{"id":28005,"date":"2023-05-11T10:00:29","date_gmt":"2023-05-11T13:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=28005"},"modified":"2023-05-11T16:52:18","modified_gmt":"2023-05-11T19:52:18","slug":"ibge-renda-media-encolhe-66-no-governo-bolsonaro-e-atinge-pior-patamar-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/ibge-renda-media-encolhe-66-no-governo-bolsonaro-e-atinge-pior-patamar-da-historia\/","title":{"rendered":"IBGE: Renda m\u00e9dia encolhe 6,6% no governo Bolsonaro e atinge pior patamar da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar do crescimento de 2% em 2022 na compara\u00e7\u00e3o com 2021, o rendimento m\u00e9dio real da popula\u00e7\u00e3o brasileira de todas as fontes encolheu 6,6% durante os quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PT) nas grandes regi\u00f5es, passando de R$ 2.712, em 2018, para R$ 2.533, no ano passado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (11\/5). Esse \u00e9 o menor patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua): Rendimento de todas as fontes do \u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio do Planejamento e Or\u00e7amento, iniciada em 2012.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Durante a pandemia da covid-19, o rendimento de todas as fontes encolheu 3,4%, em 2020, e 5,2%, em 2021. Mas, na compara\u00e7\u00e3o com o a renda m\u00e9dia de R$ 2.600 registrada em 2012, a perda dos trabalhadores brasileiros em uma d\u00e9cada de crescimento baixo e tr\u00eas anos com Produto Interno Bruto (PIB) negativo\u00a0 &#8212; 2015, 2016 e 2020 &#8212; foi menor do que no governo Bolsonaro, de 2,6%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A pesquisa mostra que, em 2022, foram estimadas 214,2 milh\u00f5es de pessoas residentes no pa\u00eds, contingente 8,3% superior aos 197,7 milh\u00f5es de moradores contabilizados em 2012. A regi\u00e3o Sudeste concentrava a maior parte da popula\u00e7\u00e3o (42,1%), seguida por Nordeste (27%), Sul (14,3%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (7,8%). Do total de habitantes no ano passado, 134,1 milh\u00f5es (62,6%) tinham algum tipo de rendimento e todas as regi\u00f5es registraram crescimento no n\u00famero de pessoas com algum tipo de renda. Esse \u00e9 o maior percentual da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A regi\u00e3o Sul apresentou o maior percentual, de 67%, e o Norte, o menor, de 55,9%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Perdas com a pandemia\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com os dados do IBGE, o rendimento m\u00e9dio mensal domiciliar\u00a0per capita\u00a0foi de R$ 1.586 em 2022, dado 6,9% superior ao registrado em 2021, quando a renda m\u00e9dia atingiu o menor valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica (R$ 1.484), ap\u00f3s dois anos de quedas durante a pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2022, a massa do rendimento mensal real domiciliar\u00a0per capita\u00a0cresceu 7,7% ante 2021, somando R$ 339,6 bilh\u00f5es. A regi\u00e3o Nordeste segue com menor rendimento m\u00e9dio mensal domiciliar\u00a0per capita\u00a0(R$1.011), enquanto a Sul manteve o maior (R$ 1.927).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o IBGE, entre 2012 e 2019, a massa salarial teve uma expans\u00e3o de 11,7%, mas, com a pandemia, as perdas entre 2020 e 2021 foram de 5,6% e de 3,2%, respectivamente. Na compara\u00e7\u00e3o com 2021, houve um crescimento de 6,6% do rendimento m\u00e9dio, <a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/36857-em-2022-mercado-de-trabalho-e-auxilio-brasil-permitem-recuperacao-dos-rendimentos\">em grande parte, devido ao aumento do Aux\u00edlio Brasil,<\/a> que substituiu o Bolsa Fam\u00edlia, de acordo com os dados do \u00f3rg\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo o IBGE, entre os fatores que ajudam a explicar o aumento da massa de rendimento entre 2021 e 2022, destaca-se o crescimento de 8,8% da popula\u00e7\u00e3o ocupada, no per\u00edodo, para 95,2 milh\u00f5es de pessoas, o maior patamar da s\u00e9rie.\u00a0 \u201cEsse crescimento de 7,7 milh\u00f5es de pessoas foi mais do que suficiente para recuperar as perdas ocorridas durante a pandemia\u201d, destaca o relat\u00f3rio da Pnad. Em 2019, a popula\u00e7\u00e3o ocupada somava 92,8 milh\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desigualdade e \u00cdndice Gini<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0O rendimento m\u00e9dio per capita das classes mais pobres cresceu entre 2012 e 2022. Conforme os dados da Pnad, metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira registrou um rendimento per capita mensal real de R$ 537, dado\u00a0 18% superior ao dado de 2021, de R$ 455. Na compara\u00e7\u00e3o com os R$ 491 da renda m\u00e9dia per capita de 2012, o avan\u00e7o foi de 9,4%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por outro lado, as parcelas de 5% a 1% das pessoas mais ricas da popula\u00e7\u00e3o registraram redu\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio per capita entre 2012 e 2022, de 3,8% e 7,1%, respectivamente.\u00a0O levantamento mostra tamb\u00e9m que, em 2022, o rendimento m\u00e9dio do 1% da popula\u00e7\u00e3o que ganha mais (rendimento domiciliar per capita mensal de R$ 17.447) era 32,5 vezes maior que o rendimento m\u00e9dio dos 50% que ganham menos (R$ 537). Em 2021, essa raz\u00e3o era de 38,4 vezes. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O \u00cdndice Gini do rendimento habitualmente recebido de todos os trabalhos mostra que houve redu\u00e7\u00e3o do indicador de 0,504 para 0,409 entre 2012 e 2015. E, a partir de 2016, esse indicador de desigualdade piorou e alcan\u00e7ou os maiores valores da s\u00e9rie, em 2018 e em 2019, de 0,506.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com a pandemia e a redu\u00e7\u00e3o brusca de ocupa\u00e7\u00e3o, principalmente, entre os trabalhadores informais, a desigualdade do rendimento diminuiu, de acordo com o IBGE. O \u00cdndice Gini voltou a cair para 0,500, em 2020, passando para 0,499, em 2021, e para 0,486, em 2022, o menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O \u00cdndice Gini mede a concentra\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de renda e quanto mais perto de 1, maior \u00e9 a desigualdade. E, quanto mais perto de zero, menor \u00e9 a desigualdade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Programas sociais<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme os dados do IBGE, o percentual de domic\u00edlios dependendo de algum programa social do governo, como o aux\u00edlio emergencial, disparou durante a pandemia, passando de 0,7%, em 2019, para 23,7%, em 2020, e para 15,4%, em 2021. No ano passado, o percentual de resid\u00eancias, dependendo de outros programas sociais, foi de 1,5%. Enquanto isso, o n\u00famero de resid\u00eancias dependentes do Bolsa Fam\u00edlia, que chegou a 8,6%, em 2021 em grande parte, devido \u00e0 migra\u00e7\u00e3o para o aux\u00edlio emergencial, passou para 16,9%, em 2022, percentual pr\u00f3ximo aos 16,6% de 2012.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; Apesar do crescimento de 2% em 2022 na compara\u00e7\u00e3o com 2021, o rendimento m\u00e9dio real da popula\u00e7\u00e3o brasileira de todas as fontes encolheu 6,6% durante os quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PT) nas grandes regi\u00f5es, passando de R$ 2.712, em 2018, para R$ 2.533, no ano passado, conforme dados do Instituto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":15447,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[6630,2933,391,6629,825,6083],"class_list":["post-28005","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-concentracao-de-renda","tag-desigualdade","tag-ibge","tag-indice-gini","tag-pnad-continua","tag-rendimento-medio-mensal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28005"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28005\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28069,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28005\/revisions\/28069"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}