{"id":28284,"date":"2023-06-08T16:07:14","date_gmt":"2023-06-08T19:07:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=28284"},"modified":"2023-06-08T16:07:24","modified_gmt":"2023-06-08T19:07:24","slug":"artigo-sentimentos-ilhados-da-guerra-coletiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-sentimentos-ilhados-da-guerra-coletiva\/","title":{"rendered":"ARTIGO: Sentimentos ilhados da guerra coletiva"},"content":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando pensamos dele se guardar, o sentimento ilhado volta a incomodar. Os autores brasileiros, piauienses, nunca foram a uma guerra formal, mas produziram bombas sempre a explodir nos sentimentos. Uma briga entre primos e vizinhos tem o que e onde explodir. A Ucr\u00e2nia e a R\u00fassia h\u00e1 um s\u00e9culo fazem isso. Agora, est\u00e3o a\u00ed de novo. Com refor\u00e7os para os dois lados, com outros tipos de armas, outras maneiras de ter medo para enfrentar o sentimento ilhado. H\u00e1 bombardeios na russa Belgorod e na regi\u00e3o ucraniana Donets. A graciosa reuni\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan) veio com manobras e liberou todos os pa\u00edses que quiserem participar da organiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o combinaram entre entre si, n\u00e3o importa. Tem mais valor os avi\u00f5es sovi\u00e9ticos remodelados, os avi\u00f5es americanos F-16, um coletivo que j\u00e1 anda no modelo F- 35. O que n\u00e3o impede grupos simp\u00e1ticos \u00e0 Ucr\u00e2nia de correr riscos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um bilhetinho do ingl\u00eas Ben Wallace, ministro da Defesa, com a bandeirinha da Rom\u00eania rondou o teatro de opera\u00e7\u00f5es. Recado bem recebido por Moscou. Cinco avi\u00f5es da Ucr\u00e2nia no ch\u00e3o e a goza\u00e7\u00e3o tomando conta. A contraofensiva da Ucr\u00e2nia parece que finalmente come\u00e7ou. Com erros prim\u00e1rios e descuido ao n\u00e3o traduzir a falta de abrigos para prote\u00e7\u00e3o ao povo e \u00e0s armas. Na Primavera, como in\u00fameras vezes anunciado. Gafes inglesas \u00e0 parte, Vladimir Putin, presidente da R\u00fassia, e outros saberiam porque temer. A d\u00favida atual seria te\u00f3rica: os ucranianos devem realizar contraofensiva maci\u00e7a ou ir mais devagar? Os russos devem responder com tudo ou ir mais devagar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia tem resposta majorit\u00e1ria: atacar pesadamente. A R\u00fassia pensa em si de outra forma: com calma, a comer o mingau pelas beiradas. \u00c9 a melhor forma: cozinhar ucranianos em fogo lento e depois dar os golpes fatais. Sem pressa. Ucr\u00e2nia e seus aliados n\u00e3o contariam com essas ast\u00facias. Nem com adicionais de paci\u00eancia, armas e muni\u00e7\u00f4es para enfrentar conflito de curso mais longo. A R\u00fassia \u00e9 mais forte, poderosa. Consta que j\u00e1 teria conquistado 20 km de \u00e1rea dos ucranianos. O grupo Wagner se retira, ex\u00e9rcito e chechenos de Kadirov vermelho avan\u00e7am. Putin tem apoio popular. Mesmo sem ajuda de marketing. Putin \u00e9 mais forte e, por enquanto, vence.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assessorada pela Otan, a Ucr\u00e2nia bate em quatro ou cinco frentes. A mais recente \u00e9 a explos\u00e3o da Barragem de Kakhova. A fase \u00e9 de acusa\u00e7\u00f5es parte a parte. Os russos falam em sabotagem com uso de m\u00edsseis americanos. Os ucranianos respodem: a presen\u00e7a de russos \u00e9 para sabotar o rio Dnieper. E a contraofensiva. Agora o quadro esquenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1. Nos tempos da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, houve um grande momento eleitoral. O l\u00edder Gorbatchov convocou as primeiras elei\u00e7\u00f5es com mais de um partido e mais de um candidato por vaga. Foi uma novidade, assim como a comiss\u00e3o independente para os exames dos inscritos. Os latinos, alguns europeus e terceiro mundistas em geral esfregaram as m\u00e3os para adivinhar os rumos do processo e das candidaturas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mais veterano dos colegas, que passara alguns anos no Panam\u00e1, lembrava do coronel Torijos, que recebeu gordos cheques da CIA. Os sovi\u00e9ticos abririam o caixa depois, e o KGB dominou os gordos cheques. A democracia panamenha, ecl\u00e9tica, faturou de todos os lados. Nosso colega se irritava com os mais novos. S\u00f3 queriam saber das brechas que poderiam existir. Em uma ampla sala de onde despachava, o chefe, homem de confian\u00e7a do sistema, do partido e do presidente, ria das perguntas e a todas respondia com perfeita paci\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00f3 perdeu a cintura certa vez, posto contra a parede. Voc\u00eas acham que aqui \u00e9 terreiro dos vossos? Perguntava com resposta pronta no gatilho: aqui come\u00e7a um novo processo, uma nova URSS, explicando que n\u00e3o havia espa\u00e7o para fraudes. E assim foi. O resultado posterior pode n\u00e3o ter sido exemplar, mas foi um grande processo. O sentimento ilhado \u00e9 mantido. E a contraofensiva teria come\u00e7ado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI &nbsp; Quando pensamos dele se guardar, o sentimento ilhado volta a incomodar. Os autores brasileiros, piauienses, nunca foram a uma guerra formal, mas produziram bombas sempre a explodir nos sentimentos. Uma briga entre primos e vizinhos tem o que e onde explodir. 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