{"id":27892,"date":"2023-04-27T04:14:01","date_gmt":"2023-04-27T07:14:01","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=27892"},"modified":"2023-04-27T04:14:12","modified_gmt":"2023-04-27T07:14:12","slug":"artigo-flores-frutos-drones-de-odio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-flores-frutos-drones-de-odio\/","title":{"rendered":"Artigo: Flores, frutos, drones de \u00f3dio"},"content":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Primavera e Ver\u00e3o podem ser quentes. Na Europa, rica ou pobre, na R\u00fassia ou Ucr\u00e2nia. Ricos ou pobres n\u00e3o importa muito. O que muda o perfil do jogador \u00e9 o tamanho do envolvimento de cada um e se ele faz parte mesmo da Uni\u00e3o Europeia. Isso altera o comportamento de cada um, o dinheiro que vai ou n\u00e3o receber, o grau de fidelidade dos mais pobres com os mais ricos e de todos com os Estados Unidos, o chefe da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan) \u00e9 bra\u00e7o armado. A Ucr\u00e2nia opera o conflito pelo lado dos EUA e da UE. A R\u00fassia \u00e9 o outro polo. Diferente, pois, com menos players e alguns mais fortes pela independ\u00eancia b\u00e9lica e de verbas. Outros n\u00e3o s\u00e3o aliados fidelizados, s\u00f3 tendem a apoios pontuais segundo necessidades do momento. Aqui entram, inclusive, pa\u00edses distantes e de outras regi\u00f5es. Os apoios pr\u00e1ticos, nesses casos, s\u00e3o discretos, \u00e0s vezes pr\u00f3ximos ao segredo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Definitivamente, a Guerra Fria voltou e a terceira guerra, pouco prov\u00e1vel, j\u00e1 seria uma possibilidade concreta. Ao menos no baralho de riscos e crises. A Guerra Fria volta com ajuda de elementos discretos e bastante conhecidos. No lado mais numeroso e fiel, novidades: a Alemanha entrega avi\u00f5es quase novos, fabrica\u00e7\u00e3o russa; outros vendem e come\u00e7am a entregar m\u00edsseis Patriot, pequena parte do que precisaria a Ucr\u00e2nia e n\u00e3o se sabe quem e como ir\u00e3o operar. Balas, proj\u00e9teis fabricados por antigos pa\u00edses sovi\u00e9ticos. Pode ser pouco: um milh\u00e3o de unidades a um bilh\u00e3o de euros, com poss\u00edvel entrega at\u00e9 o ver\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os de Kiev dizem que tudo est\u00e1 cada vez mais pronto para a contra-ofensiva, mesmo sem prazos. A Otan amea\u00e7a com for\u00e7a b\u00e9lica, mas n\u00e3o diz como esse apoio ser\u00e1 feito. Fato inusitado esta semana: aliados e apoiantes em desacordo sobre a divis\u00e3o dos produtos (e da verba). A Fran\u00e7a quer a maior parte e os outros batem nela. Dias antes, \u00a0outro rev\u00e9s: um recado claro dos EUA para a Ucr\u00e2nia, de s\u00f3 ajudar na defesa antia\u00e9rea terrestre. Avi\u00f5es n\u00e3o v\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na outra banda tocam os neutros como a China, \u00cdndia, pa\u00edses \u00e1rabes, drones com turbante, menos neutros. Drones de sangue para saldar velhas contas com os Estados Unidos nessa guerra antiga. Os Brics, o Jap\u00e3o e as Coreias. Na Am\u00e9rica do Sul e no Caribe, Venezuela, Cuba, Nicar\u00e1gua. H\u00e1 mais e continuam os detalhes: a R\u00fassia atirou no pr\u00f3prio p\u00e9, autobombardeou-se. N\u00e3o \u00e9 novidade: s\u00f3 as poucas v\u00edtimas e a ironia internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No lado europeu, a pobre Ucr\u00e2nia, EUA e Otan, avisam que v\u00e3o derrotar os russos de qualquer forma, mesmo com a solu\u00e7\u00e3o do problema dos cereais, que envolve Ucr\u00e2nia, R\u00fassia, Turquia, Pol\u00f4nia e Bulg\u00e1ria. Moscou responde e analistas pr\u00f3-Kremlin s\u00e3o diretos: a Ucr\u00e2nia n\u00e3o quer paz e nem h\u00e1 condi\u00e7\u00e3o de contra-ofensiva no ver\u00e3o. Haja dinheiro! Mas isso, dos dois lados, h\u00e1 bastante.<\/p>\n<p>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1. Grosseiros. A maioria dos estrangeiros que opera no mercado exterior sabe: o pessoal m\u00e9dico n\u00e3o prima pela boa educa\u00e7\u00e3o. Espanha, It\u00e1lia, Fran\u00e7a e outros. \u00c0 parte, as exce\u00e7\u00f5es. Bons servi\u00e7os, maus tratos. Certa vez, em Moscou, Madame, a diplom\u00e1tica, quebrou o bra\u00e7o. Em dois lugares. No hospital, velho e ainda bom; a enfermeira, ainda boa, mas meio idosa, disse vai ter que dormir na cl\u00ednica. A resposta do grupo foi um sonoro n\u00e3o! Tinha um terceiro, colega de Madame, craca\u00e7o em idiomas. Gastou o que pode para iludir a enfermeira. Dif\u00edcil. A senhorinha subia a voz para vencer no grito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em dado momento, elevou o tom dizendo ter sido enfermeira na Segunda Guerra. O parceiro de Madame, que falava quase nada, sabia irritar-se, ao rebatizar a enfermeira, mandou ver: \u201d\u00d3 dona Maria, o governo, o UPDK, \u00f3rg\u00e3o central de servi\u00e7os, est\u00e1 a trabalhar\u201d. Bateu na mesa com m\u00e3o aberta e voz alta. Detonou: \u201cEla aqui n\u00e3o fica! Sustos, dificuldades e&#8230; Madame n\u00e3o ficou. Um dia depois, consulta em Paris e mais uma j\u00e1 no Rio, Cl\u00ednica alvinegra do dr. Touguinh\u00f3. A estrela solit\u00e1ria nos conduz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal &nbsp; Primavera e Ver\u00e3o podem ser quentes. Na Europa, rica ou pobre, na R\u00fassia ou Ucr\u00e2nia. Ricos ou pobres n\u00e3o importa muito. 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