100, que determina a morat\u00f3ria do fogo, ter entrado em vigor em 23 de junho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A entidade destacou que, em agosto de 2022 na compara\u00e7\u00e3o com agosto de 2021 houve aumento de 18% no n\u00famero de queimadas na Amaz\u00f4nia, o maior volume desde 2010. Naquele ano, foram registrados 45.018 focos de calor na Amaz\u00f4nia, e, depois disso, o n\u00famero mais alto para agosto foi em 2022, com 33.116 focos irregulares de calor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do total de focos de calor do ano registrados pelo Inpe desde janeiro at\u00e9 31 de agosto de 2022, 46.022, houve um aumento de 16,7% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo intervalo do ano passado, maior n\u00famero acumulado para o per\u00edodo desde 2019. Na avalia\u00e7\u00e3o Greenpeace, os dados mostram que o decreto \u00e9 &#8220;mais uma ferramenta in\u00fatil no combate ao crime ambiental&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00famero alarmante constata que n\u00e3o existe uma pol\u00edtica s\u00e9ria de combate ao desmatamento e queimadas na Amaz\u00f4nia e que, al\u00e9m de destruir a rica biodiversidade da floresta, enchem as cidades da regi\u00e3o de fuma\u00e7a e fuligem&#8221;, destacou o Greenpeace, em nota.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a entidade, cujos t\u00e9cnicos fizeram um sobrevoo de t\u00e9cnicos na regi\u00e3o de Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia (Amacro), foi detectado o maior desmatamento da Amaz\u00f4nia no \u00faltimo ano: cerca de 8.000 hectares, equivalente a 11.000 campos de futebol queimando. &#8220;Participo desses monitoramentos h\u00e1 mais de 10 anos, e nunca tinha visto um desmatamento t\u00e3o grande e tamb\u00e9m com tanta fuma\u00e7a\u201d, disse R\u00f4mulo Batista, porta-voz de Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o ainda destacou que, do total de focos de inc\u00eandio nas florestas identificadas pelo Inpe, 43% ocorreram apenas em 10 munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia, sendo cinco deles localizados na regi\u00e3o da Amacro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Greenpeace ainda alertou que um dos destaques dos dados foi o aumento das queimadas em terras p\u00fablicas. Do total de focos de calor, 13,8% ocorreram em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs), e 5,9%, em Terras Ind\u00edgenas (TI). &#8220;Outro dado que preocupa \u00e9 que mais de 10.600 queimadas, cerca de \u00bc do total, ocorreram em florestas p\u00fablicas n\u00e3o destinadas. Mais um ind\u00edcio do avan\u00e7o da grilagem&#8221;, destacou o comunicado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; O Greenpeace Brasil fez um novo alerta sobre a inefic\u00e1cia de medidas do governo para impedir as queimadas na Amaz\u00f4nia. 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