{"id":26,"date":"2015-01-22T17:10:00","date_gmt":"2015-01-22T19:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/a_caminho_da_morte\/"},"modified":"2015-01-22T17:10:00","modified_gmt":"2015-01-22T19:10:00","slug":"a_caminho_da_morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/a_caminho_da_morte\/","title":{"rendered":"A CAMINHO DA MORTE"},"content":{"rendered":"\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-vicente\/714331778d78c30199b11cfd289cb20b.jpg\"> <\/p>\n<p>&#8220;E para matar a tristeza, s\u00f3 mesa de bar. Quero tomar todas, vou me embriagar. Se eu pegar no sono, me deite no ch\u00e3o&#8221; (Reginaldo Rossi) <\/p>\n<p>&gt;&gt; DIEGO AMORIM <\/p>\n<p>A insist\u00eancia de motoristas em beber e dirigir sustenta o poder do alcoolismo de matar milhares de pessoas todos os anos nas estradas do pa\u00eds. Mesmo com a Lei Seca, em vigor desde 2008, e as sucessivas investidas desde ent\u00e3o para fechar o cerco contra quem pega o volante embriagado, um em cada quatro brasileiros ainda assume dirigir depois de ter consumido bebida alco\u00f3lica. No caso dos homens, a incid\u00eancia \u00e9 ainda maior, de 27,4%, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <\/p>\n<p>A teimosia custa caro. Em unidades hospitalares de emerg\u00eancia nas capitais e no Distrito Federal, 21,2% dos atendimentos de v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito guardam rela\u00e7\u00e3o com o \u00e1lcool. O condutor do ve\u00edculo costuma ser a principal v\u00edtima (22,3%), seguido de pedestres (21,4%) e passageiros (17,7%). \u201cN\u00e3o \u00e9 mais admiss\u00edvel que algu\u00e9m tenha coragem de beber e dirigir\u201d, diz o diretor do Departamento de Pol\u00edticas de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a Ocupacional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Marco Ant\u00f4nio Gomes P\u00e9rez. <\/p>\n<p>O efeito devastador da bebida nas estradas fica claro nas mortes e nos gastos com reabilita\u00e7\u00e3o de quem sobrevive aos acidentes. Mas pode ser medido tamb\u00e9m pela dor e pela improdutividade de familiares que tiveram a vida arrasada pela combina\u00e7\u00e3o entre \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o. Apesar dos avan\u00e7os ap\u00f3s um maior rigor das normas \u2014 incluindo a proibi\u00e7\u00e3o da venda de bebidas \u00e0s margens de rodovias \u2014, as tr\u00e1gicas hist\u00f3rias regadas pela embriaguez ao volante n\u00e3o cessam. <\/p>\n<p>Desculpas <\/p>\n<p>Entre caminhoneiros, os impactos do alcoolismo reverberam em cascata na economia brasileira. Quase 70% da produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds passa pelas estradas, e tudo o que acontece nelas influencia no Produto Interno Bruto (PIB). \u201cQuando n\u00e3o provoca acidentes, o motorista embriagado atrasa a entrega da carga, perde parte da mercadoria, al\u00e9m de gerar multas para as empresas\u201d, enumera o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Caminhoneiros (Antrac), Benedito Pantalh\u00e3o. <\/p>\n<p>As doses de pinga e os copos de cerveja s\u00e3o consumidos no meio do caminho ou nas paradas para descanso. \u201cNossa carga hor\u00e1ria \u00e9 pesada e estressante, somos muito judiados pela profiss\u00e3o e temos pouco reconhecimento. Mas isso n\u00e3o pode dar ao caminhoneiro o direito de beber\u201d, comenta Pantalh\u00e3o, que se lembra de 10 hist\u00f3rias de companheiros demitidos por conta da bebida somente em 2014. \u201cA pessoa que bebe precisa de tratamento. \u00c9 uma quest\u00e3o econ\u00f4mica e de sa\u00fade p\u00fablica, que afeta todo mundo se n\u00e3o for tratada com seriedade\u201d, completa. <\/p>\n<p>Em postos de combust\u00edveis da BR-020 \u2014 rodovia que corta cinco unidades da Federa\u00e7\u00e3o \u2014, caminhoneiros assumem beber antes de chegar ao destino. Quando se entregam ao h\u00e1bito, reconhecem que o rendimento ao volante cai, pelo menos, 40%. \u201cRodo, em m\u00e9dia, mil quil\u00f4metros por dia. Mas quando estou de ressaca, n\u00e3o consigo dirigir metade disso. Fico parando para cochilar a cada duas horas\u201d, conta o motorista de 41 anos que leva carv\u00e3o do DF para Minas Gerais. \u201cMas tem gente pior do que eu, que n\u00e3o consegue nem subir no caminh\u00e3o.\u201d <\/p>\n<p>O \u00e1lcool \u00e9 mais comum nas estradas do que o pr\u00f3prio rebite, o comprimido de anfetamina usado indiscriminadamente para espantar o sono. \u201cTem cara que se sente bem dirigindo b\u00eabado, sabia? Diz at\u00e9 que dirige melhor\u201d, comenta um caminhoneiro com 20 anos de estrada. O amigo dele, com cinco anos a mais de experi\u00eancia, retruca: \u201cIsso n\u00e3o existe. Quando voc\u00ea est\u00e1 b\u00eabado e algu\u00e9m buzina, parece que passa um trem do seu lado. A cabe\u00e7a pesa, fica dif\u00edcil de fazer curvas\u201d. <\/p>\n<p>Em um posto de gasolina na sa\u00edda de Bras\u00edlia, outro motorista com quase tr\u00eas d\u00e9cadas percorrendo as rodovias do pa\u00eds toma a terceira cerveja enquanto prepara o jantar de uma quarta-feira. Eram quase 21h e, antes das 7h do dia seguinte, ele pretendia estar de p\u00e9 para pegar a estrada. \u201cBebo quatro latinhas ou garrafinhas todos os dias. E bebo porque gosto, para esquecer os problemas\u201d, diz o aut\u00f4nomo, que evita fazer compromissos na segunda-feira, \u201co dia da ressaca\u201d, define ele. \u201cMas ter\u00e7a eu j\u00e1 estou sarado\u201d, garante. Reconhecendo ter uma rela\u00e7\u00e3o pouco sadia com a bebida, o caminhoneiro conta ter perdido muitos trabalhos. \u201cAtraso a entrega e acabo inventando umas hist\u00f3rias para justificar, mas o patr\u00e3o n\u00e3o perdoa.\u201d <\/p>\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o, busca por &#8220;rem\u00e9dio&#8221; <\/p>\n<p>Antes das 7h, um carro estacionado embaixo de uma \u00e1rvore, com a porta do bagageiro levantada, se transforma em boteco improvisado pr\u00f3ximo aos canteiros de obras do Noroeste, em Bras\u00edlia. Das dezenas de oper\u00e1rios que chegam para o trabalho um se aproxima perguntando do \u201crem\u00e9dio\u201d. Ele se refere \u00e0 dose de cacha\u00e7a, armazenada em garrafas pet de dois litros. O copinho custa R$ 0,50. Na hora do almo\u00e7o, cenas como essa se repetem. <\/p>\n<p>O setor da constru\u00e7\u00e3o civil, que emprega aproximadamente 3 milh\u00f5es de pessoas no Brasil, est\u00e1 entre os que mais sofrem os reflexos do alcoolismo. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o da bebida para os in\u00fameros acidentes de trabalho. \u201cEssa \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o \u00f3bvia, ainda que seja dif\u00edcil contabiliz\u00e1-la. Mas imagine subir em um andaime sem o equil\u00edbrio necess\u00e1rio, mesmo com equipamentos de seguran\u00e7a?\u201d, instiga o presidente licenciado do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Julio Peres. <\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, as grandes construtoras declararam uma verdadeira cruzada contra o \u00e1lcool. Al\u00e9m da quest\u00e3o da seguran\u00e7a e de aumentar a rotatividade da equipe, o alcoolismo diminui a produtividade nos canteiros, em m\u00e9dia, em 40%, o que atrasa as obras e afeta a qualidade das edifica\u00e7\u00f5es. O alcoolismo favorece, ainda, as brigas. Em uma constru\u00e7\u00e3o da Asa Norte, \u00e1rea nobre do Distrito Federal, dois oper\u00e1rios embriagados se desentenderam a uma altura de mais de 10 metros, antes de ca\u00edrem. Um morreu na hora. O sobrevivente foi demitido ap\u00f3s receber alta do hospital. <\/p>\n<p>Socorro <\/p>\n<p>Para inibir o consumo de bebida pelos oper\u00e1rios, os patr\u00f5es passaram a adotar estrat\u00e9gias, como o fim de qualquer pagamento em dinheiro e a instala\u00e7\u00e3o de restaurantes comunit\u00e1rios dentro dos canteiros, evitando que os funcion\u00e1rios saiam do ambiente de trabalho. A maior rigidez passa por aconselhamentos e puni\u00e7\u00f5es a quem \u00e9 flagrado b\u00eabado ou ingerindo \u00e1lcool durante o expediente. <\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia, os empres\u00e1rios pediram ajuda do governo local para conter a venda de bebidas alco\u00f3licas nos arredores das obras. Ainda n\u00e3o surtiu efeito. \u201cNossa maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 essa. Se tem cacha\u00e7a \u00e0 venda por perto, sempre ter\u00e1 uma turma disposta a beber\u201d, comenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Ind\u00fastrias da Constru\u00e7\u00e3o e do Mobili\u00e1rio de Bras\u00edlia (Sticmb), Edgard de Paula Viana. \u201cSabemos que n\u00e3o estamos em uma luta f\u00e1cil\u201d, lamenta. <\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o maior das empresas n\u00e3o intimida quem bebe na hora do batente. Nos canteiros, s\u00e3o comuns relatos de garrafas de cacha\u00e7a escondidas em montes de areia e de funcion\u00e1rios enrolando copos com fita isolante para enganar os encarregados. \u201cTrabalho b\u00eabado mesmo. \u00c0s vezes, chego aqui cheirando a \u00e1lcool. E nunca aconteceu nada comigo. O que vale \u00e9 manter o foco e a f\u00e9 em Deus, n\u00e3o \u00e9?\u201d, pergunta um oper\u00e1rio de 23 anos, que trabalha h\u00e1 seis na constru\u00e7\u00e3o civil. \u201cMuita gente bebe escondido do patr\u00e3o e depois fica dormindo em p\u00e9 na obra: um perigo. O servi\u00e7o n\u00e3o rende e a pessoa pode morrer. Achar que n\u00e3o atrapalha \u00e9 ingenuidade\u201d, emenda um colega com o dobro de experi\u00eancia. <\/p>\n<p>Procure ajuda <\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o muitas as op\u00e7\u00f5es de ajuda gratuita para quem sofre de alcoolismo no Brasil. Os Alco\u00f3licos An\u00f4nimos est\u00e3o espalhados pelo pa\u00eds. Em Bras\u00edlia, a irmandade tem escrit\u00f3rio no Conic (Setor de Divers\u00f5es Sul) e em Taguatinga: atendem pelos telefones 3226-0091 e 3351-9644, respectivamente. Entidades religiosas tamb\u00e9m oferecem apoio para quem deseja largar o v\u00edcio. Na capital federal, o contato da Pastoral da Sobriedade \u00e9 o coordenador C\u00e9lio de Souza, localizados pelos celulares 8234-6152\/9217-8464. J\u00e1 os familiares de alco\u00f3latras t\u00eam a op\u00e7\u00e3o de recorrer aos grupos do Al-Anon, cujas informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas no 3273-0404. <\/p>\n<p>\u201cIlumina\u00e7\u00e3o divina\u201d <\/p>\n<p>Em Wall Street, her\u00f3is s\u00e3o grandes financistas e homens de neg\u00f3cios. O corretor da Bolsa de Valores de Nova York Bill Wilson foi um deles, mas deixou seu nome na hist\u00f3ria por outro motivo. \u201cAlco\u00f3lico em potencial\u201d, como se definia, conquistou fama e dinheiro no mercado de capitais antes de perder tudo e fundar, em 1935, ao lado do cirurgi\u00e3o Robert Smith, em Ohio, nos Estados Unidos, os Alco\u00f3licos An\u00f4nimos, hoje presentes em 150 pa\u00edses. <\/p>\n<p>Para Bill, a bebida tinha virado necessidade, n\u00e3o apenas um prazer. As farras o transformaram em um \u201clobo solit\u00e1rio\u201d, conforme escreveu. No dia em que o inferno desabou sobre Wall Street, em outubro de 1929, ele saiu cambaleando de um bar de hotel para o escrit\u00f3rio de corretagem. \u201cHomens se atiravam do alto dos pr\u00e9dios no centro financeiro. Eu n\u00e3o pularia. Voltei para o bar\u201d, contou. <\/p>\n<p>Na medida em que a carreira arruinava por conta da crise, Bill recorria \u00e0 bebida para tentar ter de volta a determina\u00e7\u00e3o de vencer. Afundava-se ainda mais. Na \u00faltima interna\u00e7\u00e3o por conta das complica\u00e7\u00f5es provocadas pelo \u00e1lcool, teve uma \u201cilumina\u00e7\u00e3o divina\u201d. Decidiu mudar de vida e ajudar outras pessoas. Morreu em 24 de janeiro de 1971, aos 75 anos. Embora tenha dado o \u00faltimo gole antes de fundar o AA, n\u00e3o conseguiu parar de fumar, o que o levou a desenvolver um enfisema.  <\/p>\n<p>Igreja tamb\u00e9m sofre <\/p>\n<p>Nem padre escapa do alcoolismo. Para livrar os religiosos da tenta\u00e7\u00e3o, h\u00e1 igrejas que chegam a substituir o vinho por suco de uva durante a missa. A principal orienta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, tem sido banir as bebidas alco\u00f3licas das festas das par\u00f3quias. No ano passado, bispos do Paran\u00e1 divulgaram uma nota pedindo a todos os fi\u00e9is que iniciem \u201cuma caminhada de conscientiza\u00e7\u00e3o\u201d nesse sentido. O documento recebeu o carimbo da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), embora o assunto ainda encontre bastante resist\u00eancia internamente. <\/p>\n<p>Somente no Distrito Federal, h\u00e1 17 grupos da Pastoral da Sobriedade, uma forma que a Igreja Cat\u00f3lica encontrou de alcan\u00e7ar leigos e religiosos com problemas com o \u00e1lcool. \u201cAs pessoas n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia do perigo da bebida. Acham que t\u00eam o controle da situa\u00e7\u00e3o, mas a maioria n\u00e3o tem\u201d, atesta o coordenador dos grupos, C\u00e9lio de Souza, 40 anos. <\/p>\n<p>A pastoral acolhe pessoas interessadas em se desgarrar de qualquer depend\u00eancia qu\u00edmica, incluindo o crack. Mas o \u00e1lcool \u00e9 a subst\u00e2ncia que demanda mais trabalho. \u201cFalam muito das drogas il\u00edcitas e se esquecem de que as bebidas alco\u00f3licas devastam a vida, a profiss\u00e3o e a fam\u00edlia de muito mais gente. O \u00e1lcool \u00e9 uma droga acess\u00edvel e aceit\u00e1vel pela sociedade\u201d, diz Souza.  <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 17h10min   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;E para matar a tristeza, s\u00f3 mesa de bar. Quero tomar todas, vou me embriagar. Se eu pegar no sono, me deite no ch\u00e3o&#8221; (Reginaldo Rossi) &gt;&gt; DIEGO AMORIM A insist\u00eancia de motoristas em beber e dirigir sustenta o poder do alcoolismo de matar milhares de pessoas todos os anos nas estradas do pa\u00eds. Mesmo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}