{"id":28297,"date":"2023-06-14T08:49:56","date_gmt":"2023-06-14T11:49:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=28297"},"modified":"2023-06-14T08:50:07","modified_gmt":"2023-06-14T11:50:07","slug":"artigo-se-beber-nao-voe-nos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-se-beber-nao-voe-nos-sonhos\/","title":{"rendered":"ARTIGO: Se beber, n\u00e3o voe nos sonhos"},"content":{"rendered":"<h2>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A guerra \u00e9 desgastante e dolorosa para todos. Assim para Ucr\u00e2nia como para R\u00fassia, dos participantes maiores aos menores. Ao fim, por\u00e9m, todos ganham algum dinheiro ou armas. Dos diretamente l\u00edderes maiores aos de menor for\u00e7a. Cada ator quer seu peda\u00e7o, sua recompensa, seus dinheiros. \u00c9 a \u00e9tica da guerra. \u00c9 o come\u00e7o da l\u00f3gica do capital. Exigir mais \u00e9 criar chances de faturar mais, uma verba extra que mal n\u00e3o faz.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Igual a certos momentos em que o Brasil pensou melhorar seu lugar no mundo com o aux\u00edlio do dinheiro ex-sovi\u00e9tico. Agora, o capitalismo mostra seus dentes eslavos. E o que era sonho e esperan\u00e7a h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas desfez-se numa grande noite de vodka.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os analistas militares na Uni\u00e3o Europeia, destaque para alguns portugueses, principalmente alguns oficiais maiores. Esses dizem que a R\u00fassia bombardeou uma barragem na Ucr\u00e2nia. Mostram argumentos t\u00e9cnicos. Garantem outros que a Ucr\u00e2nia esteve presente com bastante for\u00e7a. A R\u00fassia teria mais m\u00e1quinas de guerra, a Ucr\u00e2nia, mais ousadia, o apoio da Uni\u00e3o Europeia e da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan). E, tamb\u00e9m, com destaque para os Estados Unidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No meio de acusa\u00e7\u00f5es at\u00e9 descabidas, lembra-se que o rio tem duas margens, e cada uma tem dois lados. Povoados. Portanto, 700 mil pessoas no Dnieper a sofrer com o estouro da barragem, sem \u00e1gua pot\u00e1vel, alimentos e milhares de casas vazias. Os dois briguentos principais seriam mais do que respons\u00e1veis, ainda que um deles, a R\u00fassia, seja tida como mais forte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas tem mais, que vem de outras fontes. O Canad\u00e1, em visita oficial a Kiev, prometeu US$ 500 milh\u00f5es para conseguir m\u00edsseis antia\u00e9reos, armas leves e muni\u00e7\u00e3o, muitas muni\u00e7\u00f5es. Inglaterra, Fran\u00e7a e Alemanha continuar\u00e3o nos trabalhos de treinamento dos soldados ucranianos. E o Jap\u00e3o, at\u00e9 o Jap\u00e3o, veio a prometer vender armas para Volodimyr Zelensky.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os russos estariam sozinhos e abandonados. Entregues a seu principal fornecedor de drones, o Ir\u00e3. Em outra esfera, duas dores de cabe\u00e7a: a Ucr\u00e2nia, que n\u00e3o consegue explicar os fracassos iniciais na contraofensiva; e o sil\u00eancio de Biden e dos Estados Unidos para n\u00e3o admitirem que n\u00e3o sabem explicar, ainda, o que vai ou est\u00e1 a acontecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1. Houve um tempo, na extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que o Brasil pensou em fabricar avi\u00f5es e produzir vodka. A grande reuni\u00e3o foi em Rostov do Don. L\u00e1, tinha uma f\u00e1brica de avi\u00f5es e produzia-se vodka igual a todo pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sonho de uma noite de ver\u00e3o: um conjunto de bailarinos cossacos do mais puro e agreste, at\u00e9 uma genu\u00edna e brasileira roda de samba. Tudo na cidade centen\u00e1ria de Rostov do Don, palco de grandes enfrentamentos entre revolucion\u00e1rios brancos e vermelhos, com a vit\u00f3ria desses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Iniciativa de um empres\u00e1rio brasileiro, dos que apareceram muitos no momento de abertura junto a ex-burocratas sovi\u00e9ticos doidos para se transformarem em \u201cbizzniesmen\u201d, nova nomenklatura para quem ainda n\u00e3o tinha capitalismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A moda sovi\u00e9tica eram mesas com doze cadeiras. Hist\u00f3ria da cultura moderna. Doze brindes oficiais. E assim foi. Autoridades e negociantes foram embora mais cedo. Os neg\u00f3cios n\u00e3o sa\u00edram, mas n\u00e3o faltou vodka para ningu\u00e9m. No dia seguinte, quem voou foi a ressaca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O pa\u00eds mudou, outras cidades fabricam hoje o avi\u00e3o Sukhoi. E a vodka? Bem, est\u00e1 no pa\u00eds e no mundo, onde tem marcas e tipos \u00e0s centenas. Os dois pa\u00edses em conflito fabricam o produto. O Brasil continua seu processo, seu ritmo: cada vez melhor nos agroneg\u00f3cios, a melhorar inclusive na ind\u00fastria aeron\u00e1utica de paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A R\u00fassia mant\u00e9m-se a modernizar seus projetos de petr\u00f3leo e g\u00e1s, al\u00e9m de ter continuado, com tecnologia sofisticada, a produ\u00e7\u00e3o de modernos armamentos. E a venda deles. Assim \u00e9 que se voa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal A guerra \u00e9 desgastante e dolorosa para todos. Assim para Ucr\u00e2nia como para R\u00fassia, dos participantes maiores aos menores. Ao fim, por\u00e9m, todos ganham algum dinheiro ou armas. Dos diretamente l\u00edderes maiores aos de menor for\u00e7a. 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