{"id":27315,"date":"2023-03-02T12:10:01","date_gmt":"2023-03-02T15:10:01","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=27315"},"modified":"2023-03-02T13:06:11","modified_gmt":"2023-03-02T16:06:11","slug":"artigo-primavera-com-girassois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-primavera-com-girassois\/","title":{"rendered":"Artigo: Primavera com girass\u00f3is"},"content":{"rendered":"<h2>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia passou de um ano, mas os participantes continuam iguais. Com o mesmo \u00f3dio e a mesma ferocidade. O mais novo chefe da Defesa da Ucr\u00e2nia, trocado no come\u00e7o da semana, informa ser dific\u00edlima a situa\u00e7\u00e3o em Bakhmut. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, concorda com o ambiente de tens\u00e3o na cidade e, como sempre, pede mais um dinheirinho e armas para se defender.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na R\u00fassia, representantes dos guerreiros p\u00f5e-se de acordo enquanto a situa\u00e7\u00e3o de Bakhumt \u00e9 mais do que tensa, e os ucranianos poder\u00e3o n\u00e3o aguentar o atual quadro de guerra. Vladimir Putin, presidente russo, garante que aumenta o seu poderio de fogo no Mar Negro. E fez a pior das previs\u00f5es dos \u00faltimos dias: a guerra pode atravessar os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As tens\u00f5es v\u00e3o de Bakhmut, Dombass, Zaporijia at\u00e9 Kiev. De um lado, os mercen\u00e1rios do grupo Wagner mostram sua for\u00e7a e poderio de fogo. De outro, os mercen\u00e1rios de v\u00e1rios pa\u00edses, dirigidos pelo ucraniano grupo Azov, bem menos robusto em mat\u00e9ria de poderio de fogo e fr\u00e1gil em material de guerra e soldados, com treinamento na Alemanha e na Pol\u00f4nia para aprender a atirar e usar m\u00edsseis e drones.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Inglaterra treina soldados da For\u00e7a A\u00e9rea, para que ucranianos aprendam a voar. A R\u00fassia sofre o d\u00e9cimo pacote de san\u00e7\u00f5es. Os yanques querem vender alguns, leves carros de combate. Ent\u00e3o, uns ensinam e outros tentam aprender. A m\u00e3e de todas as batalhas, marcada para fim do ano, ou janeiro ou fevereiro, do ano que vem, tem data nova.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, \u00e9 para o come\u00e7o da Primavera, para o ressurgir dos girass\u00f3is. Em todas as regi\u00f5es. Em todos os pa\u00edses. S\u00f3 que a paisagem bonita \u00e9 o que de menos prov\u00e1vel haver\u00e1 para ver. Bombardeios, m\u00edsseis, drones, carros de combate s\u00e3o o que mais se ver\u00e1. Sangue. Tudo sem qualquer expectativa de paz. A t\u00e3o falada proposta da China segue num impasse; com os europeus de um lado, o oriente de outro, sem perspectivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem um dos lados quer ceder um palmo de terra, s\u00f3 espa\u00e7os cheios sangue. No meio desse desejo todo h\u00e1 um grupo que n\u00e3o \u00e9 novo, embora esteja outra vez bem disposto. Trata-se de pa\u00edses fora do conflito, na\u00e7\u00f5es cr\u00edticas ou neutras, pa\u00edses que aproveitam para fazer neg\u00f3cios, na\u00e7\u00f5es dos chamados Brics. A mais recente tentativa pela paz vem de Brasil, China, India e \u00c1frica do Sul (Brics). Com a ben\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir desse quadro, novos est\u00e3o a vir a colaborar com os que gostariam de ver ao trabalho. Mesmo que n\u00e3o haja nem um gesto, ou nem menos a tentativa pacificadora no momento. No caso do Brasil, h\u00e1 mais de 50 anos adota-se igual postura: n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3 posi\u00e7\u00f5es europeias nem eslavas; tamb\u00e9em n\u00e3o \u00e9 a favor da R\u00fassia, dos orientais e outros. Era assim at\u00e9 o fr\u00e1gil e \u00faltimo presidente. Quis reinventar a roda e deu com os burros n\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1. Toda vez que a Primavera chegava era uma festa na capital da R\u00fassia. Se era Ver\u00e3o, ent\u00e3o, os festejos e a alegria eram maiores entre os moscovitas. E era maior ainda entre cidades e pa\u00edses sem tradi\u00e7\u00e3o de frio. A Primavera, ent\u00e3o, podia ser chamada de \u201ca esta\u00e7\u00e3o dos brasileiros&#8221;. Sendo, no Brasil, tempo de trabalho, in\u00fameras possibilidades de neg\u00f3cios apareceram no mercado. Perestroika. Boas chances de grandes neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alguns renderam o suficiente e, at\u00e9 hoje, d\u00e3o dividendos e fecham business. Junto a essas hist\u00f3rias, com esses conhecimentos, variados e saborosos casos nativos do pa\u00eds tropical. Dois empres\u00e1rios brasileiros foram jantar. Comeram, dan\u00e7aram e, na hora de ir para o quarto do hotel, era imposs\u00edvel. O regime abriu, mas n\u00e3o muito. E l\u00e1 foram os dois levar golpe dos mais antigos das noites do mundo. As russas tomaram o dinheiro deles, deram algum para o t\u00e1xi e acabou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na ressaca do dia seguinte, reclama\u00e7\u00f5es contra o Servi\u00e7o Consular. Mas elas cobraram. Sim, \u00e9 o h\u00e1bito. Mas elas n\u00e3o s\u00e3o sovi\u00e9ticas? Sim, como cobrar? Ora amigos, naquela \u00e9poca j\u00e1 se ganhava como profissional. Remunera\u00e7\u00e3o de carteira cheia. E l\u00e1 foram os dois, emburrados, a voltar para S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal A guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia passou de um ano, mas os participantes continuam iguais. Com o mesmo \u00f3dio e a mesma ferocidade. O mais novo chefe da Defesa da Ucr\u00e2nia, trocado no come\u00e7o da semana, informa ser dific\u00edlima a situa\u00e7\u00e3o em Bakhmut. 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