{"id":27951,"date":"2023-05-04T08:43:34","date_gmt":"2023-05-04T11:43:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=27951"},"modified":"2023-05-04T08:43:55","modified_gmt":"2023-05-04T11:43:55","slug":"artigo-cronicas-de-uma-contraofensiva-muito-falada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-cronicas-de-uma-contraofensiva-muito-falada\/","title":{"rendered":"ARTIGO: Cr\u00f4nicas de uma contraofensiva muito falada"},"content":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem continua a luta s\u00e3o os jovens soldados russos e ucranianos. H\u00e1 mais de ano se matando e se destruindo mutuamente. Sem saber bem o porqu\u00ea. H\u00e1 mais de ano, os pol\u00edticos, primeiro, incentivam o conflito. Depois, com vagareza e conforme o que j\u00e1 ganharam e o bastante que ir\u00e3o ganhar, come\u00e7am a falar em paz. Tentativas recusadas pelos jogadores principais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pequenos n\u00e3o entram ou s\u00e3o mantidos perif\u00e9ricos. H\u00e1 muito em jogo: US$ 2,24 trilh\u00f5es s\u00f3 ano passado. O chefe dos mercen\u00e1rios russos pediu 300 mil proj\u00e9teis. Claro que nem tudo est\u00e1 metido nesta guerra, pois h\u00e1 pequenas escaramu\u00e7as e muitas despesas dom\u00e9sticas nos or\u00e7amentos dos principais atores. Os Estados Unidos gastaram US$ 877 bilh\u00f5es; China, US$ 292 bilh\u00f5es; R\u00fassia, US$ 87 bilh\u00f5es; e outros, at\u00e9 o Jap\u00e3o, menor entre maiores, com US$ 46 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, com mais seriedade, iniciam as propostas. \u00c9 o que est\u00e1 por vir com a entrada da China nas conversas e, depois, outros importantes: Estados Unidos, Uni\u00e3o Europeia, Ucr\u00e2nia, at\u00e9 a divis\u00e3o de propaganda da CNN sa\u00edram a contar o segredo de Polichinelo. O ministro da Defesa da Alemanha n\u00e3o cabe em si de felicidade: seu pa\u00eds foi autorizado a voltar para jogos de guerra. A R\u00fassia, condenada, est\u00e1 nessa condi\u00e7\u00e3o desde Napole\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O processo ganhou ritmo depois da guerra com a Finl\u00e2ndia, que abriu caminho para sovi\u00e9ticos na segunda Guerra Mundial. Cobram alguma conta passada. Revanche. Dos aliados que fizeram parte do sistema da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica at\u00e9 os que integraram efetivamente a extinta uni\u00e3o russa. Sa\u00edram com a madrinha, a lamentar as derrotas, a misturar raiva com vodca. N\u00e3o adiantou chorar. Moscou n\u00e3o acredita em l\u00e1grimas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a guerra e, neste momento, a expectativa de paz. A primeira sai muito caro e a paz exige cess\u00f5es, de territ\u00f3rio, de servi\u00e7os b\u00e1sicos, de armas. E gente, cad\u00e1veres de jovens soldados, dos dois lados. Entre batalhas, derrotas e vit\u00f3rias, mais uma contraofensiva da Ucr\u00e2nia, que espera recuperar terrenos e gl\u00f3ria. A propaganda disso j\u00e1 come\u00e7ou. A R\u00fassia se defende nas \u00e1reas j\u00e1 ganhas. Est\u00e1 condenada a seguir em guerra, nessa ou em outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A propaganda tamb\u00e9m come\u00e7ou. H\u00e1 data marcada por Kiev e aliados: meados de maio. Quem garante datas e resultados: ningu\u00e9m. Moscou est\u00e1 maior, com armas, terrenos e bombardeios quase di\u00e1rios. Os outros se defendem como podem, com meios pr\u00f3prios, apoio yanque, Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan) e Uni\u00e3o Europeia. Bombardeios anunciados pelos dois lados e, agora, \u00e9 a contraofensiva da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aliados fazem an\u00fancios de novas armas com os problemas de sempre sobre qualidade, manuten\u00e7\u00e3o e prazos. Kiev recebe carros de combate sem GPS, lan\u00e7a-foguetes com alcance reduzido e metralhadoras novas, mas n\u00e3o testadas . A Ucr\u00e2nia diz que vai aniquilar russos, vencidos seus problemas internos. A R\u00fassia n\u00e3o esconde que suas ambiguidades podem ser maiores. Quadro definido, uma s\u00f3 certeza: muitos mortos dos dois lados, cad\u00e1veres de jovens soldados que continuar\u00e3o a guerra. A morrer como moscas no calor primaveril.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1. Houve tempo em que todos se davam bem. Ou quase. O prato cheio eram anedotas da CIA. Entre outras, aquela que mandava os bolcheviques direto para o s\u00e9culo XXI com passagem direta e sem escalas. O outro pa\u00eds era o Jap\u00e3o. A uni-los, duas raz\u00f5es: o s\u00e9culo XIX, onde morava a URSS, e o XXI, onde j\u00e1 estava o Jap\u00e3o. Ningu\u00e9m tinha incid\u00eancia de Aids, uma doen\u00e7a do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muito riso. Mas s\u00f3 quando mandaram, da multinacional, amostra do absorvente feminino. Essa era para as mulheres do funcionalismo. C\u00f4njuges podiam recolher a mercadoria. Descasado, o colaborador aceitou e voltou para a reda\u00e7\u00e3o amiga com quatro caixas. Quando chegasse o salm\u00e3o, noruegu\u00eas ou escoc\u00eas acertava-se a conta. Isso, no final dos anos 1990. Prova do sistema autoritar\u00e1rio da rede mais forte, n\u00e3o havia interc\u00e2mbio tecol\u00f3gico interno: enquanto homens iam ao espa\u00e7o e testavam novas armas; a mulheres ainda usavam e dependiam das velhas toalinhas\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal &nbsp; Quem continua a luta s\u00e3o os jovens soldados russos e ucranianos. H\u00e1 mais de ano se matando e se destruindo mutuamente. Sem saber bem o porqu\u00ea. 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