{"id":26639,"date":"2022-12-11T17:19:30","date_gmt":"2022-12-11T20:19:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=26639"},"modified":"2022-12-11T18:01:38","modified_gmt":"2022-12-11T21:01:38","slug":"artigo-mortes-numeros-propaganda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-mortes-numeros-propaganda\/","title":{"rendered":"Artigo: Mortes, n\u00fameros, propaganda"},"content":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A guerra segue sua rotina e estaria bastante estabilizada, com ligeira vantagem para os russos. \u00c9 o que dizem analistas militares europeus, geralmente mais s\u00f3brios que os propagandistas civis. Eles tamb\u00e9m elogiam o feito ucraniano de conseguir bombardear bases militares em territ\u00f3rio russo. Com drones ou m\u00edsseis\u2026 sovi\u00e9ticos! S\u00e3o de 1979, foram doados em 1989 e ganharam recente upgrade na Ucr\u00e2nia com aux\u00edlio de empresas de armas europeias e norte-americanas. S\u00e3o os TU-141, de Tupolev, um engenheiro her\u00f3i que fez avi\u00f5es para transportar pessoas. Ironias da guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia informou que a R\u00fassia perdeu 93 mil soldados no conflito. A Ucr\u00e2nia. Os russos negam, dizem que \u00e9 inferior a 50 mil, mais ou menos o n\u00famero de soldados ucranianos. A Ucr\u00e2nia nega tudo e n\u00e3o fala no assunto. S\u00f3 admite a morte de centenas de civis e dezenas de crian\u00e7as. Analistas pr\u00f3 acham que \u00e9 isso mesmo, o ex\u00e9rcito russo \u00e9 cruel. Ex\u00e9rcito ucraniano parece n\u00e3o ter soldados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A UE vazou a informa\u00e7\u00e3o dos 100 mil soldados ucranianos mortos. Teve a not\u00edcia revisada e censurado o par\u00e1grafo das baixas. Jogou contra. A Ucr\u00e2nia teve de admitir 13 mil mortes fardadas no front. Analistas militares europeus s\u00e3o t\u00e9cnicos. Frios e impiedosos. Dizem tamb\u00e9m que, s\u00f3 numa das frentes do Donetsk, onde a Ucr\u00e2nia recuperou territ\u00f3rio, mant\u00ea-lo passou a custar entre 500 e 800 baixas por dia. Recuar \u00e9 a nova ordem, o que acontece no momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O conflito tem muitas frentes. Uma \u00e9 a econ\u00f4mica. Foi divulgado o estado geral das contas dos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. Um est\u00e1 em recess\u00e3o. Sete a um passo. Os outros, para mais ou para menos, enfrentam pesadas batalhas contra infla\u00e7\u00e3o, pre\u00e7os de alimentos, energia cara \u00e9 escassa. Nenhum faz previs\u00f5es otimistas para 2023. O Natal ser\u00e1 o mais dif\u00edcil dos \u00faltimos anos. No m\u00e1ximo, esgrimem planos para acertar as contas gerais. Ser\u00e1 um feito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ambiente de inverno na Europa ficar\u00e1 tenso e disputado a palmo. O mercado alimentar, primeiro, depois, o mercado de energia, far\u00e3o os pa\u00edses de cobaia para experi\u00eancias de pre\u00e7o e maneira de entrega do vendido. H\u00e1 navios petroleiros parados no B\u00f3sforo. Tabelar em 60 d\u00f3lares o pre\u00e7o m\u00e1ximo do barril n\u00e3o gerou harmonia. Rusgas entre pa\u00edses come\u00e7am e muitos fazem neg\u00f3cios paralelos ou via terceiros, antigos parceiros da R\u00fassia no Oriente ou \u00c1sia. Vale a m\u00e1xima do Brasil: farinha pouca, meu pir\u00e3o primeiro. A Hist\u00f3ria ensina que esse n\u00e3o \u00e9 bom caminho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1. Fontes e amigos de Moscou est\u00e3o preocupados. Depois de informar a quantidade de soldados russos j\u00e1 mortos, perto de 200 mil, segundo um deles, mandou uma mensagem curta, que compartilho: \u201c\u00c9 incr\u00edvel e horr\u00edvel ao mesmo tempo. Depois do Afeganist\u00e3o, a URSS sofreu grande crise demogr\u00e1fica. Nos anos de 1993 a 1995, as maternidades ficavam semi-vazias. Imagine qual ser\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o daqui a dez anos. \u00c9 uma trag\u00e9dia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dif\u00edcil para quem est\u00e1 em Moscou e ainda ama o pr\u00f3prio pa\u00eds, independentemente dos seus governantes. Est\u00e3o todos preocupados. E quando eles ficam assim \u00e9 porque as conversas nas cozinhas est\u00e3o em marcha acelerada. Assim, na Perestroika, colhi muitos casos sobre a crise, desmanche interno do poderoso, \u00fanico, partido comunista sovi\u00e9tico. Velhos burocratas bolcheviques n\u00e3o tinham compromissos com o Estado e quase nenhum com o partido. A sa\u00edda era beber vodka, trocar informa\u00e7\u00f5es e repass\u00e1-las a jornais populares e r\u00e1dios de audi\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sabia-se o que ocorria ficando-se \u00e0 espera do futuro breve. Ele veio. Mais uma lembran\u00e7a, a maternidade. No centro da cidade. Proibida a pais a visita nos primeiros dias. Protocolos. Combinavam dia e hora e iam para a esquina oposta. A m\u00e3e surgia na janela e l\u00e1 de cima mostrava o \u201cpacotinho\u201d. Chor\u00e1vamos e r\u00edamos com os pais. Demografia \u00e9 coisa s\u00e9ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal &nbsp; A guerra segue sua rotina e estaria bastante estabilizada, com ligeira vantagem para os russos. \u00c9 o que dizem analistas militares europeus, geralmente mais s\u00f3brios que os propagandistas civis. Eles tamb\u00e9m elogiam o feito ucraniano de conseguir bombardear bases militares em territ\u00f3rio russo. 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